{"id":11446,"date":"2016-10-06T11:34:52","date_gmt":"2016-10-06T14:34:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=11446"},"modified":"2016-10-06T11:34:52","modified_gmt":"2016-10-06T14:34:52","slug":"3-habitos-machistas-comuns-no-trabalho-e-como-combate-los","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/3-habitos-machistas-comuns-no-trabalho-e-como-combate-los\/","title":{"rendered":"3 h\u00e1bitos machistas comuns no trabalho (e como combat\u00ea-los)"},"content":{"rendered":"<p>Setembro tem sido um m\u00eas cheio para Jessica Bennett. A divulga\u00e7\u00e3o de seu novo livro, \u201cFeminist Fight Club: An Office Survival Manual (For a Sexist Workplace)\u201d, vai a pleno vapor e j\u00e1 recebeu \u00f3timas cr\u00edticas. Sheryl Sandberg, COO do Facebook e autora do best-seller \u201cFa\u00e7a Acontecer\u201d, que se tornou um movimento em prol da lideran\u00e7a feminina, classifica a obra como \u201chil\u00e1ria e pr\u00e1tica, cheia de ferramentas simples para lutar contra o sexismo no mundo do trabalho\u201d.<\/p>\n<p>Nos trechos do livro divulgados pelo Quartz, Bennett fala sobre situa\u00e7\u00f5es cotidianas enfrentadas pelas mulheres e ensina o que fazer para virar o jogo. Uma das melhores dicas? Seja voc\u00ea mesmo(a) ou apoiador de mulheres. Ao ouvir uma ideia legal de uma colega, torne seu apoio p\u00fablico: meneie a cabe\u00e7a, concorde em voz alta, bata palmas. Tudo conta.<\/p>\n<p>Abaixo, veja algumas das situa\u00e7\u00f5es citadas pela autora:<\/p>\n<p><strong>H\u00e1bito 1: Assumir que a mulher \u00e9 secret\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nada de errado em trabalhar como secret\u00e1ria, mas \u00e9 sexista tratar uma mulher como uma quando este n\u00e3o \u00e9 seu cargo. Homens que perguntam se elas n\u00e3o querem fazer as anota\u00e7\u00f5es durante uma reuni\u00e3o ou pedem para pegar caf\u00e9 para o cliente, por exemplo, s\u00e3o parte do problema.<\/p>\n<p><strong>O que fazer? <\/strong>Homens: n\u00e3o assumam que a mulher est\u00e1 ali porque \u00e9 a secret\u00e1ria, ou a tratem como tal quando esse n\u00e3o \u00e9 seu cargo. Saibam o que ela faz antes disso. Mulheres: pode ser dif\u00edcil ou parecer rude dizer \u201cn\u00e3o\u201d (at\u00e9 porque muitas vezes o reflexo \u00e9 j\u00e1 se oferecer para fazer essas tarefas), mas resistam. N\u00e3o se voluntariem.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1bito 2: Apropriar-se da ideia da mulher<\/strong><\/p>\n<p>Apresentar ou colher os louros da ideia alheia e n\u00e3o corrigir quando algu\u00e9m lhe credita algo por engano: tem quem fa\u00e7a isso de prop\u00f3sito. \u00c9 uma realidade conveniente para um homem, j\u00e1 que historicamente se assume que o dono das ideias \u00e9 ele.<\/p>\n<p><strong>O que fazer?<\/strong> Mulheres: falem alto, sem medo de usar palavras afirmativas e evitem constru\u00e7\u00f5es como \u201cMas sugiro que\u2026\u201d e \u201cO que ser\u00e1 que aconteceria se\u2026\u201d . Se poss\u00edvel, encontrem um \u201camigo de reuni\u00e3o\u201d (homem ou mulher), que vai ficar atento quando voc\u00eas falarem e agirem como seu suporte. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel pescar o cr\u00e9dito de volta ao dizer \u201cObrigada por continuar minha ideia\u201d ou \u201cIsso mesmo, fico feliz que voc\u00ea concorda\u201d. Se a ideia for incr\u00edvel, a autora sugere manter um dossi\u00ea de evid\u00eancias, resumindo do que se trata e copiando quem voc\u00ea achar necess\u00e1rio no email.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1bito 3: Interromper a mulher<\/strong><\/p>\n<p>Pesquisadores que acompanharam reuni\u00f5es em diversas empresas constataram que, nessas ocasi\u00f5es, os homens costumam falar mais que mulheres e interrompem os outros com mais frequ\u00eancia \u2013 em dobro, caso elas estejam falando. No jarg\u00e3o do feminismo norteamericano, essa tend\u00eancia maior a interromper sua interlocutora j\u00e1 ganhou at\u00e9 um nome pr\u00f3prio: manterrupting.<\/p>\n<p><strong>O que fazer? <\/strong>Mulheres: Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, mantenham seu territ\u00f3rio dizendo algo como \u201cN\u00e3o tinha acabado meu ponto, me d\u00ea mais um segundo\u201d, garantam seu espa\u00e7o pessoal \u00e0 mesa e fiquem pr\u00f3ximas de onde as decis\u00f5es est\u00e3o realmente sendo tomadas (quanto mais cedo chegar, mais garantia de um bom lugar). Usar a linguagem corporal de forma afirmativa, mantendo sempre contato visual com os demais, tamb\u00e9m \u00e9 uma boa ideia. Homens e mulheres: quando virem algu\u00e9m nessa situa\u00e7\u00e3o, percebam que podem ir ao seu aux\u00edlio interrompendo quem interrompeu e devolvendo a palavra \u00e0 colega de maneira direta (\u201cEspere, deixe ela terminar\u201d) ou sutil (\u201cAna, qual \u00e9 sua opini\u00e3o? O que voc\u00ea pensa a respeito?\u201d).<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/\" target=\"_blank\">Exame.com\u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setembro tem sido um m\u00eas cheio para Jessica Bennett. A divulga\u00e7\u00e3o de seu novo livro, \u201cFeminist Fight Club: An Office Survival Manual (For a Sexist Workplace)\u201d, vai a pleno vapor e j\u00e1 recebeu \u00f3timas cr\u00edticas. 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