{"id":10823,"date":"2016-08-23T12:18:19","date_gmt":"2016-08-23T15:18:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=10823"},"modified":"2022-02-22T17:31:42","modified_gmt":"2022-02-22T20:31:42","slug":"o-que-6-atletas-olimpicos-podem-ensinar-a-sua-carreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/o-que-6-atletas-olimpicos-podem-ensinar-a-sua-carreira\/","title":{"rendered":"O que 6 atletas ol\u00edmpicos podem ensinar \u00e0 sua carreira"},"content":{"rendered":"<p>Atletas ol\u00edmpicos geralmente s\u00e3o lembrados por vit\u00f3rias e recordes. Mas s\u00e3o seus tombos, derrotas e passos em falso que trazem as maiores li\u00e7\u00f5es para a vida e para a carreira.<\/p>\n<p>Segundo Rubens Pimentel, s\u00f3cio da Ynner Treinamentos, o esporte ensina que o verdadeiro campe\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 aquele que conquista a medalha de ouro, mas tamb\u00e9m quem investiga, descobre e aceita seus limites \u2014 sem nunca deixar de batalhar para compens\u00e1-los de alguma forma.<\/p>\n<p>De Diego Hyp\u00f3lito a Marta, veja o que 6 atletas ol\u00edmpicos brasileiros podem ensinar sobre humildade, perseveran\u00e7a e motiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4 class=\"embedded-media-title\">Thiago Braz da Silva<\/h4>\n<p>Aos 22 anos, Thiago Braz da Silva ganhou a medalha de ouro ap\u00f3s saltar 6,03 metros na disputa do salto com vara. Com isso, cravou um novo recorde ol\u00edmpico. O caminho at\u00e9 l\u00e1 foi duro: em 2014, ele sofreu uma les\u00e3o no punho esquerdo, precisou fazer uma cirurgia e teve que recome\u00e7ar os treinos aos poucos.<\/p>\n<p>Para Rubens Pimentel, a hist\u00f3ria ensina muito sobre planejamento. \u201cEle controlou a ansiedade e aceitou que precisava saltar mais baixo at\u00e9 se recuperar da les\u00e3o\u201d, explica. \u201cIsso mostra a import\u00e2ncia de criar uma cronograma para atingir um objetivo, sem atropelar etapas\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para o diretor geral da consultoria Robert Half, Fernando Mantovani, Thiago abandonou sua zona de conforto para vencer. \u201cEle foi atr\u00e1s de um t\u00e9cnico novo, foi morar na It\u00e1lia, decidiu se reinventar\u201d, afirma. \u201cIsso mostra como na carreira \u00e0s vezes \u00e9 preciso jogar tudo para o alto, n\u00e3o se acomodar\u201d.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o da av\u00f3 na cria\u00e7\u00e3o do atleta, abandonado aos dois anos pelos pais, tamb\u00e9m inspira reflex\u00f5es. R\u00edgida, ela exigia que o neto fosse o melhor no esporte que escolheu. De acordo com Mantovani, a hist\u00f3ria mostra como gestores severos e \u201cchatos\u201d tamb\u00e9m podem ser, \u00e0 sua maneira, um \u00f3timo est\u00edmulo para o crescimento e o desenvolvimento em qualquer carreira.<\/p>\n<h4 class=\"embedded-media-title\">Diego Hyp\u00f3lito<\/h4>\n<p>\u00cdcone da gin\u00e1stica art\u00edstica, Diego Hyp\u00f3lito levou tombos e perdeu medalhas ol\u00edmpicas que pareciam certas duas vezes: uma em Pequim, em 2008, e outra em Londres, em 2012. Em luta contra a depress\u00e3o, ele viveu sua reden\u00e7\u00e3o nos Jogos de 2016 ao conquistar a medalha de prata para o Brasil.<\/p>\n<p>\u201cTendo passado pelo que ele passou, poucas pessoas seguiriam em frente\u201d, diz Mantovani. A grande li\u00e7\u00e3o do esportista \u00e9 o valor da tentativa.<\/p>\n<p>A promo\u00e7\u00e3o que parecia iminente nunca chegou? Foi demitido ap\u00f3s anos de dedica\u00e7\u00e3o a uma empresa? Estudou dia e noite para um concurso p\u00fablico, mas n\u00e3o passou? Ainda que as perdas se sucedam indefinidamente, insistir \u00e9 importante.<\/p>\n<p>Segundo Pimentel, a hist\u00f3ria de Hyp\u00f3lito mostra como a paci\u00eancia e a intelig\u00eancia emocional s\u00e3o grandes aliadas do sucesso. Por mais acachapantes que sejam as derrotas, elas precisam ser digeridas e transformadas em energia para tentar de novo.<\/p>\n<h4 class=\"embedded-media-title\">Rafaela Silva<\/h4>\n<p>Vencedora da medalha de ouro no jud\u00f4, Rafaela Silva cresceu na Cidade de Deus, uma das mais conhecidas favelas do Rio de Janeiro. Sua vit\u00f3ria veio calar uma enxurrada de cr\u00edticas do p\u00fablico, inclusive de cunho racista.<\/p>\n<p>Os preconceitos enfrentados pela atleta s\u00e3o uma constante tamb\u00e9m no mundo corporativo. \u201cAinda h\u00e1 muitas barreiras para a diversidade nas empresas, mas pessoas como Rafaela mostram que essa \u00e9 uma luta que vale a pena lutar\u201d, diz Mantovani.<\/p>\n<p>A judoca \u00e9 uma inspira\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas pelos obst\u00e1culos sociais e culturais que enfrentou, mas tamb\u00e9m pela pr\u00f3pria capacidade de se aprimorar no esporte, afirma Pimentel. \u201cEla cometeu um erro bobo na Olimp\u00edada de 2012 e o que fez? Reconheceu as lacunas que tinha, e foi atr\u00e1s de resolv\u00ea-las\u201d, explica ele.<\/p>\n<p>Na carreira de qualquer pessoa, esse mesmo movimento \u00e9 necess\u00e1rio: em vez de negar, ignorar ou minimizar os pr\u00f3prios limites, vale mais olh\u00e1-los de frente e trabalhar para suprimi-los ou compens\u00e1-los da melhor forma poss\u00edvel.<\/p>\n<h4 class=\"embedded-media-title\">Felipe Wu<\/h4>\n<p>Quem disse que os introvertidos t\u00eam menos chances de sucesso do que os extrovertidos? Para Mantovani, o primeiro medalhista do Brasil na Olimp\u00edada de 2016, Felipe Wu, \u00e9 um exemplo vivo que que os \u201cquietinhos\u201d podem ser extremamente eficientes.<\/p>\n<p>Medalha de prata no tiro esportivo, o atleta \u00e9 conhecido por sua timidez. &#8220;Ele ensina que marketing pessoal n\u00e3o \u00e9 tudo&#8221;,&nbsp;&nbsp;diz o diretor da Robert Half. \u201cMuitas vezes, quem faz a melhor entrega \u00e9 justamente quem faz menos barulho\u201d.<\/p>\n<p>A capacidade de improviso de Wu merece aten\u00e7\u00e3o. \u201cQuando apareceu o estatuto de desarmamento, ele teve muita dificuldade para conseguir armas e encontrou uma solu\u00e7\u00e3o simples, mas muito criativa: foi se tornar sargento do Ex\u00e9rcito, para ter acesso ao seu material de treino, al\u00e9m de outros recursos\u201d, afirma Pimentel. \u201cA capacidade de improvisar e buscar parcerias para resolver um problema aparentemente insol\u00favel \u00e9 admir\u00e1vel e inspiradora\u201d.<\/p>\n<h4 class=\"embedded-media-title\">Marta<\/h4>\n<p>\u00cdcone da sele\u00e7\u00e3o brasileira de futebol feminino, Marta \u00e9 um exemplo para qualquer profissional quando o assunto \u00e9 lideran\u00e7a e trabalho em equipe. Ap\u00f3s a derrota na partida contra a Su\u00e9cia na Olimp\u00edada, ela defendeu que o ouro importa menos do que o brilho do time.<\/p>\n<p>\u201cEla \u00e9 tudo menos individualista, o que \u00e9 incomum no futebol\u201d, diz Pimentel. \u201cMesmo sendo uma grande estrela, ela est\u00e1 sempre jogando para o grupo\u201d. A postura humilde e dedicada ao coletivo \u00e9 justamente o que a torna t\u00e3o querida pelas outras jogadoras e pelo p\u00fablico.<\/p>\n<p>Outro detalhe interessante sobre a hist\u00f3ria de Marta \u00e9 o fato de ela ser uma mulher de sucesso numa \u00e1rea tipicamente masculina. Seja no futebol,&nbsp;na tecnologia ou nos postos de comando das grandes empresas, a diversidade de g\u00eanero permanece um ideal longe de ser conquistado.<\/p>\n<p>Segundo Mantovani, a jogadora \u00e9 admir\u00e1vel por driblar tamb\u00e9m esse tipo de preconceito. \u201cA vit\u00f3ria sobre a discrimina\u00e7\u00e3o traz ainda mais respeito para a figura dela, e valoriza muito suas conquistas\u201d, diz.<\/p>\n<h4 class=\"embedded-media-title\">Arthur Zanetti<\/h4>\n<p>Como grande parte dos atletas brasileiros, o ginasta Arthur Zanetti precisou superar adversidades por falta de apoio e financiamento. Como seu esporte \u00e9 particularmente caro, diz Pimentel, as dificuldades vieram em dobro.<\/p>\n<p>Curiosamente, o pr\u00f3prio sucesso do ginasta, que conquistou o ouro nas argolas na Olimp\u00edada de Londres em 2012, tamb\u00e9m se transformou em desafio. \u201cDepois que voc\u00ea ganha, precisa ganhar de novo\u201d, diz Mantovani. Ao contr\u00e1rio de outros atletas, ele n\u00e3o relaxou ap\u00f3s a vit\u00f3ria.&nbsp;Independentemente das gl\u00f3rias passadas, o ginasta continua lutando para se manter no p\u00f3dio.<\/p>\n<p>Zanetti n\u00e3o repetiu o ouro em 2016, mas fez o m\u00e1ximo poss\u00edvel e conquistou o 2\u00ba lugar. Segundo Mantovani, a cor da medalha se tornou um mero detalhe. \u201cA consci\u00eancia tranquila de ter se preparado e se esfor\u00e7ado fez com que a prata dele tivesse gosto de ouro\u201d, afirma. &#8220;Esse \u00e9 o verdadeiro significado de uma vit\u00f3ria profissional&#8221;.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Exame.com&nbsp;<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Atletas ol\u00edmpicos geralmente s\u00e3o lembrados por vit\u00f3rias e recordes. Mas s\u00e3o seus tombos, derrotas e passos em falso que trazem as maiores li\u00e7\u00f5es para a vida e para a carreira. 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