{"id":11133,"date":"2016-09-14T12:46:07","date_gmt":"2016-09-14T15:46:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=11133"},"modified":"2016-09-14T12:46:07","modified_gmt":"2016-09-14T15:46:07","slug":"brasil-fechou-mais-empresas-do-que-abriu-em-2014-pela-1a-vez-desde-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/brasil-fechou-mais-empresas-do-que-abriu-em-2014-pela-1a-vez-desde-2008\/","title":{"rendered":"Brasil fechou mais empresas do que abriu em 2014 pela 1\u00aa vez desde 2008"},"content":{"rendered":"<p>No ano de 2014, pela primeira vez desde 2008, quando come\u00e7ou a pesquisa, a diferen\u00e7a entre o n\u00famero de empreendimentos que entraram e sa\u00edram no mercado foi negativa. As sa\u00eddas totalizaram 944 mil empresas, enquanto as entradas somaram 726,3 mil. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p>No ano, as entradas foram 16,7% menores e provocaram um recuo de 4,6% de pessoal ocupado assalariado, em compara\u00e7\u00e3o com 2013. J\u00e1 as sa\u00eddas mostraram um aumento de 35,7%, causando uma perda 0,3% maior do que em 2013 de pessoal ocupado assalariado.<\/p>\n<p>\u201cEntre 2013 e 2014, a taxa de sa\u00edda das empresas cresceu 6,1 pontos percentuais, passando de 14,6% para 20,7%, a maior taxa da s\u00e9rie, iniciada em 2008, e correspondendo a um total de 944 mil empresas que sa\u00edram do mercado\u201d, ressaltou o estudo.<\/p>\n<p>Ainda segundo a pesquisa Demografia das Empresas, em 2014, as entradas representaram um acr\u00e9scimo de 847,1 mil pessoas assalariadas. As sa\u00eddas, por\u00e9m, corresponderam a um decr\u00e9scimo de 525,7 mil pessoas assalariadas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a 2013, houve um decr\u00e9scimo de 4,6% no n\u00famero de empresas, ou 217,7 mil, queda de 0,2% no pessoal ocupado total, 71,1 mil, e crescimento de 0,5% do pessoal ocupado assalariado, 170,4 mil.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"Saldo de empresas foi negativo em 2014 pela primeira vez desde 2008 (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ IBGE)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/FZ8nYz5gpJgUAxLYKzMx240IwbU=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/09\/12\/demografiadasempresas.jpg\" alt=\"Saldo de empresas foi negativo em 2014 pela primeira vez desde 2008 (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ IBGE)\" width=\"620\" height=\"465\" \/><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ IBGE)<\/strong><\/div>\n<p><strong>Taxas de entrada \u00e9 a menor desde 2008<\/strong><br \/>\nSegundo o instituto, todas as se\u00e7\u00f5es de atividades mostraram crescimento nas taxas de sa\u00edda de empresas do mercado, entre 2013 e 2014. A taxa de entrada caiu de 18,3% em 2013 para 15,9% no ano seguinte, a menor desde 2008. Entraram em atividade, em 2014, 726,3 mil empresas.<\/p>\n<p>J\u00e1 a taxa de sobreviv\u00eancia ficou em 84,1%, tamb\u00e9m a maior da s\u00e9rie. No entanto, esse total de empresas sobreviventes, ou 3,8 milh\u00f5es, foi inferior ao verificado em 2013.<\/p>\n<p>&#8220;As maiores eleva\u00e7\u00f5es foram apuradas em Outras atividades de servi\u00e7os, com 10,5 pontos percentuais, Artes, cultura, esporte e recrea\u00e7\u00e3o, 8,7 pontos percentuais, Constru\u00e7\u00e3o, 7,9 pontos percentuais, e Informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, com 6,8 pontos percentuais&#8221;, afirmou o estudo.<\/p>\n<p>O IBGE informou ainda que todas as se\u00e7\u00f5es de atividades, exceto Eletricidade e g\u00e1s, mostraram recuo nas taxas de entrada de empresas no mercado.<\/p>\n<p>&#8220;As maiores redu\u00e7\u00f5es foram verificadas nas se\u00e7\u00f5es Ind\u00fastrias extrativas (-4,9 pontos percentuais); Constru\u00e7\u00e3o (-4,0 pontos percentuais); e Artes, cultura, esporte e recrea\u00e7\u00e3o; e \u00c1gua, esgoto, atividades de gest\u00e3o de res\u00edduos e descontamina\u00e7\u00e3o (ambas com -3,5 pontos percentuais)&#8221;, apontou o estudo.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"N\u00famero de empresas e pessoal ocupado assalariado, por tipos de eventos demogr\u00e1ficos, com indica\u00e7\u00e3o da respectiva taxa - Brasil - 2008-2014 (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ IBGE)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/UWgIZ7NGLrf22ard1SCV35TzGsM=\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2016\/09\/12\/numeroempresasepessoalocupado2008a2014.jpg\" alt=\"N\u00famero de empresas e pessoal ocupado assalariado, por tipos de eventos demogr\u00e1ficos, com indica\u00e7\u00e3o da respectiva taxa - Brasil - 2008-2014 (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ IBGE)\" width=\"620\" height=\"465\" \/><strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o \/ IBGE)<\/strong><\/div>\n<p><strong>Com\u00e9rcio<\/strong><br \/>\nA pesquisa mostrou tamb\u00e9m que o com\u00e9rcio foi a atividade que registrou tanto os maiores ganhos como as maiores perdas em pessoal ocupado assalariado derivados dos movimentos de entrada e sa\u00edda de empresas em 2014.<\/p>\n<p>\u201cA atividade revelou, contudo, ganho absoluto no pessoal ocupado assalariado, com um saldo positivo de 118,2 mil pessoas\u201d, disse o IBGE.<\/p>\n<p>O setor do com\u00e9rcio representa 44,9%, ou 2 milh\u00f5es do total de empresas e tamb\u00e9m se destacou em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero absoluto de empresas que entraram, ou 289,3 mil, sa\u00edram 437,7 mil, e sobreviveram 1,8 milh\u00f5es, representando, 39,8%, 46,4% e 45,8% do total das empresas para cada movimento, respectivamente.<\/p>\n<p>Do total de 847,1 mil de pessoal ocupado assalariado gerado pelas empresas que entraram no mercado, as atividades com as maiores participa\u00e7\u00f5es relativas foram Com\u00e9rcio; repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas, com 252,9 mil (29,9%); Constru\u00e7\u00e3o, com 146,5 mil (17,3%); e Alojamento e alimenta\u00e7\u00e3o, com 104,1 mil (12,3%), segundo o instituto.<\/p>\n<p>O com\u00e9rcio tamb\u00e9m se destacou entre as atividades das empresas que sa\u00edram do mercado, entre o total de 525,7 mil de pessoal ocupado assalariado: repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas, com 134,7 mil,\u00a0 ou 25,6% do total; Ind\u00fastrias de transforma\u00e7\u00e3o, com 118,8 mil, ou 22,6%; e Atividades administrativas e servi\u00e7os complementares, com 85,4 mil (16,3%).<\/p>\n<p><strong>Sobreviventes<\/strong><br \/>\nNo ano, 39,6% das 694,5 mil empresas que nasceram em 2009 ainda estavam ativas no mercado. \u201cOu seja, cinco anos ap\u00f3s o nascimento, mais de 60% das empresas n\u00e3o sobrevivem\u201d, ressaltou o instituto.<\/p>\n<p>De 2010 a 2014, as se\u00e7\u00f5es de atividades que apresentaram as taxas mais altas de sobreviv\u00eancia foram sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais, com 55,3%, atividades imobili\u00e1rias, 51,5%, e atividades profissionais, cient\u00edficas e t\u00e9cnicas, ou 47,3%.<\/p>\n<p><strong>4,6 milh\u00f5es de empresas ativas<\/strong><br \/>\nO Cadastro Central de Empresas (CEMPRE) tinha 4,6 milh\u00f5es de empresas ativas que ocupavam 41,8 milh\u00f5es de pessoas. Destas, 35,2 milh\u00f5es, ou 84,2%, como assalariadas e 6,6 milh\u00f5es, ou 15,8%, na condi\u00e7\u00e3o de s\u00f3cio ou propriet\u00e1rio.<\/p>\n<p>Os sal\u00e1rios e outras remunera\u00e7\u00f5es pagos pelas entidades empresariais totalizaram R$ 939,8 bilh\u00f5es, com um sal\u00e1rio m\u00e9dio mensal de R$ 2 030,70, equivalente a 2,8 sal\u00e1rios m\u00ednimos mensais m\u00e9dios. A idade m\u00e9dia dessas empresas era de 10,6 anos, informou o estudo.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/\" target=\"_blank\">G1\u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano de 2014, pela primeira vez desde 2008, quando come\u00e7ou a pesquisa, a diferen\u00e7a entre o n\u00famero de empreendimentos que entraram e sa\u00edram no mercado foi negativa. As sa\u00eddas totalizaram 944 mil empresas, enquanto as entradas somaram 726,3 mil. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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