{"id":10936,"date":"2016-08-30T12:57:52","date_gmt":"2016-08-30T15:57:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=10936"},"modified":"2016-08-30T12:57:52","modified_gmt":"2016-08-30T15:57:52","slug":"desemprego-no-brasil-e-o-7o-maior-do-mundo-em-ranking-com-51-paises","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/desemprego-no-brasil-e-o-7o-maior-do-mundo-em-ranking-com-51-paises\/","title":{"rendered":"Desemprego no Brasil \u00e9 o 7\u00ba maior do mundo em ranking com 51 pa\u00edses"},"content":{"rendered":"<div class=\"materia-cabecalho\">\n<p>A taxa de desemprego subiu para 11,6% no trimestre encerrado em julho e atingiu o maior n\u00edvel j\u00e1 registrado pela s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pnad Cont\u00ednua do IBGE, que teve in\u00edcio em janeiro de 2012. Com isso, o desemprego no Brasil \u00e9 o 7\u00ba maior do mundo em termos percentuais, junto com a It\u00e1lia, segundo ranking global elaborado pela ag\u00eancia de classifica\u00e7\u00e3o de risco brasileira Austin Rating.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"materia-letra\" class=\"materia-conteudo entry-content clearfix\">\n<div>\n<p>O ranking compara os \u00faltimos \u00edndices oficiais de 51 pa\u00edses e inclui apenas pa\u00edses que divulgaram dados sobre desemprego referentes a junho ou julho.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Gr\u00e1fico - desemprego por pa\u00edses (Foto: G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/SGtMvEz9PR1p7H20WRY4BdhGymM=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/08\/30\/grafico.png\" alt=\"Gr\u00e1fico - desemprego por pa\u00edses (Foto: G1)\" width=\"620\" height=\"601\" \/><\/div>\n<p>Pelo ranking, o desemprego no Brasil s\u00f3 perde para o registrado na \u00c1frica do Sul (26,6%), Espanha (19,9%), Montenegro (17,3%), Jord\u00e2nia (14,7%), Cro\u00e1cia (13,3%) e Chipre (11,7%).<\/p>\n<p>A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o brasileira supera a da zona do euro (10,1%) e tamb\u00e9m a de pa\u00edses como Ucr\u00e2nia (10,3%), Col\u00f4mbia (8,9%) R\u00fassia (5,3%), China (4%) e M\u00e9xico (4%). <em>Veja lista completa mais abaixo.<\/em><\/p>\n<p>Segundo o IBGE, a popula\u00e7\u00e3o desocupada no Brasil chegou a 11,8 milh\u00f5es de pessoas em julho. No acumulado nos 7 primeiros meses de 2016, o pa\u00eds perdeu 623 mil empregos formais. Julho foi o 16\u00ba m\u00eas seguido de fechamento de vagas com carteira assinada.<\/p>\n<p>&#8220;Podemos dizer que h\u00e1 no Brasil um Uruguai inteiro desempregado sem carteira assinada&#8221;, afirma o economista-chefe da Austin Ratin, Alex Agostini, citando o total de 1,6 milh\u00e3o de vagas perdidas em 2015 e a proje\u00e7\u00e3o de fechamento de outros 1,8 milh\u00e3o de postos de trabalho em 2016.<\/p>\n<p><strong>Desemprego deve subir ainda mais<\/strong><br \/>\nPara o economista, a tend\u00eancia \u00e9 que a taxa de desemprego continue a crescer \u2013 a Austin projeta uma taxa de 12,5% at\u00e9 dezembro \u2013 e que o Brasil suba posi\u00e7\u00f5es no ranking at\u00e9 o final do ano. &#8220;\u00c9 poss\u00edvel que o Brasil supere a It\u00e1lia. A tend\u00eancia \u00e9 que o desemprego ainda continue crescendo\u00a0porque a atividade econ\u00f4mica do Brasil ainda n\u00e3o chegou no fundo do po\u00e7o&#8221;, avalia.<\/p>\n<p>Ele destaca que o processo de retomada da economia dever\u00e1 ser lento e que o mercado de trabalho ainda vai demorar algum tempo para se recuperar e voltar a contratar em raz\u00e3o do elevado n\u00edvel de ociosidade produzido pelo segundo ano consecutivo de recess\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Mesmo que os indicadores de confian\u00e7a e inten\u00e7\u00e3o de investimentos j\u00e1 estejam demonstrando melhora, o processo de contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra s\u00f3 dever\u00e1 ocorrer na medida em que o n\u00edvel de utiliza\u00e7\u00e3o da capacidade instalada se recupere e atinja<br \/>\nos n\u00edveis observados na primeira metade de 2014. E, muito provavelmente, isso s\u00f3 deve acontecer entre o final de 2017 e in\u00edcio de 2018&#8221;, afirma Agostini.<\/p>\n<p>Proje\u00e7\u00f5es com base nas estimativas do mercado para o PIB (Produto Interno Bruto), apontam que s\u00f3 a partir de 2021 o Brasil dever\u00e1 recuperar o n\u00edvel de estoque de empregos formais do final de 2014, conforme reportagem publicada pelo G1.<\/p>\n<p><strong>Desemprego pelo mundo<\/strong><br \/>\nSegundo o ranking, a taxa m\u00e9dia de desemprego nos 51 paises analiados est\u00e1 em 7,4%. A maior \u00e9 a da \u00c1frica do Sul (26,6%) e a menor a da Tail\u00e2ndia (1%).<\/p>\n<p>&#8220;A \u00c1frica do Sul tem problemas econ\u00f4micos profundos e teve, mais recentemente, problemas muito parecidos com os do Brasi, inclusive passou por um processo de impeachment (o presidente Jacob Zuma foi absolvido pelo parlamento). Estava crescendo muito anos atr\u00e1s, mas sem estrutura, o que acabou gerando infla\u00e7\u00e3o, desequil\u00edbrio fiscal, aumento da desconfian\u00e7a e mais desemprego&#8221;, explica Agostini.<\/p>\n<p>Do top 10 do ranking, 6 s\u00e3o pa\u00edses da Europa. &#8220;Pa\u00edses como It\u00e1lia e Espanha ainda sofrem as consequ\u00eancias da crise financeira de 2008 e 2009 e passam por um recupera\u00e7\u00e3o mais lenta por se tratar de economias mais fr\u00e1geis do que uma Fran\u00e7a ou Alemanha&#8221;, acrescenta.<\/p>\n<p>Sobre a aus\u00eancia da Argentina no ranking, o economista explica que os dados oficiais do pa\u00eds vizinho ainda s\u00e3o alvo de questionamentos, uma vez que ainda n\u00e3o foram auditados e que institutos independentes divulgam n\u00fameros diferentes. &#8220;Mas com certeza est\u00e3o muito pr\u00f3ximos aos do Brasil&#8221;, afirma Agostini.<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 23 de agosto, o instituto oficial de estat\u00edsticas da Argentina, em seu primeiro relat\u00f3rio sobre desemprego durante o governo de Mauricio Macri, informou que a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o no pais ficou em 9,3% no segundo trimestre.<\/p>\n<p>Dados da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT) mostram que os jovens est\u00e3o entre os mais atingidos pelo desemprego no mundo. A entidade estima que o \u00edndice mundial de desemprego na faixa entre 15 e 24 anos deve atingir 13,1% em 2016, contra 12,9% em 2015, o que corresponder\u00e1 a um aumento de meio milh\u00e3o de pessoas. Com isso, o desemprego deve se aproximar do n\u00edvel recorde batido em 2013, que foi de 13,2%.<br \/>\n<strong>Ranking global de desemprego<br \/>\n(Base: Jun-Jul\/2016)<\/strong><br \/>\n1\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c1frica do Sul: 26,6%<br \/>\n2\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0 Espanha: 19,9%<br \/>\n3\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0 Montenegro: 17,3%<br \/>\n4\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0 Jord\u00e2nia: 14,7%<br \/>\n5\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0 Cro\u00e1cia: 13,3%<br \/>\n6\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0 Chipre: 11,7%<br \/>\n<strong>7\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0 Brasil: 11,6%<\/strong><br \/>\n7\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0 It\u00e1lia: 11,6%<br \/>\n8\u00ba\u00a0\u00a0\u00a0 Eslov\u00eania: 10,8%<br \/>\n9\u00ba\u00a0 Ucr\u00e2nia: 10,3%<br \/>\n10\u00ba\u00a0 Fran\u00e7a: 9,9%<br \/>\n11\u00ba\u00a0 Eslov\u00e1quia: 9,4%<br \/>\n12\u00ba\u00a0 Col\u00f4mbia: 8,9%<br \/>\n13\u00ba\u00a0 Pol\u00f4nia: 8,6%<br \/>\n14\u00ba\u00a0 Marrocos: 8,6%<br \/>\n15\u00ba\u00a0 B\u00e9lgica: 8,5%<br \/>\n16\u00ba\u00a0 Irlanda: 8,3%<br \/>\n17\u00ba\u00a0 Bulg\u00e1ria: 8,2%<br \/>\n18\u00ba\u00a0 \u00c1ustria: 8,0%<br \/>\n19\u00ba\u00a0 Finl\u00e2ndia: 7,8%<br \/>\n20\u00ba\u00a0 Litu\u00e2nia: 7,8%<br \/>\n21\u00ba\u00a0 Peru: 7,1%<br \/>\n22\u00ba\u00a0 Canad\u00e1: 6,9%<br \/>\n23\u00ba\u00a0 Chile: 6,9%<br \/>\n24\u00ba\u00a0 Luxemburgo: 6,4%<br \/>\n25\u00ba\u00a0 Rom\u00eania: 6,4%<br \/>\n26\u00ba\u00a0 Su\u00e9cia: 6,3%<br \/>\n27\u00ba\u00a0 Alemanha: 6,1%<br \/>\n28\u00ba\u00a0 Filipinas: 6,1%<br \/>\n29\u00ba\u00a0 Holanda: 6,0%<br \/>\n30\u00ba\u00a0 Austr\u00e1lia: 5,7%<br \/>\n31\u00ba\u00a0 Rep\u00fablica Tcheca: 5,4%<br \/>\n32\u00ba\u00a0 R\u00fassia: 5,3%<br \/>\n33\u00ba\u00a0 Hungria: 5,1%<br \/>\n34\u00ba\u00a0 Estados Unidos: 4,9%<br \/>\n35\u00ba\u00a0 Noruega: 4,8%<br \/>\n36\u00ba\u00a0 Israel: 4,7%<br \/>\n37\u00ba\u00a0 Dinamarca: 4,2%<br \/>\n38\u00ba\u00a0 China: 4,0%<br \/>\n39\u00ba\u00a0 Taiwan: 4,0%<br \/>\n40\u00ba\u00a0 M\u00e9xico: 4,0%<br \/>\n41\u00ba\u00a0 Cor\u00e9ia do Sul: 3,5%<br \/>\n42\u00ba\u00a0 Hong Kong: 3,4%<br \/>\n43\u00ba\u00a0 Mal\u00e1sia: 3,4%<br \/>\n44\u00ba\u00a0 Su\u00ed\u00e7a: 3,1%<br \/>\n45\u00ba\u00a0 Jap\u00e3o: 3,1%<br \/>\n46\u00ba\u00a0 Isl\u00e2ndia: 2,9%<br \/>\n47\u00ba\u00a0 Quirguist\u00e3o: 2,3%<br \/>\n48\u00ba\u00a0 Cingapura: 2,1%<br \/>\n49\u00ba\u00a0 Macau: 1,9%<br \/>\n50\u00ba\u00a0 Tail\u00e2ndia: 1,0%<br \/>\n<em>Fonte: Austin Rating<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/\" target=\"_blank\">G1<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A taxa de desemprego subiu para 11,6% no trimestre encerrado em julho e atingiu o maior n\u00edvel j\u00e1 registrado pela s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pnad Cont\u00ednua do IBGE, que teve in\u00edcio em janeiro de 2012. 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