{"id":11264,"date":"2016-09-22T12:19:45","date_gmt":"2016-09-22T15:19:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=11264"},"modified":"2016-09-22T12:19:45","modified_gmt":"2016-09-22T15:19:45","slug":"crise-provoca-queda-de-4-no-numero-de-empregadores-no-rj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/crise-provoca-queda-de-4-no-numero-de-empregadores-no-rj\/","title":{"rendered":"Crise provoca queda de 4% no n\u00famero de empregadores no RJ"},"content":{"rendered":"<p>A crise econ\u00f4mica brasileira n\u00e3o aumentou apenas o desemprego no estado do\u00a0Rio de Janeiro, mas tamb\u00e9m fez cair o de empregadores em cerca de 4% em 2015, principalmente os de menor qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o faz parte da pesquisa divulgada ontem\u00a0(21) pelo Instituto de Estudos sobre Trabalho e Sociedade (IETS), em parceria com o Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae\/RJ).<\/p>\n<p>A queda n\u00e3o foi registrada na m\u00e9dia nacional (6,4%) nem na do Sudeste (10%). Enquanto o n\u00famero de empregadores aumentava no restante do Brasil no quarto trimestre do ano passado, no Rio caiu 23,4%.<\/p>\n<p>Em compensa\u00e7\u00e3o, o trabalho por conta pr\u00f3pria cresceu 5,7% entre 2014 e 2015, mais que a m\u00e9dia nacional (4,4%), absorvendo aqueles que perderam ou n\u00e3o encontraram emprego formal.<\/p>\n<p>Com base na Pesquisa Nacional de Amostras por Domic\u00edlio (Pnad) Cont\u00ednua, os dados revelam que 25% dos empreendedores que deixaram de ser empregadores seguiram o neg\u00f3cio por conta pr\u00f3pria, com perda de 9% na renda.<\/p>\n<p>O estudo indica tamb\u00e9m que os empregadores com diploma universit\u00e1rio sentiram menos a crise do que os que n\u00e3o cursaram a faculdade. Os empregadores com maior escolaridade sobreviveram melhor \u00e0 crise e aumentaram seus rendimentos em cerca de 6,5%, com m\u00e9dia de R$5,4 mil, maior crescimento no estado.<\/p>\n<p>Pesquisadora do IETS, Adriana Fontes explicou que o aumento da renda de empregadores ocorreu apenas no Rio. \u201cO empregador teve maior crescimento da renda no estado, mas diminuiu em n\u00fameros.<\/p>\n<p>Houve redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de empregadores com ensino m\u00e9dio completo e incompleto e aumentou os de educa\u00e7\u00e3o superior. J\u00e1 o aumento dos trabalhadores por conta pr\u00f3pria ocorreu mais entre os de ensino m\u00e9dio completo.\u201d<\/p>\n<p>Mais da metade da queda no n\u00famero de empregadores ocorreu no com\u00e9rcio, sobretudo nas atividades ligadas aos supermercados, hipermercados, produtos aliment\u00edcios, bebidas e fumo.<\/p>\n<p>A crise na ind\u00fastria do petr\u00f3leo tamb\u00e9m foi fator importante para a alta da taxa de desemprego no estado, afetando o setor de \u00f3leo e g\u00e1s e da constru\u00e7\u00e3o civil, com reflexos em todos os demais setores. Entretanto, para os pesquisadores a crise n\u00e3o explica a forte presen\u00e7a de trabalhadores por conta pr\u00f3pria e a pequena participa\u00e7\u00e3o de empregadores no Rio de Janeiro, que s\u00e3o caracter\u00edsticas da economia do estado.<\/p>\n<p>Uma das coordenadoras da pesquisa, Val\u00e9ria Pero, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, esclareceu que no Rio de Janeiro \u00e9 menos frequente que as m\u00e9dias do Sudeste e brasileira que um trabalhador por conta pr\u00f3pria progrida para a situa\u00e7\u00e3o de empregador. \u201cAl\u00e9m disso, se manter como empregador no Rio de Janeiro \u00e9 mais dif\u00edcil\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A pesquisadora destacou a import\u00e2ncia de se oferecer incentivos e apoio aos trabalhadores por conta pr\u00f3pria, cuja maioria tem ensino m\u00e9dio completo e o segundo menor rendimento entre as posi\u00e7\u00f5es na ocupa\u00e7\u00e3o (R$1.734) no estado, atr\u00e1s apenas dos trabalhadores sem carteira (R$1.142).<\/p>\n<p>\u201cA renda m\u00e9dia desse segmento no Rio \u00e9 inferior \u00e0 do Sudeste. Melhorar a qualidade dos servi\u00e7os passa pela produtividade do trabalho, pela qualifica\u00e7\u00e3o do trabalhador e assist\u00eancia t\u00e9cnica\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante uma pol\u00edtica mais integrada dos diferentes \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis, seja a partir de cadastro de servi\u00e7os ou certifica\u00e7\u00e3o de qualidade, para o desenvolvimento do trabalho por conta pr\u00f3pria\u201d.<\/p>\n<p>Para o diretor superintendente do Sebrae no Rio, Cezar Vasquez, al\u00e9m da falta de pol\u00edticas p\u00fablicas que fortale\u00e7am o pequeno empreendedor, o ambiente de alta informalidade no estado tamb\u00e9m prejudica o empreendedorismo.<\/p>\n<p>\u201cO ambiente institucional do Rio torna dif\u00edcil essa implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas empreendedoras, como a converg\u00eancia entre diferentes atores. Acho que essa cultura de n\u00e3o valorizar o empreendedorismo contamina as agendas p\u00fablicas\u201d, disse Vasquez.<\/p>\n<p>\u201cTrabalhar a pequena empresa no Rio de Janeiro \u00e9 t\u00e3o estrat\u00e9gico como atrair ou fortalecer certos setores. \u00c9 estrat\u00e9gico para a melhoria da produtividade m\u00e9dia do Rio de Janeiro\u201d.<\/p>\n<p>A taxa de desemprego no Brasil chegou a 8,5% no ano passado, frente a 6,8% em 2014. J\u00e1 a taxa do Rio foi um pouco menor (7,6%), em compara\u00e7\u00e3o com 6,2% no ano imediatamente anterior.<\/p>\n<p>Dos ocupados no estado, 48,9% tinham carteira assinada, 11,9% trabalhavam sem carteira, 13% eram funcion\u00e1rios p\u00fablicos e 22,7% trabalhavam por conta pr\u00f3pria. O percentual de empregadores era de 3,1% e o de n\u00e3o remunerados 0,4%.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/\" target=\"_blank\">Exame.com\u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise econ\u00f4mica brasileira n\u00e3o aumentou apenas o desemprego no estado do\u00a0Rio de Janeiro, mas tamb\u00e9m fez cair o de empregadores em cerca de 4% em 2015, principalmente os de menor qualifica\u00e7\u00e3o. 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