{"id":12513,"date":"2016-11-07T10:53:54","date_gmt":"2016-11-07T13:53:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=12513"},"modified":"2016-11-07T10:53:54","modified_gmt":"2016-11-07T13:53:54","slug":"empresas-brasileiras-precisam-incluir-negros-e-pardos-em-seus-quadros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/empresas-brasileiras-precisam-incluir-negros-e-pardos-em-seus-quadros\/","title":{"rendered":"Empresas brasileiras precisam incluir negros e pardos em seus quadros"},"content":{"rendered":"<p>Pouco se fala, mas o problema existe e n\u00e3o \u00e9 de hoje. H\u00e1 uma verdadeira muralha para que negros e pardos tenham oportunidade nas empresas brasileiras, particularmente em cargos de chefia. O diagn\u00f3stico \u00e9 de Maur\u00edcio Pestana, especialista no assunto, secret\u00e1rio de Igualdade Racial da prefeitura de S\u00e3o Paulo, e respons\u00e1vel pelo blog DIVERSIDADE CORPORATIVA, no portal da revista DINHEIRO.<\/p>\n<p>\u00c0s v\u00e9speras do terceiro f\u00f3rum para discutir o tema, ele falou com o portal da DINHEIRO sobre o tema:<\/p>\n<p><strong>Existe preconceito racial no Brasil da porta para dentro das empresas?<\/strong><\/p>\n<p>Mais de 100 milh\u00f5es de brasileiros, 53% da nossa popula\u00e7\u00e3o, s\u00e3o de negros ou pardos. Um contingente que n\u00e3o est\u00e1 representado na estrutura econ\u00f4mica das empresas brasileiras, principalmente em cargos de comando. Fizemos recentemente uma pesquisa com as 500 maiores empresas do Brasil e o resultado foi surpreendente.<\/p>\n<p><strong>O que voc\u00eas descobriram?<\/strong><\/p>\n<p>Descobrimos que, no primeiro degrau, de trainee ou estagi\u00e1rio, metade dos candidatos s\u00e3o de origem negra ou parda. Mas, terminado este per\u00edodo, na hora de contratar o profissional, somente 4,5% dessas pessoas conseguem o trabalho. Parece-nos claro que h\u00e1 um problema racial a\u00ed, obviamente conjugado com a falta de oportunidades de educa\u00e7\u00e3o e acesso \u00e0 cultura. Mas o problema racial aflora, sem d\u00favida.<\/p>\n<p><strong>Existem exce\u00e7\u00f5es \u00e0 regra?<\/strong><\/p>\n<p>Recentemente entrevistei o presidente do Grupo Bayer no Brasil, Theo van der Loo. Ele me disse que existem muitas organiza\u00e7\u00f5es empresariais, talvez com exce\u00e7\u00e3o das americanas, que n\u00e3o t\u00eam pol\u00edticas t\u00e3o fortes porque atuam mais de acordo com as necessidades de cada pa\u00eds. No Brasil, segundo ele, seria necess\u00e1rio dar um passo \u00e0 frente, algum tipo de est\u00edmulo para mudar esta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O problema educacional n\u00e3o precede o racial na sua vis\u00e3o? N\u00e3o seria o caso de avaliar se o preto e o pardo n\u00e3o t\u00eam inclus\u00e3o nas empresas porque n\u00e3o tiveram acesso a uma boa educa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o dois problemas distintos, por\u00e9m conectados. De fato, por uma s\u00e9rie de quest\u00f5es hist\u00f3ricas, o negro e o pardo tiveram menos acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o que seus pares brancos. Mas n\u00e3o se pode negar que h\u00e1 o problema racial tamb\u00e9m. Isto \u00e9 claro.<\/p>\n<p><strong>O que pode ser feito nesta \u00e1rea para maior inclus\u00e3o dos pretos e pardos?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos \u00e0s v\u00e9speras do 3\u00ba F\u00f3rum de Desenvolvimento Econ\u00f4mico SP Diverso, que ocorre no dia 9 de novembro, em S\u00e3o Paulo, onde debateremos algo crucial: solu\u00e7\u00f5es legislativas para ampliar os programas de inclus\u00e3o no Pa\u00eds. Refiro-me a a\u00e7\u00f5es legislativas, pragm\u00e1ticas.<\/p>\n<p><strong>Quais tipos de a\u00e7\u00f5es legislativas podem ser feitas no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 uma s\u00e9rie de coisas ainda por vir, alterar leis e sistematicamente incentivar a iniciativa privada a contratar negros e pardos, como ocorre em pa\u00edses da Europa e mesmo nos Estados Unidos. Os americanos, por exemplo, t\u00eam uma lei que garante contra\u00e7\u00e3o de no m\u00ednimo 10% de negros por empresas privadas, uma esp\u00e9cie de quota.<\/p>\n<p><strong>Na sua avalia\u00e7\u00e3o este seria o caminho para o Brasil: quotas de contrata\u00e7\u00e3o de afrodescendentes, como se faz com deficientes f\u00edsicos?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o gosto da ideia de algo imposto. Prefiro o conceito de metas e n\u00e3o de quotas. Mas se avan\u00e7\u00e1ssemos para uma legisla\u00e7\u00e3o em que a empresa que contrate afrodescendentes pudesse ter alguma vantagem fiscal, juros menores em bancos p\u00fablicos, enfim, algo que a incentivasse a diminuir a dist\u00e2ncia social, n\u00e3o acho que seria ruim.<\/p>\n<p><strong>Seria uma esp\u00e9cie de Lei Rouanet?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, algo nesse sentido. Hoje j\u00e1 temos isto no servi\u00e7o p\u00fablico da prefeitura, onde 20% das vagas s\u00e3o destinadas aos negros e pardos. Tamb\u00e9m, no mesmo montante, em determinadas \u00e1reas do Governo Federal e Judici\u00e1rio. \u00a0Mas ainda n\u00e3o conseguimos estender este conceito para as empresas.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.istoedinheiro.com.br\/\" target=\"_blank\">Isto \u00c9 Dinheiro\u00a0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pouco se fala, mas o problema existe e n\u00e3o \u00e9 de hoje. H\u00e1 uma verdadeira muralha para que negros e pardos tenham oportunidade nas empresas brasileiras, particularmente em cargos de chefia. 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