{"id":11284,"date":"2016-09-23T10:50:10","date_gmt":"2016-09-23T13:50:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=11284"},"modified":"2016-09-23T10:50:10","modified_gmt":"2016-09-23T13:50:10","slug":"reforma-do-ensino-medio-nao-deve-ser-feita-na-caneta-dizem-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/reforma-do-ensino-medio-nao-deve-ser-feita-na-caneta-dizem-especialistas\/","title":{"rendered":"Reforma do ensino m\u00e9dio n\u00e3o deve ser feita &#8216;na caneta&#8217;, dizem especialistas"},"content":{"rendered":"<div id=\"content-body-1\" class=\"content-body columns col-centered \">\n<div class=\"col-lg-13 col-md-16 col-centered\">\n<p class=\"content-body__text content-body__text--capital-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A medida provis\u00f3ria que muda a estrutura do ensino m\u00e9dio, anunciada pelo governo Temer na tarde desta quinta-feira (22), deveria ter sido discutida abertamente com a sociedade, afirmaram especialistas ouvidos pelo G1. A medida provis\u00f3ria entra em vigor assim que \u00e9 assinada pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, mas o Congresso Nacional tem 120 dias para fazer a an\u00e1lise do texto, propor mudan\u00e7as e aprov\u00e1-lo.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"content-body-3\" class=\"content-body columns col-centered \">\n<div class=\"col-lg-13 col-md-16 col-centered\">\n<p class=\"content-body__text \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Entre as mudan\u00e7as anunciadas est\u00e3o o aumento do tempo de perman\u00eancia dos estudantes na escola e a grade de disciplinas obrigat\u00f3rias, que ser\u00e1 reduzida para promover a &#8220;flexibiliza\u00e7\u00e3o&#8221; do curr\u00edculo. Diretores, coordenadores e especialistas que conversaram com o G1 consideraram as modifica\u00e7\u00f5es precipitadas. \u201cN\u00e3o \u00e9 algo a ser resolvido com uma caneta\u201d, afirmou D\u00e9bora Cristina Jeffrey, coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"content-body-4\" class=\"content-body columns col-centered \">\n<div class=\"col-lg-13 col-md-16 col-centered\">\n<p class=\"content-body__text \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Veja abaixo as considera\u00e7\u00f5es feitas por especialistas sobre o assunto:<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"content-body-5\" class=\"content-body columns col-centered \">\n<div class=\"col-lg-13 col-md-16 col-centered\">\n<p class=\"content-body__text \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Cesar Callegari, conselheiro nacional de Educa\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n<em>&#8220;Ainda preciso analisar com cuidado. Mas o par\u00e1grafo quarto do artigo 36 n\u00e3o deixa margem para d\u00favidas: confunde Base Nacional Curricular com os curr\u00edculos, o que \u00e9 um equ\u00edvoco e, por lei, reduz os direitos de aprendizagem de um estudante brasileiro para o equivalente a 1.200 horas, ou seja, a metade ou at\u00e9 muito menos, no caso do ensino m\u00e9dio integral, que de 2.400 horas ir\u00e1 para 4.200. No meu modo de entender, consideradas a falta de condi\u00e7\u00f5es ou a falta de compromisso existente em muitos lugares do Brasil, ser\u00e1 uma educa\u00e7\u00e3o amesquinhada, um ensino pobre para pobres.&#8221;<\/em><\/p>\n<p class=\"content-body__text \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Eduardo Deschamps, presidente do Conselho Nacional de Dirigentes Estaduais de Educa\u00e7\u00e3o (Consed)<\/strong><em><br \/>\n&#8220;O Consed, desde 2012, vem apresentando propostas em parceria com t\u00e9cnicos, professores, estudantes, representantes da sociedade. Ao longo desse per\u00edodo, apresentou pelo menos tr\u00eas propostas incorporando altera\u00e7\u00f5es de curr\u00edculo, flexibiliza\u00e7\u00e3o e tempo integral. Agora, o MEC acatou a maioria das nossas demandas. N\u00e3o temos mais como adiar a reforma do ensino m\u00e9dio, \u00e9 urgente, \u00e9 priorit\u00e1ria. Quem sofre com a demora em implantar essa reforma s\u00e3o milh\u00f5es de jovens brasileiros que n\u00e3o encontram sentido no ensino m\u00e9dio. A sociedade sofre, porque o Brasil precisa, em todas as \u00e1reas, de c\u00e9rebros sintonizados com o s\u00e9culo 21.&#8221;<\/em><\/p>\n<p class=\"content-body__text \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n<em>&#8220;N\u00e3o vai resolver o problema do ensino m\u00e9dio. H\u00e1 ideias boas, como a flexibiliza\u00e7\u00e3o, mas sem qualquer mudan\u00e7a em quest\u00f5es estruturais, como: uma nova pr\u00e1tica pedag\u00f3gica, uma escola com infraestrutura adequada, a redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de alunos por turma, a valoriza\u00e7\u00e3o dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o gerasse um impacto enorme na reorganiza\u00e7\u00e3o das redes p\u00fablicas, seria uma reforma cosm\u00e9tica, baseada em um boa ideia \u2013 a flexibiliza\u00e7\u00e3o \u2013, mas sem sustenta\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o envolveu professores e, principalmente, estudantes que ocuparam escolas. Ent\u00e3o, \u00e9 um castelo de areia com dois problemas: Primeiro, abre espa\u00e7o para malfeitos com recursos do FNDE \u2013 que perde mecanismos de controle. Segundo, tornar integral o ensino m\u00e9dio, com mudan\u00e7as apenas no percurso do estudante tende a ser contraproducente. Al\u00e9m disso tudo, o Art. 36\u00ba, par\u00e1grafo nono, abre espa\u00e7o demasiado para parcerias p\u00fablico-privadas.&#8221;<\/em><\/p>\n<p class=\"content-body__text \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Ant\u00f4nio Augusto Gomes Batista, coordenador de desenvolvimento de pesquisas do Centro de Estudos e Pesquisas em Educa\u00e7\u00e3o, Cultura e A\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria (Cenpec)<\/strong><br \/>\n<em>\u201cO Cenpec, que tem como premissa a defesa da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica, gratuita e de qualidade para todos, v\u00ea com preocupa\u00e7\u00e3o a proposta de reformula\u00e7\u00e3o do ensino m\u00e9dio apresentada pelo governo federal, que pode acirrar ainda mais as desigualdades escolares, mesmo que o Cenpec seja a favor de uma flexibiliza\u00e7\u00e3o curricular nessa etapa da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. A primeira cr\u00edtica a ser feita \u00e9 sobre a forma como a proposta \u00e9 apresentada, por meio de MP (Medida Provis\u00f3ria). Uma condi\u00e7\u00e3o importante para o sucesso da implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o da comunidade de educadores e da sociedade em geral, sua mobiliza\u00e7\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o de consensos poss\u00edveis. Al\u00e9m disso, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma indica\u00e7\u00e3o de que haver\u00e1 a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para sanar os d\u00e9ficits de aprendizagem dos estudantes que ingressam hoje no ensino m\u00e9dio, de forma a prepar\u00e1-los para escolher de forma qualificada as suas possibilidades de itiner\u00e1rios formativos e de projeto de futuro. \u00c9 preciso lembrar que as escolhas dos jovens s\u00e3o feitas conforme a sua condi\u00e7\u00e3o social, ou seja, de acordo com as oportunidades que tiveram ao longo da sua vida.<\/em><\/p>\n<p>Outro ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que a oferta reduzida de educa\u00e7\u00e3o integral em regi\u00f5es vulner\u00e1veis pode ampliar as desigualdades. Embora seja positivo priorizar esses territ\u00f3rios na implementa\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas, o n\u00famero de escolas que ir\u00e1 oferecer o novo modelo de ensino ser\u00e1 muito reduzido, o que pode levar as popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, sobretudo os estudantes que precisam trabalhar, a evitarem esses estabelecimentos e a buscarem outras unidades vizinhas de tempo regular. Estudos do Cenpec e a tamb\u00e9m recente auditoria do Tribunal de Contas do Estado de S\u00e3o Paulo t\u00eam demonstrado que a oferta reduzida de educa\u00e7\u00e3o em tempo integral tende a ter um efeito negativo nas escolas vizinhas de tempo regular, como, por exemplo, a superlota\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o sucesso da nova proposta est\u00e1 diretamente condicionado pelas possibilidades que as redes t\u00eam de oferecerem diferentes itiner\u00e1rios formativos nos territ\u00f3rios, sobretudo em munic\u00edpios de pequeno porte econ\u00f4mico, com infraestrutura escolar prec\u00e1ria, menor capital humano ou com menos possibilidades de parcerias com setores da ind\u00fastria, com\u00e9rcio ou terceiro setor.<\/p>\n<p>A proposta n\u00e3o cita o ensino m\u00e9dio noturno e, segundo dados do Censo Escolar de 2015, do Inep, 1,9 milh\u00e3o (23,6%) de alunos estuda no per\u00edodo noturno. E a nova proposta n\u00e3o avan\u00e7a na amplia\u00e7\u00e3o dos investimentos, pois o valor apresentado \u00e9 menor do que era repassado pelo ProEMI (Programa Ensino M\u00e9dio Inovador), desenvolvido desde 2009. A Resolu\u00e7\u00e3o N\u00ba 31, de 22 de julho de 2013, que disp\u00f5e sobre o repasse de recursos do PDDE Ensino M\u00e9dio Inovador, j\u00e1 previa o investimento complementar de R$ 2,8 mil por aluno\/ano para escolas com jornada escolar de sete horas. A proposta atual \u00e9 de R$ 2 mil\/ano. O Cenpec n\u00e3o \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0 flexibiliza\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo ou \u00e0 maior diversifica\u00e7\u00e3o da oferta do ensino m\u00e9dio; contudo, \u00e9 preciso aten\u00e7\u00e3o \u00e0 forma como a pol\u00edtica ser\u00e1 implementada de fato, para que n\u00e3o resulte na amplia\u00e7\u00e3o das desigualdades de oportunidades educacionais.\u201d<\/p>\n<p class=\"content-body__text \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Eduardo Mufarej \u2013 Presidente da SOMOS Educa\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong><em>\u201cA reforma do Ensino M\u00e9dio \u00e9 um passo importante e cada dia mais urgente. Sabemos que ela n\u00e3o \u00e1 \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para todos os problemas da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica brasileira, mas a realidade \u00e9 que estamos andando de lado, enquanto o mundo anda para frente. Para muitos de nossos jovens, a escola de hoje est\u00e1 distante de sua realidade e aspira\u00e7\u00f5es. Precisamos resgatar o interesse e a confian\u00e7a desses jovens na educa\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria, elo essencial para sua forma\u00e7\u00e3o como cidad\u00e3o e tamb\u00e9m para sua inser\u00e7\u00e3o no ensino superior ou no mercado de trabalho. \u00c9 um movimento para sairmos da in\u00e9rcia e caminharmos para uma educa\u00e7\u00e3o mais moderna, em que \u00e9 dada ao aluno a compet\u00eancia para enxergar a sua voca\u00e7\u00e3o e praticar suas escolhas. Dito isso, volto a dizer que a sua simples edi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 f\u00f3rmula m\u00e1gica para superar os desafios da educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. \u00c9 um primeiro passo que dever\u00e1 ser seguido de muito trabalho para fazer com que as mudan\u00e7as realmente ocorram. Os desafios n\u00e3o s\u00e3o poucos, mas estamos entusiasmados para encar\u00e1-los\u201d.<\/em><\/p>\n<div id=\"content-body-17\" class=\"content-body columns col-centered \">\n<div class=\"col-lg-13 col-md-16 col-centered\">\n<p class=\"content-body__text \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>S\u00f4nia Magalh\u00e3es, diretora-geral do Col\u00e9gio S\u00e3o Lu\u00eds, em S\u00e3o Paulo<\/strong><br \/>\n<em>\u201cA reorganiza\u00e7\u00e3o do ensino m\u00e9dio proposta na medida provis\u00f3ria me parece precoce. Mais eficaz seria aguardar a finaliza\u00e7\u00e3o do trabalho de constru\u00e7\u00e3o da Base Nacional Curricular Comum e, ap\u00f3s essa defini\u00e7\u00e3o, discutir sobre a estrutura mais adequada para o desenvolvimento do curr\u00edculo, n\u00e3o apenas no ensino m\u00e9dio, mas em toda a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Essa me parece uma incoer\u00eancia de fundo. Al\u00e9m disso, penso que j\u00e1 temos suficiente flexibilidade na atual Lei de Diretrizes de Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional, assim como a indica\u00e7\u00e3o do trabalho por \u00e1reas nos Par\u00e2metros Curriculares Nacionais. O que tem nos faltado \u00e9 capacidade de implementa\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 proposto nestes dois documentos, inclusive no que toca \u00e0 forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria dos professores. Com o dito e divulgado at\u00e9 agora, n\u00e3o consigo ver o que pode haver de qualitativamente importante nesta medida provis\u00f3ria.\u201d<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"content-body-18\" class=\"content-body columns col-centered \"><strong>Esther Carvalho, diretora-geral do Col\u00e9gio Rio Branco, em S\u00e3o Paulo<\/strong><br \/>\n<em>&#8220;H\u00e1 tempos sentimos que o ensino m\u00e9dio necessita de outros prop\u00f3sitos. David Perkins, professor da Universidade Harvard, ao discutir o conceito de curr\u00edculo necess\u00e1rio para o mundo contempor\u00e2neo, traz o termo &#8216;gap de relev\u00e2ncia&#8217; com rela\u00e7\u00e3o a esse segmento. Por outro lado, fica bastante claro que o que define o curr\u00edculo do ensino m\u00e9dio no Brasil \u00e9 o processo seletivo ao ensino superior. No Estado de S\u00e3o Paulo, por exemplo, um vestibular que tem muito impacto no desenho do ensino m\u00e9dio \u00e9 a Fuvest. Enquanto a Fuvest tiver a lista enorme de conte\u00fados que hoje apresenta para seu processo seletivo, as escolas de ensino m\u00e9dio que t\u00eam por objetivo que seus alunos sejam bem sucedidos nesse vestibular, ter\u00e3o que traz\u00ea-los para dentro da sala de aula. Enquanto conceito, a proposta de mudan\u00e7a nos parece muito interessante. Traz flexibilidade curricular, atendendo diferentes perfis e projetos de alunos. Traz tamb\u00e9m, novos desafios de desenvolvimento profissional aos educadores para que os objetivos sejam alcan\u00e7ados. Em termos de pol\u00edticas p\u00fablicas, o trabalho com os educadores precisa ser bem elaborado e implementado. No pa\u00eds, o Enem n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico exame de acesso ao Ensino Superior. Haver\u00e1 impacto significativo se o Enem se transformar em componente curricular obrigat\u00f3rio ao Ensino M\u00e9dio, como \u00e9 o Enade para o ensino superior. A previs\u00e3o \u00e9 que os primeiros alunos a serem afetados pelo novo formato sejam os que iniciarem o ensino m\u00e9dio em 2018, segundo o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC). Durante o ano de 2017 devemos trabalhar para desenvolver e detalhar as diversas etapas para que esse modelo seja bem sucedido. Precisamos ter cautela para estabelecer um processo de transi\u00e7\u00e3o em que os alunos possam usufruir da nova proposta de forma que ela traga, efetivamente, mais ganhos do que perdas.&#8221;<\/em><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content-body columns col-centered \">\n<div id=\"content-body-23\" class=\"content-body columns col-centered \">\n<div class=\"content-body__media content-body__media--normal col-lg-13 col-md-16 col-centered\">\n<figure>\n<div class=\"media\">\n<div class=\"media\">\n<div class=\"media__container\">\n<div class=\"media__container__placeholder\">\n<div class=\"media__container__placeholder--space\">\n<div class=\"content-body__media__container\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" title=\"O que muda com a reforma do ensino m\u00e9dio (Foto: Arte\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/sYgq14dmSImdBhevosVoqSBFPKo=\/0x0:690x1490\/762x1645\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2016\/3\/1\/AGBPjnR1uyb9JBUEqIgQ\/ensinomedio-novo.png\" alt=\"O que muda com a reforma do ensino m\u00e9dio (Foto: Arte\/G1)\" width=\"762\" height=\"1645\" data-src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/sYgq14dmSImdBhevosVoqSBFPKo=\/0x0:690x1490\/762x1645\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2016\/3\/1\/AGBPjnR1uyb9JBUEqIgQ\/ensinomedio-novo.png\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"media__legend\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div><figcaption class=\"media__legend-text\">Fonte: <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/\" target=\"_blank\">G1<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A medida provis\u00f3ria que muda a estrutura do ensino m\u00e9dio, anunciada pelo governo Temer na tarde desta quinta-feira (22), deveria ter sido discutida abertamente com a sociedade, afirmaram especialistas ouvidos pelo G1. 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