{"id":10193,"date":"2016-07-11T12:57:51","date_gmt":"2016-07-11T15:57:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=10193"},"modified":"2016-07-11T12:57:51","modified_gmt":"2016-07-11T15:57:51","slug":"brasil-e-ultimo-em-ranking-de-criacao-de-emprego-da-ocde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/brasil-e-ultimo-em-ranking-de-criacao-de-emprego-da-ocde\/","title":{"rendered":"Brasil \u00e9 \u00faltimo em ranking de cria\u00e7\u00e3o de emprego da OCDE"},"content":{"rendered":"<p>Segundo o relat\u00f3rio, o Brasil deve registrar um saldo negativo de empregos (quando as demiss\u00f5es superam as contrata\u00e7\u00f5es) de 1,6% neste ano, enquanto nos pa\u00edses da OCDE a previs\u00e3o \u00e9 de crescimento de 1,5% dos postos de trabalho em 2016.<\/p>\n<p>Nas proje\u00e7\u00f5es da OCDE, apenas quatro outros pa\u00edses, al\u00e9m do Brasil, ter\u00e3o saldo negativo de empregos neste ano, com quedas bem menores, que v\u00e3o de apenas -0,1%, como a Finl\u00e2ndia, a -0,9%, no caso da Costa Rica.<\/p>\n<p>Em 2017, afirma o estudo, a situa\u00e7\u00e3o no Brasil deve melhorar, com previs\u00e3o de crescimento de 0,7% do emprego.<\/p>\n<p>O estudo, intitulado &#8220;Perspectivas do Emprego 2016&#8221;, leva em conta os dados dos 35 pa\u00edses membros da organiza\u00e7\u00e3o (a Let\u00f4nia aderiu ao grupo em junho) e de nove outras economias, como Brasil e China.<\/p>\n<p>Em junho, a OCDE j\u00e1 havia estimado, em outro estudo, que o Brasil dever\u00e1 sofrer em 2016 a maior queda do PIB entre as 44 economias analisadas, com recuo de 4,3%, e atribuiu a &#8220;recess\u00e3o profunda&#8221;, que deve durar no pa\u00eds at\u00e9 2017, ao &#8220;contexto de grande incerteza pol\u00edtica&#8221; e tamb\u00e9m aos casos de corrup\u00e7\u00e3o que abalam a confian\u00e7a de consumidores e investidores.<\/p>\n<p>A OCDE prev\u00ea que a taxa de desemprego no Brasil dever\u00e1 atingir 11,3% neste ano contra 8,5% em 2015, segundo o estudo divulgado nesta quinta.<\/p>\n<p>Apesar da crise, as taxas de desemprego no Brasil permanecem bem mais baixas do que as previstas neste ano para pa\u00edses como a Gr\u00e9cia (23,9%), Espanha (19,3%) ou a \u00c1frica do Sul, onde o \u00edndice estimado \u00e9 de 26,5%.<\/p>\n<p class=\"story-body__crosshead\"><strong>&#8216;Recupera\u00e7\u00e3o dolorosa&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>O estudo afirma que a situa\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho continua melhorando nos pa\u00edses da OCDE ap\u00f3s a crise internacional dos \u00faltimos anos, &#8220;mas de maneira lenta e dolorosa&#8221; em in\u00fameros pa\u00edses que integram a organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 devido, diz a organiza\u00e7\u00e3o, ao fato de que a economia mundial est\u00e1 &#8220;colada em um crescimento t\u00edmido caracterizado por um baixo n\u00edvel de investimento, ganhos an\u00eamicos de produtividade e poucas cria\u00e7\u00f5es de empregos, al\u00e9m de uma estagna\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios&#8221;, destaca o estudo.<\/p>\n<p>Os sal\u00e1rios, no entanto, n\u00e3o t\u00eam acompanhado a evolu\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis de emprego, acrescenta a OCDE, ressaltando que em muitos casos os ganhos s\u00e3o, em m\u00e9dia, pelo menos 5% inferiores aos patamares que deveriam ter atingido se o crescimento econ\u00f4mico dos anos 2000 a 2007 tivesse se mantido.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o numerosos os trabalhadores que arrumaram emprego ap\u00f3s a recess\u00e3o, mas o crescimento dos sal\u00e1rios permanece moroso e o stress no trabalho afeta in\u00fameras pessoas&#8221;, diz o estudo, acrescentando que poder\u00e1 ser dif\u00edcil recuperar esse atraso nos valores.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m prev\u00ea que a taxa de emprego nos pa\u00edses da OCDE dever\u00e1, em 2017, voltar ao n\u00edvel registrado antes da crise financeira mundial.<\/p>\n<p>O deficit de empregos nos pa\u00edses membros, que chegou a ser, no in\u00edcio de 2010, de mais de 20 milh\u00f5es de postos de trabalho perdidos, caiu para 5,6 milh\u00f5es em 2015.<\/p>\n<p>Para a OCDE, esse d\u00e9ficit de empregos ser\u00e1 &#8220;totalmente absorvido&#8221; ao longo de 2017.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 evidentemente uma boa not\u00edcia, mas o fato de que a recess\u00e3o pesou sobre o emprego durante cerca de dez anos atesta a severidade da crise e o pre\u00e7o que os trabalhadores tiveram de pagar&#8221;, destaca o relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>O documento tamb\u00e9m alerta para o caso dos jovens com baixa qualifica\u00e7\u00e3o que sa\u00edram do sistema escolar e do mercado de trabalho e que correm o risco de &#8220;serem definitivamente deixados de lado&#8221; na sociedade.<\/p>\n<p>No ano passado, 15% dos jovens de 15 a 29 anos se enquadravam nessa categoria nos pa\u00edses da OCDE, o que representa um leve aumento em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis que existiam em 2007, antes da crise mundial.<\/p>\n<p>Segundo a OCDE, &#8220;\u00e9 urgente&#8221; colocar em a\u00e7\u00e3o pol\u00edticas nacionais e internacionais para estimular o crescimento e coloc\u00e1-lo em uma trajet\u00f3ria dur\u00e1vel.<br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/www.bbc.com\/portuguese\" target=\"_blank\">BBC Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo o relat\u00f3rio, o Brasil deve registrar um saldo negativo de empregos (quando as demiss\u00f5es superam as contrata\u00e7\u00f5es) de 1,6% neste ano, enquanto nos pa\u00edses da OCDE a previs\u00e3o \u00e9 de crescimento de 1,5% dos postos de trabalho em 2016. 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