{"id":10345,"date":"2016-07-19T14:00:14","date_gmt":"2016-07-19T17:00:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=10345"},"modified":"2016-07-19T14:00:14","modified_gmt":"2016-07-19T17:00:14","slug":"veja-10-fatores-a-serem-avaliados-ao-receber-proposta-de-emprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/dicas\/veja-10-fatores-a-serem-avaliados-ao-receber-proposta-de-emprego\/","title":{"rendered":"Veja 10 fatores a serem avaliados ao receber proposta de emprego"},"content":{"rendered":"<p>Com o mercado de trabalho aquecido e com bastante demanda de m\u00e3o de obra qualificada, a busca por profissionais ocorre n\u00e3o somente em bancos de vagas de empresas de recursos humanos, mas tamb\u00e9m entre os empregados das companhias. Assim, muitas pessoas acabam trocando de emprego ap\u00f3s receberem propostas com sal\u00e1rios atraentes e promessas de ascens\u00e3o dentro das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Essa troca de empregos faz o Brasil apresentar alto \u00edndice de rotatividade. De acordo com pesquisa global da Robert Half realizada com 1.775 diretores de RH de 13 nacionalidades, o Brasil \u00e9 o campe\u00e3o mundial em rotatividade de funcion\u00e1rios. No pa\u00eds, o turnover de colaboradores aumentou em 82% desde 2010, mais que o dobro da m\u00e9dia mundial, que foi de 38%.<\/p>\n<p>Segundo o consultor em gest\u00e3o de pessoas, Eduardo Ferraz, a rotatividade \u00e9 grande por causa da enorme falta de m\u00e3o de obra qualificada e da baixa taxa de desemprego. \u201cCom isso as pessoas um pouco mais qualificadas trocam com muito mais frequ\u00eancia de emprego, seja para ganhar um pouco mais, morar mais perto de casa, ter hor\u00e1rios mais flex\u00edveis ou mais autonomia. Os mais qualificados, que normalmente t\u00eam toler\u00e2ncia mais baixa, est\u00e3o ainda mais intolerantes e impacientes com situa\u00e7\u00f5es que aceitariam melhor se houvesse alto desemprego\u201d.<\/p>\n<p>Ferraz aponta que as empresas est\u00e3o com uma falta cr\u00f4nica de talentos h\u00e1 mais de cinco anos e se veem obrigadas a assediar pessoas empregadas com muito mais frequ\u00eancia do que gostariam. O consultor destaca, no entanto, que ficar mudando de emprego a todo momento pode ser prejudicial para a carreira, pois, al\u00e9m de perda de tempo e energia, desvaloriza o curr\u00edculo, pois poder\u00e1 dar a impress\u00e3o de instabilidade. \u201cTer foco, conhecer bem suas habilidades e interesses e analisar os ganhos n\u00e3o s\u00f3 de curto, mas de m\u00e9dio e longo prazos, vai ajudar a analisar as diferentes propostas e saber se est\u00e1 na hora ou n\u00e3o de trocar de emprego&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O <strong>G1<\/strong> listou 10 fatores que s\u00e3o importantes na hora de avaliar uma proposta de emprego e ouviu a opini\u00e3o de Luciana Tegon, s\u00f3cia diretora da consultoria Tegon, empresa especializada em processos de sele\u00e7\u00e3o, Jana\u00edna Andrade, coordenadora de recrutamento e sele\u00e7\u00e3o da Talent Group, Eduardo Ferraz, consultor em gest\u00e3o de pessoas e autor do livro \u201cSeja a pessoa certa no lugar certo&#8221;, e Caio Infante, diretor-geral da Trabalhando.com. Veja abaixo.<\/p>\n<p><strong>Sal\u00e1rio<\/strong><br \/>\n<strong>Eduardo Ferraz: <\/strong>Vale estudar a mudan\u00e7a a partir de 30% de aumento real (incluindo b\u00f4nus ou participa\u00e7\u00e3o nos lucros garantidos nos primeiros dois anos), sem esquecer de levar em considera\u00e7\u00e3o outros aspectos.<\/p>\n<p><strong>Caio Infante:<\/strong> Sair para ganhar menos s\u00f3 se for para mudar para uma outra \u00e1rea em que o profissional sonhe em trabalhar. A regra dos 30% \u00e9 v\u00e1lida, mas n\u00e3o em todos os casos. A oportunidade deve ser analisada como um todo, \u00e0s vezes o aumento n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o alto, mas as vantagens e benef\u00edcios valem muito a pena.<\/p>\n<p><strong>Jana\u00edna Andrade:<\/strong> Atualmente, n\u00e3o \u00e9 apenas o sal\u00e1rio oferecido que \u00e9 levado em considera\u00e7\u00e3o no momento de decidir sobre trocar ou n\u00e3o de emprego. Os profissionais devem pesar tamb\u00e9m os benef\u00edcios, cargo, plano de carreira e desenvolvimento profissional e atividades que ser\u00e3o realizadas. Pode ser que voc\u00ea receba uma proposta para ganhar o dobro do que ganha atualmente, mas caso n\u00e3o seja para uma \u00e1rea que voc\u00ea goste, provavelmente n\u00e3o ser\u00e1 o sal\u00e1rio que te far\u00e1 permanecer satisfeito na nova empresa.<\/p>\n<p><strong>Luciana Tegon: <\/strong>N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a remunera\u00e7\u00e3o que deve ser avaliada, mas tamb\u00e9m os benef\u00edcios, se h\u00e1 incentivo ao aprimoramento profissional atrav\u00e9s de cursos e especializa\u00e7\u00f5es, se h\u00e1 oportunidade de interc\u00e2mbio com as outras sedes da empresa, se haver\u00e1 upgrade na posi\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica, se h\u00e1 identifica\u00e7\u00e3o com a cultura da empresa, tempo de deslocamento at\u00e9 o trabalho e o impacto positivo ou negativo na qualidade de vida.<\/p>\n<p><strong>Hor\u00e1rio e feriados trabalhados<br \/>\nEduardo Ferraz:<\/strong> Horas extras ou hor\u00e1rios noturnos e finais de semana n\u00e3o valem nessa conta, pois normalmente j\u00e1 pagam acima de 30% com rela\u00e7\u00e3o ao hor\u00e1rio normal.<\/p>\n<p><strong>Caio Infante: <\/strong>Se for para trabalhar mais que no emprego atual, o aumento salarial deve ser levado em conta para ver se vale a pena assumir uma carga hor\u00e1ria maior. Mudar totalmente de hor\u00e1rio de trabalho \u00e9 algo bem pessoal, e a rotina deve ser levada em conta nesse caso.<\/p>\n<p><strong>Jana\u00edna Andrade: <\/strong>Hor\u00e1rio de trabalho com certeza \u00e9 um dos quesitos avaliados pelos profissionais no momento de trocar de emprego, e isto deve ser levado em considera\u00e7\u00e3o por parte deles, principalmente porque buscam qualidade de vida. Caso o profissional tenha fam\u00edlia, tamb\u00e9m \u00e9 importante analisar se precisar\u00e1 trabalhar aos finais de semana ou em hor\u00e1rios fora do hor\u00e1rio comercial, impactando no conv\u00edvio familiar. Hor\u00e1rio flex\u00edvel \u00e9 um benef\u00edcio importante que muitas empresas est\u00e3o adotando, com o intuito de ser um benef\u00edcio bastante atrativo para o profissional.<\/p>\n<p><strong>Luciana Tegon: <\/strong>Muitas vezes, vagas que exigem trabalho em turnos e escalas em feriados e finais de semana s\u00e3o melhor remuneradas, no entanto, h\u00e1 o sacrif\u00edcio do lado pessoal, uma vez que deixar\u00e1 de estar com a fam\u00edlia em ocasi\u00f5es festivas. Aconselho sempre que o profissional discuta com a fam\u00edlia essa possibilidade antes de assumir um novo emprego, pois um desligamento r\u00e1pido de um emprego ficar\u00e1 registrado e render\u00e1 perguntas nos futuros processos seletivos.<\/p>\n<p><strong>Local de trabalho<\/strong><br \/>\n<strong>Eduardo Ferraz: <\/strong>Costuma pesar tanto ou mais que o dinheiro. Se voc\u00ea gasta at\u00e9 uma hora para ir voltar do trabalho e no novo emprego gastar\u00e1 acima de duas horas, talvez n\u00e3o valha a pena a mudan\u00e7a se n\u00e3o houver outros fortes atrativos.<\/p>\n<p><strong>Caio Infante: <\/strong>\u00c9 importante levar em conta a oportunidade em si, \u00e0s vezes o local \u00e9 longe, mas o emprego oferece mais oportunidades para crescer do que o atual. Mas n\u00e3o adianta mudar para um emprego s\u00f3 porque \u00e9 perto de casa se a empresa n\u00e3o oferecer outros benef\u00edcios al\u00e9m do local.<\/p>\n<p><strong>Jana\u00edna Andrade: <\/strong>Devido \u00e0 busca cont\u00ednua por qualidade de vida, \u00e9 imprescind\u00edvel que o profissional pese todos os pontos antes de aceitar uma nova oportunidade. Se o trabalho novo \u00e9 mais perto da sua casa, com certeza, ser\u00e1 considerado um b\u00f4nus. Itens como a dist\u00e2ncia, tempo de deslocamento e o tr\u00e2nsito devem ser considerados no momento de suas escolhas.<\/p>\n<p><strong>Luciana Tegon<\/strong>: Esse \u00e9 um ponto que deve ser fortemente considerado pelo candidato ao avaliar uma vaga. Sempre sugiro que ele fa\u00e7a o percurso no hor\u00e1rio de trabalho, seja de transporte p\u00fablico ou de carro, para ter exata no\u00e7\u00e3o de quanto tempo levar\u00e1 para seu deslocamento e ap\u00f3s avalie friamente se estar\u00e1 disposto a realizar o percurso por no m\u00ednimo 3 anos.<\/p>\n<p><strong>Infeliz no emprego atual?<br \/>\nEduardo Ferraz:<\/strong> Muita gente troca de emprego ganhando o mesmo e at\u00e9 menos por se sentir infeliz e sem perspectiva. \u00c9 uma troca que pode valer a pena.<\/p>\n<p><strong>Caio Infante:<\/strong> Esse \u00e9 um dos fatores que mais motivam o profissional a querer mudar de emprego, entretanto, alguns na euforia de ter recebido uma proposta n\u00e3o refletem se o atual emprego o realizam por completo e s\u00f3 descobrem quando trocaram de emprego.<\/p>\n<p><strong>Jana\u00edna Andrade<\/strong>: Caso o funcion\u00e1rio esteja insatisfeito com o seu trabalho atual, precisar\u00e1 fazer uma an\u00e1lise para avaliar se s\u00e3o realmente as suas atividades que o est\u00e3o deixando infeliz ou se existe outro motivo. Caso o motivo seja o ambiente de trabalho, gest\u00e3o ou motivos parecidos, isso deve ser conversado junto ao respons\u00e1vel para tentar modificar algo. Caso contr\u00e1rio, o profissional deve sim buscar uma nova oportunidade, procurando sempre o que vai atender \u00e0s suas expectativas profissionais e pessoais.<\/p>\n<p><strong>Luciana Tegon<\/strong>: Esse \u00e9 um fator que conta muito, se n\u00e3o o principal. Vejo pessoas que aceitam at\u00e9 ganhar menos para \u201cdemitirem-se\u201d do chefe. Muitas vezes o problema n\u00e3o \u00e9 a empresa e sim o gestor, a\u00ed n\u00e3o tem jeito, s\u00f3 recolocando-se mesmo.<\/p>\n<p><strong>Plano de carreira<br \/>\nEduardo Ferraz<\/strong>: Isso tamb\u00e9m deve ser levado em conta. Se o clima no atual emprego \u00e9 bom, o chefe \u00e9 justo e h\u00e1 uma chance real de ser promovido em no m\u00e1ximo dois anos, apenas um aumento de 30% prometido pelo novo empregador passa a n\u00e3o valer tanto a pena, pois uma promo\u00e7\u00e3o costuma gerar um aumento de 20% em m\u00e9dia.<\/p>\n<p><strong>Caio Infante:<\/strong> Ter possibilidade de crescer \u00e9 fundamental, entretanto, dar um passo maior que as pernas tamb\u00e9m n\u00e3o compensa, \u00e0s vezes, receber uma proposta para um cargo mais alto em outro lugar parece muito interessante, mas pode se tornar um pesadelo se o profissional n\u00e3o tem experi\u00eancia suficiente para assumir.<\/p>\n<p><strong>Jana\u00edna Andrade: <\/strong>Caso a empresa tenha apresentado plano de carreira, o profissional dever\u00e1 levar em considera\u00e7\u00e3o, principalmente se o fato dele buscar uma nova oportunidade, estiver relacionado \u00e0 falta de crescimento profissional na empresa atual. Diminuir a sua remunera\u00e7\u00e3o, inclusive, \u00e9 v\u00e1lido se existir realmente a possibilidade de ascens\u00e3o no novo emprego, caso isso tenha sido sinalizado pelo novo empregador no momento das negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Luciana Tegon<\/strong>: Promessas n\u00e3o cumpridas geram frustra\u00e7\u00e3o e incapacidade de reter talentos na empresa. O mais prudente \u00e9 fazer a atra\u00e7\u00e3o dos candidatos baseando-se na estrutura da empresa e garantindo a meritocracia, onde os funcion\u00e1rios s\u00e3o sempre considerados para processos seletivos de cargos maiores antes da abertura de recrutamento externo. E meritocracia \u00e9 algo delicado de ser implantado, pois h\u00e1 casos em que a participa\u00e7\u00e3o do funcion\u00e1rio em processos internos depende da aprova\u00e7\u00e3o do gestor, e h\u00e1 gestores que literalmente \u201ctravam\u201d os funcion\u00e1rios na \u00e1rea, o que tamb\u00e9m acarreta na perda do talento para o mercado.<\/p>\n<p><strong>Idade<br \/>\nEduardo Ferraz:<\/strong> Os mais jovens ainda est\u00e3o aprendendo e mudar duas ou tr\u00eas vezes de emprego em 10 anos na maioria das vezes \u00e9 \u00fatil. Acima de 35 anos o risco \u00e9 maior, pois muitas mudan\u00e7as acabam \u201cqueimando\u201d o curr\u00edculo.<\/p>\n<p><strong>Caio Infante<\/strong>: Independente da idade, cada um tem suas responsabilidades. Olhar os riscos \u00e9 importante &#8211; verifique se voc\u00ea se sente seguro para mudar e que garantias o novo emprego te oferece.<\/p>\n<p><strong>Jana\u00edna Andrade: <\/strong>Depende. Caso o profissional queira mudar de emprego, mas n\u00e3o de \u00e1rea, a idade n\u00e3o interfere muito. Caso o profissional queira mudar de emprego e de \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o, provavelmente ele sentir\u00e1 mais dificuldade, principalmente por causa do mercado de trabalho atual. Dessa maneira, melhor o profissional pensar e refletir, para ver se existe realmente a necessidade de mudar da empresa.<\/p>\n<p><strong>Luciana Tegon:<\/strong> Em geral, os mais jovens t\u00eam mais mobilidade profissional, pois est\u00e3o construindo sua carreira e os passos s\u00e3o dados mais rapidamente. Os s\u00eaniores devem avaliar com mais cautela as oportunidades de recoloca\u00e7\u00e3o a partir dos 40 anos, j\u00e1 que infelizmente a pr\u00e1tica nas empresas \u00e9 limitar a contrata\u00e7\u00e3o de pessoas com mais de 50 anos.<\/p>\n<p><strong>Ambiente de trabalho atual<br \/>\nEduardo Ferraz:<\/strong> Pesa bastante. Ambientes \u201ct\u00f3xicos\u201d, com muita fofoca ou cultura em que a meritocracia n\u00e3o seja valorizada induzem os mais qualificados a mudar de emprego.<\/p>\n<p><strong>Caio Infante:<\/strong> Deve pesar, mas tamb\u00e9m \u00e9 importante entender o porqu\u00ea de o ambiente de trabalho estar ruim e se h\u00e1 alguma solu\u00e7\u00e3o simples para melhor\u00e1-lo.<\/p>\n<p><strong>Jana\u00edna Andrade:<\/strong> N\u00e3o existe nada pior do que um ambiente de trabalho competitivo, onde voc\u00ea n\u00e3o consiga confiar em ningu\u00e9m ou exercer um trabalho em equipe. Caso n\u00e3o exista confian\u00e7a, dificilmente existir\u00e1 trabalho em equipe. Profissionais devem pesar sobre o ambiente de trabalho, visto que, hoje em dia passamos mais tempo no trabalho do que em casa. Para exercer um bom trabalho \u00e9 fundamental que o profissional se sinta bem em seu trabalho, que seja um local tranquilo, que lhe proporcione estabilidade, seguran\u00e7a e tranquilidade para desempenhar suas tarefas.<\/p>\n<p><strong>Luciana Tegon<\/strong>: Considerando que passamos mais tempo no trabalho do que em casa, sem d\u00favida, um bom ambiente de trabalho onde haja companheirismo e \u00e9tica \u00e9 um dos fatores de reten\u00e7\u00e3o de funcion\u00e1rio em uma empresa. Frequentemente s\u00e3o aplicadas pesquisas de clima organizacional como instrumento de medi\u00e7\u00e3o do ambiente e levantamento de necessidades que devem ser tratadas na organiza\u00e7\u00e3o. Uma empresa \u00e9 um \u201corganismo vivo\u201d, que tem sua personalidade, sua cultura e seus valores, e a identifica\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios com tudo isso \u00e9 essencial para rela\u00e7\u00f5es de trabalho duradouras.<\/p>\n<p><strong>Problemas no relacionamento com a chefia<br \/>\nEduardo Ferraz: <\/strong>Chefes med\u00edocres, centralizadores ou grosseiros costumam gerar baixa produtividade e insatisfa\u00e7\u00e3o geral. Se n\u00e3o houver oportunidades em outros departamentos na mesma empresa, deve-se pensar seriamente em mudar de emprego.<\/p>\n<p><strong>Caio Infante<\/strong>: Isso envolve a quest\u00e3o de ser infeliz no trabalho. Se existe problema de relacionamento h\u00e1 tempos no seu ambiente de trabalho e n\u00e3o parece ter solu\u00e7\u00e3o, sair pode ser uma boa op\u00e7\u00e3o. Dependendo do caso, em algumas situa\u00e7\u00f5es o profissional est\u00e1 na empresa certa, mas no departamento ou projeto errado. Isso \u00e9 algo que merece reflex\u00e3o, se for sair para continuar em algo que n\u00e3o agrada n\u00e3o adianta em nada.<\/p>\n<p><strong>Jana\u00edna Andrade: <\/strong>O mais importante para garantir uma boa performance do profissional contratado \u00e9 ele sentir-se bem na empresa em que atua. Caso a rela\u00e7\u00e3o com a chefia j\u00e1 esteja desgastada e o respeito j\u00e1 n\u00e3o exista mais entre as partes, melhor partir para uma nova oportunidade. Por outro lado, se voc\u00ea gostar da empresa em que atua e ainda sentir que pode obter realiza\u00e7\u00e3o profissional e pessoal, vale a pena conversar com outras pessoas, com o intuito de validar a possibilidade de alterar de \u00e1rea, equipe ou gestor.<\/p>\n<p><strong>Luciana Tegon<\/strong>: Muitas vezes o funcion\u00e1rio pede demiss\u00e3o do \u201cchefe\u201d e n\u00e3o da empresa. Liderar \u00e9 uma habilidade que infelizmente n\u00e3o existe em todos os seres humanos em virtude do perfil comportamental de cada um. Por mais que a lideran\u00e7a seja algo que possa de alguma forma ser desenvolvida, h\u00e1 pessoas que nunca ser\u00e3o bons lideres a ponto de desestimular algu\u00e9m a permanecer na equipe. A lideran\u00e7a aut\u00eantica \u00e9 algo que motiva naturalmente os liderados, seja pela senioridade do conhecimento, pela admira\u00e7\u00e3o no trato com a equipe, pela forma de motivar e desenvolver o time. Onde tais caracter\u00edsticas n\u00e3o existem, fatalmente haver\u00e1 rotatividade elevada.<\/p>\n<p><strong>Atribui\u00e7\u00f5es do cargo<br \/>\nEduardo Ferraz: <\/strong>O candidato certamente deve comparar o que ele faz no emprego atual e o que ele far\u00e1 no novo. Os desafios e oportunidades de crescimento t\u00eam que valer muito a pena.<\/p>\n<p><strong>Caio Infante<\/strong>: Se imaginar na proposta recebida \u00e9 fundamental. Se nem por pensamento a vaga n\u00e3o parecer algo empolgante, j\u00e1 \u00e9 motivo para questionar.<\/p>\n<p><strong>Jana\u00edna Andrade<\/strong>: \u00c9 complicado, em um processo seletivo, o candidato se vender de modo que diga o que faz no emprego atual e o que far\u00e1 no novo emprego, pois ele ainda n\u00e3o conhece a empresa, a din\u00e2mica de trabalho e os processos. Lembrando que, por ainda n\u00e3o conhecer, o modelo de trabalho da nova empresa pode ser igual a sua empresa atual, podendo ser reprovado por ter perspectivas diferentes das oferecidas pelo novo contratante.<\/p>\n<p><strong>Luciana Tegon<\/strong>: Conhecer e entender bem quais ser\u00e3o suas atribui\u00e7\u00f5es no novo emprego \u00e9 essencial para avaliar se est\u00e1 apto para a nova posi\u00e7\u00e3o. Todos somos avaliados por resultados, assim, n\u00e3o estar habilitado para as novas responsabilidades e mesmo assim assumi-las \u00e9 muito perigoso. Por outro lado, h\u00e1 tamb\u00e9m que se avaliar se haver\u00e1 um esvaziamento ou eleva\u00e7\u00e3o de responsabilidades no novo emprego e como voc\u00ea lidar\u00e1 com isso. O sal\u00e1rio compensa? O cargo \u00e9 maior? A empresa \u00e9 uma multinacional? Tudo tem que ser pesado.<\/p>\n<p><strong>Viagens nacionais e internacionais<br \/>\nLuciana Tegon:<\/strong> Vivendo em um mundo globalizado, s\u00e3o frequentes as posi\u00e7\u00f5es onde h\u00e1 necessidade de viajar a trabalho tanto no Brasil como no exterior. Esse \u00e9 um ponto a ser avaliado no que se refere \u00e0 frequ\u00eancia dessas viagens e no tempo que estar\u00e1 ausente de casa, especialmente para um profissional casado e que tenha fam\u00edlia. Viagens frequentes podem causar impacto na vida pessoal do funcion\u00e1rio, n\u00e3o sendo raro vermos separa\u00e7\u00f5es motivadas pela frequente dist\u00e2ncia entre o casal.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/\" target=\"_blank\">G1<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o mercado de trabalho aquecido e com bastante demanda de m\u00e3o de obra qualificada, a busca por profissionais ocorre n\u00e3o somente em bancos de vagas de empresas de recursos humanos, mas tamb\u00e9m entre os empregados das companhias. 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