{"id":10841,"date":"2016-08-24T13:23:07","date_gmt":"2016-08-24T16:23:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=10841"},"modified":"2020-09-14T08:13:36","modified_gmt":"2020-09-14T11:13:36","slug":"assedio-moral-essa-e-uma-realidade-na-sua-empresa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/mercado-de-trabalho\/assedio-moral-essa-e-uma-realidade-na-sua-empresa\/","title":{"rendered":"Ass\u00e9dio moral: essa \u00e9 uma realidade na sua empresa?"},"content":{"rendered":"<p>O ass\u00e9dio \u00e9 um fen\u00f4meno multidimensional, ou seja, n\u00e3o se limita apenas \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre assediado e assediador, \u00e9 tamb\u00e9m um problema de n\u00edvel organizacional, pois acontece dentro ou em decorr\u00eancia do \u00e2mbito organizacional.<\/p>\n<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), 42% dos brasileiros j\u00e1 sofreram ass\u00e9dio no&nbsp;ambiente de trabalho. J\u00e1 pela revista francesa Rebondir, especializada em quest\u00f5es de emprego, 33% dos trabalhadores de todo o mundo j\u00e1 sofreram ass\u00e9dio. E se voc\u00ea pensa que isso \u00e9 um problema enfrentando apenas pelos cargos mais baixos, fique sabendo que o problema atingiu indiscriminadamente todos os escal\u00f5es: executivos (35%), supervisores (27%) e oper\u00e1rios (32%).<\/p>\n<p><strong>Poder: a raiz de todo ass\u00e9dio<\/strong><\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de poder entre quem assedia e quem \u00e9 assediado \u00e9 a raiz de todo problema. Aqueles que buscam dominar, f\u00edsica e\/ou psicologicamente outro indiv\u00edduo, por meio de comportamento essencialmente manipulador, geralmente perseguem seu \u201calvo\u201d com intuito de destruir sua autoestima e, consequentemente, proporcionando a manuten\u00e7\u00e3o desse poder em um ciclo vicioso, tanto para o assediador quanto para o assediado.<\/p>\n<p>Pensando nisso e considerando que o ass\u00e9dio se origina no uso de poder por parte do assediador, vemos que ele pode surgir a partir um modo \u201cpositivo\u201d, como promessas de promo\u00e7\u00f5es e aumentos salariais. Em outras palavras, com indicadores de \u201cvantagens\u201d.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o modo mais cl\u00e1ssico de exerc\u00edcio do poder se d\u00e1 pela negatividade, com amea\u00e7as&nbsp; como, por exemplo, sugest\u00f5es de que o assediado perder\u00e1 o emprego se n\u00e3o fizer sua vontade. E como se isso n\u00e3o fosse suficiente, ainda h\u00e1 a press\u00e3o moral, assunto que ser\u00e1 o o foco desse artigo.<\/p>\n<p><strong>O que configura Ass\u00e9dio<\/strong><\/p>\n<p>As caracter\u00edsticas essenciais para a caracteriza\u00e7\u00e3o do ass\u00e9dio moral s\u00e3o:<\/p>\n<p><strong>&#8211; Intencionalidade:<\/strong> trata-se de um sistema perverso, pois objetiva conscientemente minar os divergentes \u00e0s posi\u00e7\u00f5es do assediador;<br \/>\n<strong>&#8211; Direcionalidade:<\/strong> a canaliza\u00e7\u00e3o a um indiv\u00edduo ou grupo carcateriza um ass\u00e9dio moral, pois esse ato&nbsp; consiste na desigualdade de tratamento;<br \/>\n<strong>&#8211; Repetitividade<\/strong>: tem car\u00e1ter processual e n\u00e3o de apenas uma a\u00e7\u00e3o pontual;<br \/>\n<strong>&#8211; Dura\u00e7\u00e3o:<\/strong> n\u00e3o h\u00e1 tempo definido para se caracterizar o ass\u00e9dio moral, por\u00e9m sua caracter\u00edstica est\u00e1 atrelada a um tempol suficiente para que a pessoa e\/ou grupo sinta-se humilhada;<br \/>\n<strong>&#8211; Regularidade:<\/strong> a\u00e7\u00f5es espor\u00e1dicas e distantes entre si podem desconfigurar o car\u00e1ter do ass\u00e9dio.<\/p>\n<p><strong>O que n\u00e3o \u00e9 ass\u00e9dio<\/strong><\/p>\n<p>Agora que j\u00e1 sabemos o que caracteriza um ass\u00e9dio no ambiente de trabalho, \u00e9 importante tamb\u00e9m a compreens\u00e3o daquilo que n\u00e3o \u00e9 considerado uma forma de ass\u00e9dio. Essa \u00e9 uma parte essencial do assunto, pois nem todas as pessoas que se dizem assediadas realmente sofreram algum tipo de a\u00e7\u00e3o desse g\u00eanero.<\/p>\n<p>Os conflitos que os grupos vivem no ambiente de trabalho e que fazem parte desse universo n\u00e3o caracterizam, necessariamente, um ass\u00e9dio. O ass\u00e9dio&nbsp; define-se, antes de tudo, pela repeti\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es que visam humilhar e\/ou amedrontar um grupo\/indiv\u00edduo. Resumindo,n\u00e3o podem ser consideradas como ass\u00e9dio no ambiente de trabalho:<\/p>\n<p>&#8211; Situa\u00e7\u00f5es estressantes ou o estresse gerado por situa\u00e7\u00f5es de conflito;<br \/>\n&#8211; Gest\u00e3o desp\u00f3tica e agress\u00f5es pontuais;<br \/>\n&#8211; M\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de trabalho ou ainda imposi\u00e7\u00f5es profissionais.<\/p>\n<p><strong>Previna-se contra a \u201cind\u00fastria dos danos morais\u201d<\/strong><\/p>\n<p>O ass\u00e9dio precisa ser combatido em qualquer organiza\u00e7\u00e3o, pois, al\u00e9m dos danos aos seus colaboradores, ele gera: absente\u00edsmo, baixa produtividade, turnover e custos de reposi\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o da produtividade, queda na qualidade de trabalho, enfraquecimento da ades\u00e3o ao projeto organizacional, aposentadoria prematura, redu\u00e7\u00e3o da atratividade de talentos no mercado, eventual redu\u00e7\u00e3o do valor da marca e por a\u00ed a lista vai. Tudo isso sem contar as perdas financeiras diretas em indeniza\u00e7\u00f5es por danos morais.<\/p>\n<p>Todo gestor, independente da empresa em que atua, est\u00e1 exposto a ser interpretado como um assediador em suas atividades do dia a dia. Isso pode acontecer tanto pela cobran\u00e7a de resultados quanto por demandas de performance da equipe, o que pode&nbsp; dar margem a puni\u00e7\u00f5es administrativas, chegando at\u00e9 a uma demiss\u00e3o por justa causa, al\u00e9m de responsabiliza\u00e7\u00e3o c\u00edvel por danos morais causados ao assediado, bem como pode sofrer san\u00e7\u00f5es penais.<\/p>\n<p>Por outro lado, as empresas n\u00e3o podem ser ing\u00eanuas e precisam se prevenir contra atos de m\u00e1 f\u00e9 de funcion\u00e1rios que queiram se aproveitar de algum ato inadequado do gestor para acionar a \u201cind\u00fastria dos danos morais\u201d, alegando que foram assediados, com objetivo de buscar vantagem financeira, por meio de indeniza\u00e7\u00f5es trabalhistas, as quais tiveram um recorde de toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 1941, com aumento de 12,3% em 2015 de processos trabalhistas no Brasil.<\/p>\n<p>Seja para entender o que pode ser um ass\u00e9dio ou o que n\u00e3o, \u00e9 imprescind\u00edvel que as empresas engajem todo o seu time em rela\u00e7\u00e3o a temas como esse, pois s\u00f3 assim os ass\u00e9dios chegar\u00e3o ao fim.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/revistapegn.globo.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Pequenas Empresas Grandes Neg\u00f3cios<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ass\u00e9dio \u00e9 um fen\u00f4meno multidimensional, ou seja, n\u00e3o se limita apenas \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre assediado e assediador, \u00e9 tamb\u00e9m um problema de n\u00edvel organizacional, pois acontece dentro ou em decorr\u00eancia do \u00e2mbito organizacional. 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