{"id":11595,"date":"2016-10-13T13:41:22","date_gmt":"2016-10-13T16:41:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=11595"},"modified":"2016-10-13T13:41:22","modified_gmt":"2016-10-13T16:41:22","slug":"107-dos-brasileiros-em-idade-de-trabalho-estao-fora-do-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/107-dos-brasileiros-em-idade-de-trabalho-estao-fora-do-mercado\/","title":{"rendered":"10,7% dos brasileiros em idade de trabalho est\u00e3o fora do mercado"},"content":{"rendered":"<p>Quase 18 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o fora do mercado, mas poderiam come\u00e7ar a trabalhar. Isso equivale a 10,7% do contingente total de 166,3 milh\u00f5es de pessoas em idade de trabalho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Esse \u00e9 o maior percentual da s\u00e9rie, que teve in\u00edcio em 2012.<\/p>\n<p>O n\u00famero leva em conta pessoas que procuraram vagas (11,6 milh\u00f5es) e a chamada for\u00e7a de trabalho potencial (6,2 milh\u00f5es): gente que buscou, mas n\u00e3o podia assumir um posto no momento, ou que n\u00e3o procurou, mas podia come\u00e7ar a trabalhar imediatamente.<\/p>\n<p>No segundo trimestre do ano, 16,4% das pessoas em idade de trabalho tinham o potencial de entrar para a for\u00e7a ativa.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, a for\u00e7a de trabalho existente no pa\u00eds somava 102,4 milh\u00f5es de pessoas. Desse total, 90,8 milh\u00f5es estavam empregadas.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte de um novo conjunto de indicadores sobre estat\u00edsticas de trabalho resultantes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua). A\u00a0 mudan\u00e7a tem como objetivo seguir recomenda\u00e7\u00f5es internacionais da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT).<\/p>\n<p>Segundo Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Renda do IBGE, os novos indicadores da PNAD cont\u00ednua ajuda a ter uma vis\u00e3o mais ampla da demanda que se tem por trabalho no pa\u00eds. \u201cA gente sabe que isso vai al\u00e9m da desocupa\u00e7\u00e3o, que era o \u00fanico indicador divulgado\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para ele, os novos indicadores podem contribuir para a constru\u00e7\u00e3o de novas pol\u00edticas p\u00fablicas que ampliem a oferta de trabalho no pa\u00eds para a popula\u00e7\u00e3o que desejar completar a jornada de trabalho.<\/p>\n<p><strong>Insufici\u00eancia de horas<\/strong><br \/>\nDe acordo com o IBGE, dentro dos 90,8 milh\u00f5es de pessoas ocupadas, h\u00e1 um grupo considerado &#8220;subocupados por insufici\u00eancia de horas trabalhadas&#8221; \u2013 s\u00e3o pessoas que est\u00e3o ocupadas, mas t\u00eam uma jornada menor do que 40 horas semanais. Essa fatia chegou a 4,8 milh\u00f5es de pessoas no segundo trimestre.<\/p>\n<p>Dessa forma, a soma de desocupados com subocupados por insufici\u00eancia de horas totalizava 16,4 milh\u00f5es de pessoas, ou 9,9% do contingente total de pessoas em idade de trabalhar. No segundo trimestre deste ano, a taxa combinada da subocupa\u00e7\u00e3o por insufici\u00eancia de horas e da desocupa\u00e7\u00e3o chegou a 16%.<\/p>\n<p><strong>Trabalhadores subutilizados<\/strong><br \/>\nNo segundo trimestre, do total de pessoas em idade de trabalhar, 13,6% ou 22,7 milh\u00f5es, faziam parte os desocupadas, os subocupadas por insufici\u00eancia de horas trabalhadas e os que integram a for\u00e7a de trabalho potencial (que n\u00e3o est\u00e3o procurando emprego).<\/p>\n<p>Segundo Cimar Azeredo, do IBGE, quando se fala na subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a potencial, \u00e9 poss\u00edvel considerar que &#8220;falta trabalho (n\u00e3o emprego) para 22,7 milh\u00f5es de pessoas no pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n<p>Assim, a taxa resultante da subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho (que agrega a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o, taxa de desocupa\u00e7\u00e3o por insufici\u00eancia de horas e da for\u00e7a de trabalho potencial) chegou a 20,9%.<\/p>\n<p><strong>Horas trabalhadas<\/strong><br \/>\nSegundo o novo conjunto de indicadores, a jornada m\u00e9dia semanal de horas trabalhadas ficou em 39,1 horas. Do total de ocupados, 52,5% trabalhavam entre 40 e 44 horas.<\/p>\n<p><strong>Conta pr\u00f3pria<\/strong><br \/>\nNo segundo trimestre de 2016, o Brasil contava com 7,5 milh\u00f5es de trabalhadores por conta pr\u00f3pria ou empregadores que possu\u00edam CNPJ. Isso representa 4,4 milh\u00f5es ou 19,3% dos\u00a0 22,9 milh\u00f5es de trabalhadores por conta pr\u00f3pria e 3,1 milh\u00f5es ou 84,2% dos 3,7 milh\u00f5es de empregadores.<\/p>\n<p><strong>Caracter\u00edsticas<\/strong><br \/>\nO IBGE tamb\u00e9m divulgou que, do total de pessoas ocupadas no per\u00edodo da pesquisa, cerca de 70% trabalhavam no mesmo local h\u00e1 pelo menos dois anos. De acordo com o IBGE, esse percentual cresceu &#8220;de forma significativa em rela\u00e7\u00e3o ao 2\u00ba trimestre de 2012&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;O movimento de alta desta estimativa coincide com in\u00edcio da atual crise econ\u00f4mica que o pa\u00eds atravessa, o que leva a concluir que o aumento da participa\u00e7\u00e3o de trabalhadores com dois anos ou mais de perman\u00eancia no trabalho pode ter se dado em fun\u00e7\u00e3o da n\u00e3o entrada de novos trabalhadores no mercado de trabalho.&#8221;<\/p>\n<p>Quanto ao tipo de contrata\u00e7\u00e3o, 88% dos trabalhadores eram contratados por tempo indeterminado.<\/p>\n<p>No segundo trimestre, 73,2% dos 6,2 milh\u00f5es dos dom\u00e9sticos trabalhavam em apenas um domic\u00edlio.<\/p>\n<p><strong>Desemprego no 2\u00ba trimestre<\/strong><br \/>\nDe acordo com a pesquisa do IBGE referente ao segundo trimestre deste ano, o desemprego subiu para 11,3%. A taxa foi a maior j\u00e1 registrada pela s\u00e9rie hist\u00f3rica da Pnad Cont\u00ednua, que teve in\u00edcio em janeiro de 2012.<\/p>\n<p>No trimestre encerrado em mar\u00e7o, o \u00edndice de desemprego foi de 10,9% e no per\u00edodo de abril a junho de 2015, de 8,3%. No trimestre de mar\u00e7o a maio, a taxa bateu 11,2%.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o desocupada cresceu 4,5% em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro trimestre e chegou a 11,6 milh\u00f5es de pessoas. J\u00e1 na compara\u00e7\u00e3o com o 2\u00ba trimestre de 2015, o aumento foi de 38,7%.<\/p>\n<p>Por outro lado, a popula\u00e7\u00e3o ocupada somou 90,8 milh\u00f5es de pessoas e mostrou estabilidade em rela\u00e7\u00e3o ao 1\u00ba trimestre e queda de 1,5% sobre o per\u00edodo de abril a junho de 2015.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/\" target=\"_blank\">G1\u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase 18 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o fora do mercado, mas poderiam come\u00e7ar a trabalhar. Isso equivale a 10,7% do contingente total de 166,3 milh\u00f5es de pessoas em idade de trabalho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Esse \u00e9 o maior percentual da s\u00e9rie, que teve in\u00edcio em 2012. 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