{"id":11356,"date":"2016-09-29T10:45:04","date_gmt":"2016-09-29T13:45:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=11356"},"modified":"2016-09-29T10:45:04","modified_gmt":"2016-09-29T13:45:04","slug":"setor-de-emprego-formal-encolhe-e-vaga-sem-carteira-volta-a-crescer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/setor-de-emprego-formal-encolhe-e-vaga-sem-carteira-volta-a-crescer\/","title":{"rendered":"Setor de emprego formal encolhe e vaga sem carteira volta a crescer"},"content":{"rendered":"<p>A perda de empregos no mercado formal tem levado muitos trabalhadores a aceitar vagas sem carteira assinada neste ano, com sal\u00e1rios mais baixos e sem garantias.<\/p>\n<p>Produto da recess\u00e3o em que o pa\u00eds mergulhou h\u00e1 dois anos, o fen\u00f4meno contribui para atrasar a retomada da economia. Os rendimentos do trabalho informal s\u00e3o, em m\u00e9dia, 40% inferiores aos do setor formal, o que reduz o poder de compra das fam\u00edlias, um dos principais motores da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>O aumento da informalidade tamb\u00e9m prejudica as receitas do governo, porque o desemprego e a migra\u00e7\u00e3o dos trabalhadores para vagas sem carteira assinada reduz as contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 Previd\u00eancia.<\/p>\n<p>Levantamento feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada) com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica) mostra que, entre o primeiro e o segundo trimestres de 2016, foram cortadas 226 mil vagas com carteira assinada e 259 mil pessoas deixaram de trabalhar por conta pr\u00f3pria. Do lado informal, por\u00e9m, houve uma expans\u00e3o de 668 mil postos no per\u00edodo.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas estavam se virando sozinhas, tentando formar seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio. Mas neste ano o conta pr\u00f3pria caiu. Ou seja, essa alternativa se esgotou\u201d, diz Fernando de Holanda Barbosa Filho, economista da FGV (Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas) no Rio.<\/p>\n<p>Isso indica uma crise t\u00e3o profunda que n\u00e3o houve demanda suficiente nem mesmo para sustentar o trabalho por conta pr\u00f3pria, diz Clemente Ganz L\u00facio, diretor t\u00e9cnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos).<\/p>\n<p>Um dos setores com maior aumento de informalidade foi a constru\u00e7\u00e3o civil. O n\u00famero de postos de trabalho com carteira assinada caiu 4,16% do primeiro para o segundo trimestre, enquanto as vagas informais cresceram 10,7%.<\/p>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o, setor em que a informalidade \u00e9 historicamente elevada, passou por um processo de formaliza\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos, puxado por obras p\u00fablicas e pelo aquecimento do setor imobili\u00e1rio.<\/p>\n<p>Com a retra\u00e7\u00e3o, esse movimento arrefeceu e o mercado informal, de pequenas obras e reformas, voltou a ganhar espa\u00e7o, diz Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos sobre o setor na FGV do Rio.<\/p>\n<p>Din\u00e2mica semelhante foi observada entre os empregados dom\u00e9sticos, categoria em que o n\u00famero de vagas formais caiu 5% e houve aumento de 4% dos sem carteira.<\/p>\n<p>O n\u00edvel de informalidade no mercado de trabalho brasileiro \u00e9 historicamente alto, mas vinha caindo nos \u00faltimos anos. No fim de 2012, 53% dos trabalhadores tinham carteira assinada \u2013pico da s\u00e9rie estat\u00edstica do IBGE, iniciada naquele ano. No segundo trimestre de 2016, os trabalhadores com carteira eram 49%.<\/p>\n<p>Essa reca\u00edda, por\u00e9m, deve ser revertida com a retomada do crescimento, afirma o economista H\u00e9lio Zylberstajn, da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo). \u201cOs fatores que contribu\u00edram para a formaliza\u00e7\u00e3o da economia, como maior escolaridade, maior fiscaliza\u00e7\u00e3o e nota fiscal, continuam\u201d, diz Barbosa Filho, da FGV.<\/p>\n<p>Para ele, a diferen\u00e7a \u00e9 que atualmente, com o encolhimento do mercado formal, muitos trabalhadores acabam obrigados a optar por empregos de pior qualidade, sem a mesma prote\u00e7\u00e3o oferecida pelas vagas formais e com sal\u00e1rios inferiores.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.folha.uol.com.br\/\" target=\"_blank\">Folha de S. Paulo<\/a>\/ <a href=\"http:\/\/www.cearaagora.com.br\/\" target=\"_blank\">Cear\u00e1 Agora<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A perda de empregos no mercado formal tem levado muitos trabalhadores a aceitar vagas sem carteira assinada neste ano, com sal\u00e1rios mais baixos e sem garantias. Produto da recess\u00e3o em que o pa\u00eds mergulhou h\u00e1 dois anos, o fen\u00f4meno contribui para atrasar a retomada da economia. 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