{"id":11951,"date":"2016-10-21T11:30:47","date_gmt":"2016-10-21T14:30:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=11951"},"modified":"2016-10-21T11:30:47","modified_gmt":"2016-10-21T14:30:47","slug":"os-4-sinais-de-machismo-mais-frequentes-no-ambiente-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/os-4-sinais-de-machismo-mais-frequentes-no-ambiente-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Os 4 sinais de machismo mais frequentes no ambiente de trabalho"},"content":{"rendered":"<p>Quase oito anos depois de Barack Obama assumir a presid\u00eancia dos Estados Unidos, suas assistentes mulheres decidiram acabar com duas pr\u00e1ticas comuns na Casa Branca: a constante interrup\u00e7\u00e3o de suas falas e a falta de aten\u00e7\u00e3o \u00e0s suas ideias.<\/p>\n<p>Juntas, elas criaram uma estrat\u00e9gia de \u201camplifica\u00e7\u00e3o\u201d de vozes: quando uma mulher est\u00e1 falando, as outras ficam atentas para que nenhum homem as interrompa ou proponha ideias j\u00e1 levantadas anteriormente.<\/p>\n<p>O resultado n\u00e3o poderia ser melhor. Al\u00e9m de as mulheres da equipe de Obama conquistarem seu espa\u00e7o merecido, a iniciativa se espalhou pelas empresas americanas e, aos poucos, ajudou a conscientizar as pessoas sobre o machismono ambiente corporativo.<\/p>\n<p>No Brasil, o cen\u00e1rio ainda \u00e9 diferente: as pr\u00e1ticas machistas dentro de uma empresa s\u00e3o recorrentes e naturalizadas.<\/p>\n<p>Para Itali Collini, co-fundadora e diretora do N\u00facleo de Pesquisa em G\u00eanero e Ra\u00e7a da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo), as brasileiras sofrem diariamente com o sexismo no trabalho, mas n\u00e3o discutem o tema \u2013\u00a0e, na maioria das vezes, sequer reconhecem o que vivem.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante lembrar que o machismo est\u00e1, principalmente, nos pequenos atos. Ele \u00e9 sutil, passa despercebido e \u00e9 constante. Por isso \u00e9 necess\u00e1rio conversar sobre o tema e conscientizar tanto homens quanto mulheres\u201d, explica.<\/p>\n<p>Na mesma linha, Jorgete Lemos, diretora de diversidade da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), aponta para um problema estrutural e hist\u00f3rico da sociedade. \u201cAs mulheres foram criadas em uma sociedade machista e, por isso, reproduzem muitos aspectos dela. Para acabar com isso, \u00e9 preciso desconstruir ensinamentos e n\u00e3o mais abaixar a cabe\u00e7a\u201d, orienta.<\/p>\n<p>A d\u00favida, que permanece no universo feminino, entretanto, \u00e9 como identificar e combater essas pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Uma dica importante para enfrentar atitudes machistas do dia a dia, inclusive quando se transformam em ass\u00e9dio moral e sexual, \u00e9 reportar essas quest\u00f5es ao setor de Recursos Humanos da empresa.<\/p>\n<p>Para Jorgete Lemos, apesar de o RH aprender aos poucos a import\u00e2ncia de seu papel para combater o preconceito, quanto mais o assunto for discutido, mais seguro o ambiente de trabalho ficar\u00e1 para as mulheres.<\/p>\n<p>\u201cO tema precisa conquistar seu devido espa\u00e7o. \u00c9 necess\u00e1rio conversar individualmente com os colaboradores das empresas, promover pol\u00edticas inclusivas e desconstruir antigas ideias sobre homens e mulheres\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Outro conselho, dado pela advogada trabalhista Vivian Dias, \u00e9 sempre que poss\u00edvel ter provas. \u201cUm v\u00eddeo, um \u00e1udio ou uma testemunha fazem toda a diferen\u00e7a na hora de questionar as atitudes\u201d.<\/p>\n<p>A advogada ressalta ainda que mesmo den\u00fancias quanto a atitudes pontuais precisam ser feitas, j\u00e1 que o empregador n\u00e3o toma conhecimento de muitas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Veja a seguir 4 sinais de machismo muito comuns nas empresas, de acordo com especialistas consultadas por <strong>EXAME.com<\/strong>, e aprenda a combat\u00ea-las:<\/p>\n<p><strong>1 \u2013 Interrup\u00e7\u00e3o de fala ou \u201c<em>manterrupting\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Durante as reuni\u00f5es empresariais \u00e9 comum que os homens falem mais e interrompam desnecessariamente as mulheres com mais frequ\u00eancia, <a href=\"http:\/\/jls.sagepub.com\/content\/34\/1\/46\">aponta um estudo<\/a> da pesquisadora Adrienne Hancock, da Universidade George Washington.<\/p>\n<p>Em ocasi\u00f5es assim, Collini orienta que a mulher explique que ainda n\u00e3o concluiu sua linha de racioc\u00ednio, continue expondo suas ideias e mantenha uma postura afirmativa.<\/p>\n<p><strong>2 \u2013 Receber explica\u00e7\u00f5es \u00f3bvias ou \u201c<em>mansplaining\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Ficar horas ouvindo explica\u00e7\u00f5es sobre um tema que voc\u00ea domina \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o comum para as mulheres. Com explica\u00e7\u00f5es \u00f3bvias e \u201cdid\u00e1ticas\u201d, os homens muitas vezes tiram a chance de elas\u00a0falarem.<\/p>\n<p>A mulher deve esclarecer que conhece bem o assunto em quest\u00e3o, afirma Collini. Se for especialista naquele tema, \u00e9 importante dizer que fez estudos e sabe bem do que est\u00e1 falando.<\/p>\n<p><strong>3 \u2013 Ter ideias roubadas<\/strong><\/p>\n<p>Outra pr\u00e1tica comum no ambiente de trabalho \u00e9 quando a mulher prop\u00f5e uma ideia e ningu\u00e9m lhe d\u00e1 a devida aten\u00e7\u00e3o. Quando um homem tem a mesma iniciativa mais tarde, \u00e9 elogiado e n\u00e3o reconhece que a ideia era originalmente de sua colega.<\/p>\n<p>Um m\u00e9todo eficaz \u00e9 fazer o que as assistentes de Obama fizeram: estar atenta \u00e0s situa\u00e7\u00f5es vividas por cada colega e lembrar os demais quando a ideia inicial foi de uma mulher. Se a sua ideia foi roubada, \u00e9 poss\u00edvel usar frases como \u201cobrigada por concordar comigo\u201d ou \u201cque bom que voc\u00ea apoia minha ideia\u201d.<\/p>\n<p><strong>4 \u2013 Piadas sobre TPM<\/strong><\/p>\n<p>Quem nunca viu uma atitude mais assertiva das mulheres, dentro ou fora do ambiente de trabalho, ser atribu\u00edda \u00e0 TPM (Tens\u00e3o Pr\u00e9-Menstrual)? Segundo Collini, isso \u00e9 machista e reduz os sentimentos femininos a horm\u00f4nios.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso deixar claro que aquela rea\u00e7\u00e3o teve um motivo. Frases como \u201cvoc\u00ea prejudicou meu trabalho e meu desempenho, por isso estou reagindo desta forma\u201d s\u00e3o eficientes em situa\u00e7\u00f5es assim.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/\" target=\"_blank\">Exame.com\u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase oito anos depois de Barack Obama assumir a presid\u00eancia dos Estados Unidos, suas assistentes mulheres decidiram acabar com duas pr\u00e1ticas comuns na Casa Branca: a constante interrup\u00e7\u00e3o de suas falas e a falta de aten\u00e7\u00e3o \u00e0s suas ideias. 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