{"id":11016,"date":"2016-09-05T12:28:03","date_gmt":"2016-09-05T15:28:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=11016"},"modified":"2016-09-05T12:28:03","modified_gmt":"2016-09-05T15:28:03","slug":"mulheres-ganham-espaco-em-mercado-dominado-por-homens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/mulheres-ganham-espaco-em-mercado-dominado-por-homens\/","title":{"rendered":"Mulheres ganham espa\u00e7o em mercado dominado por homens"},"content":{"rendered":"<p>A diferen\u00e7a salarial entre homens e mulheres no mercado de trabalho assusta. Eles recebem at\u00e9 30% mais para realizar as mesmas tarefas. Segundo o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, as mulheres s\u00f3 ter\u00e3o igualdade neste campo em 2095. Algo parecido ainda acontece no mundo das startups. As mulheres fundam menos empresas, ocupam poucas posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a e recebem menos investimentos.<\/p>\n<p>Um estudo recente feito pela firma de investimento Female Founders Fund mostrou que apenas 8% das startups que receberam investimento no Vale do Sil\u00edcio no ano passado eram lideradas por mulheres. O percentual est\u00e1 30% abaixo dos resultados do ano anterior.<\/p>\n<p>Outro estudo, da Catalyst, mostra o fato mais contradit\u00f3rio: elas conseguem mais sucesso para as empresas: uma mulher fundadora aumenta em 50% a possibilidade de sucesso de uma startup. \u201cIsso acontece porque as mulheres trazem pontos de vista diversos, que ajudam os neg\u00f3cios a crescer mais r\u00e1pido. Ter mais mulheres empreendedoras e investidoras faz diferen\u00e7a\u201d, diz Maria Rita Spina, diretora executiva da Anjos do Brasil, organiza\u00e7\u00e3o que re\u00fane investidores-anjo.<\/p>\n<p>Aos poucos, no entanto, as mulheres v\u00e3o ocupando espa\u00e7o no mercado de startups, como empreendedoras e investidoras, e provando que tecnologia \u00e9, sim, coisa de menina. \u201cElas est\u00e3o cada vez mais se unindo para terem grupos com os mesmos interesses e aumentar suas motiva\u00e7\u00f5es. Por isso, como investidora, eu fa\u00e7o um esfor\u00e7o para atrair mais mulheres para essa \u00e1rea\u201d, diz Camila Farani, presidente do G\u00e1vea Angels e co-fundadora do grupo Mulheres Investidoras Anjo (MIA).<\/p>\n<p>Um dos resultados concretos dessa uni\u00e3o de mulheres foi o investimento do grupo na startup 33\/34, especializada em sapatos para mulheres com p\u00e9s pequenos. Segundo Tania Luz, fundadora da startup, a aproxima\u00e7\u00e3o com as investidoras facilitou o aporte. \u201cEu particularmente n\u00e3o vejo diferen\u00e7a entre receber investimento de homens ou mulheres. Eles, de modo geral, s\u00e3o mais voltados para resultado final e as investidoras entendem mais o caminho. Neste caso, foi mais simples porque as mulheres entenderam mais rapidamente meu modelo de neg\u00f3cio\u201d, diz Tania, que tem tamb\u00e9m investidores na plataforma.<\/p>\n<p>O bom relacionamento com investidores homens tamb\u00e9m ajudou a consolidar a Trustvox, fundada por Tatiana Pezoa. \u201cTenho um board de investidores-anjo e todos s\u00e3o homens. E, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, sempre tive muita facilidade com eles. Mas, o preconceito a gente sempre sente. A gente tem que estar sempre se provando. Todo santo dia. Meu pai me dizia que, pelo fato de ser mulher, as pessoas me avaliariam mais do que a um menino\u201d, diz.<\/p>\n<p>O que foi simples para Tania e Tatiana n\u00e3o funcionou para Mariana Vasconcelos, CEO da <a href=\"http:\/\/revistapegn.globo.com\/Mulheres-empreendedoras\/noticia\/2015\/04\/brasileira-cria-app-para-economizar-agua-e-ganha-estagio-na-nasa.html\" target=\"_blank\">Agrosmart<\/a>, startup que auxilia na gest\u00e3o de fazendas. Durante uma viagem ao Vale do Sil\u00edcio, Mariana participou de um evento de startups em que era a \u00fanica mulher durante uma rodada de neg\u00f3cios. \u201cOs investidores n\u00e3o paravam na minha mesa. Eles simplesmente pulavam para a pr\u00f3xima\u201d, conta.<\/p>\n<p>Formada em administra\u00e7\u00e3o, Mariana, 25 anos, \u00e9 filha de produtores rurais e empreende desde 2011. No ano passado, ela foi selecionada entre mais de 500 pessoas para representar o Brasil como bolsista na Singularity University, centro de estudos da Nasa, no Vale do Sil\u00edcio.<\/p>\n<p>A empresa, que tem como s\u00f3cios Raphael Pizzi e Thales Nicoleti, foi escolhida pelo Google para receber um investimento e participar do programa Launchpad Accelerator. \u201cEu j\u00e1 sofri muito com preconceito, principalmente no come\u00e7o. \u00c9 muito comum ser a \u00fanica mulher nos eventos. E isso faz com que a gente sempre fique um pouco isolada. N\u00e3o podemos deixar isso nos parar\u201d, diz.<\/p>\n<p>Para ela, o caminho est\u00e1 em criar mais modelos femininos no ambiente de neg\u00f3cios. \u201c\u00c9 preciso que as mulheres que est\u00e3o \u00e0 frente de startups apare\u00e7am, contem suas hist\u00f3rias e que tenham mais eventos sobre o assunto. Isso come\u00e7a com a gente mesmo, n\u00e3o podemos esperar que os outros mudem\u201d, afirma Mariana.<\/p>\n<p>Criar modelos e escancarar o tema \u00e9 a miss\u00e3o de Camila Achutti, fundadora e CTO da Ponte 21 e do curso de programa\u00e7\u00e3o MasterTech. Formada em Ci\u00eancias da Computa\u00e7\u00e3o, Camila, 24 anos, assumiu a bandeira de convencer mulheres e crian\u00e7as de que a programa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um bicho de sete cabe\u00e7as. \u201cMais de 60% das pessoas que participam do MasterTech s\u00e3o mulheres.\u00a0 A grande mudan\u00e7a foi simplesmente mudar o discurso. N\u00e3o trabalhar a tecnologia como fim, mas como um meio de transforma\u00e7\u00e3o\u201d, diz Camila.<\/p>\n<p>Para ela, \u00e9 hora de tratar meninas e meninos como iguais desde a escola. \u201cA escola n\u00e3o trata igual meninas e meninos na aula de matem\u00e1tica, por exemplo. Acho incr\u00edvel ter mulheres empreendedoras, mas se n\u00e3o tiver trabalho de base, no col\u00e9gio e na gradua\u00e7\u00e3o, n\u00e3o teremos o desenvolvimento que queremos\u201d, afirma Camila.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/revistapegn.globo.com\/\" target=\"_blank\">PEGN\u00a0<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A diferen\u00e7a salarial entre homens e mulheres no mercado de trabalho assusta. Eles recebem at\u00e9 30% mais para realizar as mesmas tarefas. Segundo o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial, as mulheres s\u00f3 ter\u00e3o igualdade neste campo em 2095. Algo parecido ainda acontece no mundo das startups. 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