{"id":10153,"date":"2016-07-06T11:36:41","date_gmt":"2016-07-06T14:36:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=10153"},"modified":"2016-07-07T19:43:15","modified_gmt":"2016-07-07T22:43:15","slug":"ipea-jovens-sofrem-com-mais-intensidade-com-a-piora-do-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/ipea-jovens-sofrem-com-mais-intensidade-com-a-piora-do-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Ipea: Jovens sofrem com mais intensidade com a piora do mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"<p>A atual crise no mercado de trabalho brasileiro vem castigando mais duramente os mais jovens. A Carta de Conjuntura divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) mostra que a taxa de desemprego entre quem tem idade de 14 e 24 anos fechou o primeiro trimestre em 26,36%. No quarto trimestre de 2015, o desemprego nessa faixa et\u00e1ria era de 20,89%.<\/p>\n<p>Os mais jovens t\u00eam n\u00e3o apenas a mais alta desocupa\u00e7\u00e3o entre as tr\u00eas faixas de idade analisadas pelo Ipea, mas tamb\u00e9m vivenciaram a piora mais acentuada. O aumento foi de quase 6 pontos percentuais entre mais jovens entre o quarto trimestre de 2015 e os tr\u00eas primeiros meses deste ano e de mais de 7 pontos percentuais frente ao primeiro trimestre de 2015.<\/p>\n<p>Entre os brasileiros de 25 a 59 anos, o desemprego no primeiro trimestre foi de 7,91%. A taxa era de 3,29% entre os brasileiros com mais de 59 anos no mesmo per\u00edodo. Para a faixa entre 25 e 59 anos, o aumento do desemprego foi de pouco mais de 1 ponto percentual frente ao quarto trimestre do ano passado e de pouco mais de 2 pontos percentuais na compara\u00e7\u00e3o com o primeiro trimestre de 2015. Entre os maiores de 59 anos, o aumento do desemprego foi menos intenso, de 0,77 ponto percentual frente ao quarto trimestre e de 1,17 ponto percentual na compara\u00e7\u00e3o com o primeiro trimestre de 2015.<\/p>\n<p>O Ipea ressalta que a propor\u00e7\u00e3o de jovens ocupados vem caindo desde 2013, de acordo com a Pnad Cont\u00ednua, produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Ap\u00f3s atingir o pico de 44% no terceiro trimestre de 2012, os jovens ocupados eram apenas 37% no primeiro trimestre de 2016. No entanto, diz o Ipea, at\u00e9 2015 essa queda na ocupa\u00e7\u00e3o era refletida muito mais no aumento daqueles que apenas estudavam do que em qualquer eleva\u00e7\u00e3o de desempregados. Os jovens que somente estudavam subiram de 35% em 2012 at\u00e9 38,2% no \u00faltimo trimestre de 2014, e, desde o in\u00edcio da crise, recuaram novamente at\u00e9 36,3% no in\u00edcio de 2016.<\/p>\n<p>&#8220;Por outro lado, a propor\u00e7\u00e3o de jovens desocupados oscilava em torno de 8% at\u00e9 2015, tendo subido aceleradamente desde ent\u00e3o, alcan\u00e7ando 13,2% em 2016. Enquanto isso, a parcela de jovens ?nem-nem&#8217; [que n\u00e3o trabalham, nem estudam] n\u00e3o mostrou qualquer tend\u00eancia, tendo oscilado em torno de 13% durante todo o per\u00edodo&#8221;, diz a Carta de Conjuntura.<\/p>\n<p>O Ipea explica que no primeiro trimestre deste ano &#8220;houve um aumento na probabilidade dos apenas estudantes migrarem para o desemprego, revertendo neste trimestre a trajet\u00f3ria de queda da PEA nessa faixa et\u00e1ria, explicando parte do forte do desemprego no in\u00edcio de 2016&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.uol.com.br\/\" target=\"_blank\">Economia Uol\u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A atual crise no mercado de trabalho brasileiro vem castigando mais duramente os mais jovens. A Carta de Conjuntura divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) mostra que a taxa de desemprego entre quem tem idade de 14 e 24 anos fechou o primeiro trimestre em 26,36%. 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