{"id":12795,"date":"2016-11-16T14:03:10","date_gmt":"2016-11-16T17:03:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=12795"},"modified":"2016-11-16T14:03:10","modified_gmt":"2016-11-16T17:03:10","slug":"por-que-os-jovens-perdem-mais-na-crise-e-o-que-eles-podem-fazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/dicas\/por-que-os-jovens-perdem-mais-na-crise-e-o-que-eles-podem-fazer\/","title":{"rendered":"Por que os jovens perdem mais na crise e o que eles podem fazer"},"content":{"rendered":"<p>Os jovens t\u00eam sido os mais afetados pela piora do desemprego em meio a uma das maiores crises econ\u00f4micas j\u00e1 registradas no Brasil.<\/p>\n<p>Segundo dados do IBGE, o desemprego na popula\u00e7\u00e3o em geral foi de 8,3% no primeiro semestre de 2015 para 11,3% no mesmo per\u00edodo de 2016.<\/p>\n<p>Enquanto isso, a taxa de desemprego entre a popula\u00e7\u00e3o de 14 a 24 anos passou de 19,3% para 26,5% na mesma compara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A taxa de desemprego \u00e9 sempre mais alta entre os jovens. Com menos qualifica\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia profissional, eles acabam ficando menos tempo nas vagas at\u00e9 que consigam se estabilizar.<\/p>\n<p>Ainda mais em tempos de crise. Do ponto de vista das empresas, \u00e9 mais importante manter os cargos mais altos, e os postos destinados aos mais jovens s\u00e3o os primeiros a serem cortados.<\/p>\n<p>Imagine um jovem que trabalhava para se sustentar e pagar seus estudos. Precisando cortar gastos, sua empresa o demite.<\/p>\n<p>Agora imagine outro jovem, que tem os estudos pagos pelos pais e n\u00e3o precisa trabalhar. Nesse caso, sua m\u00e3e ou pai sustentava a fam\u00edlia e perdeu seu emprego em uma empresa que fechou com a crise.<\/p>\n<p>O primeiro jovem precisa encontrar um novo emprego. O segundo, com renda familiar comprometida, precisa come\u00e7ar a procurar. Com um mercado de trabalho fraco e poucas vagas abertas, tanto um quanto outro podem demorar para encontrar.<\/p>\n<p>Mas para Wilson Amorim, professor do departamento de Administra\u00e7\u00e3o da FEA-USP, \u00e9 o primeiro caso, do jovem que j\u00e1 estava no mercado de trabalho, que tem pesado mais.<\/p>\n<p>\u201cO mais comum \u00e9 que o segundo semestre apresente uma taxa de desemprego em queda\u201d, afirma. \u201cMas, de setembro e outubro de 2014 para c\u00e1, n\u00e3o observamos esse comportamento normal\u201d.<\/p>\n<p><strong>O que esperar<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Rafael Bacciotti, economista da consultoria Tend\u00eancias, a economia j\u00e1 deve melhorar no ano que vem, com um crescimento de 1,5% no PIB:<\/p>\n<p>\u201cO \u00edndice de desemprego deixaria de subir ao redor do 1\u00ba trimestre e, ent\u00e3o, poderia caminhar para uma trajet\u00f3ria de redu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Uma proje\u00e7\u00e3o semelhante \u00e9 apontada por Juliana Serillo, economista da MB Associados. Para ela, a expectativa \u00e9 que em dezembro de 2017 o \u00edndice de desemprego agregado j\u00e1 diminuir\u00e1 para 10,6%.<\/p>\n<p>\u201cA partir disso, h\u00e1 um movimento natural e todas as taxas voltam a \u00edndices mais normais\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o pr\u00f3prio n\u00famero de pessoas procurando emprego deve diminuir \u2013 quem perdeu o emprego pode voltar ao mercado e, quem havia come\u00e7ado a procurar, pode deixar de precisar. Segundo ela, esse movimento j\u00e1 tem mostrado seus sinais.<\/p>\n<p>Isso, \u00e9 claro, se a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica se confirmar. A previs\u00e3o para 2017 do Boletim Focus, que expressa o consenso do mercado, caiu de 1,3% para 1,13% no \u00faltimo m\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cA din\u00e2mica de recupera\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o \u00e9 clara\u201d, explica Bacciotti, completando que o cen\u00e1rio atual \u00e9 compar\u00e1vel aos anos 80, a chamada \u201cd\u00e9cada perdida\u201d.<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 l\u00e1\u2026<\/strong><\/p>\n<p>Um mercado de trabalho fraco n\u00e3o \u00e9 desculpa para se acomodar. Para Amorim, \u00e9 justamente o contr\u00e1rio:<\/p>\n<p>\u201cEm um cen\u00e1rio de maior oferta de empregos, as organiza\u00e7\u00f5es ter\u00e3o filas. E vai estar em primeiro quem se qualificou\u201d, explica.<\/p>\n<p>Sendo assim, buscar por cursos t\u00e9cnicos ou de idiomas \u00e9 uma boa op\u00e7\u00e3o. O professor destaca que quem n\u00e3o tem como pagar por uma forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o precisa ficar parado:<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante se manter atualizado e buscar pela programa\u00e7\u00e3o gratuita pela cidade. Sempre h\u00e1 op\u00e7\u00f5es de palestras e muitas coisas culturais, principalmente em faculdades que abrem para o p\u00fablico\u201d.<\/p>\n<p>Outro ponto fundamental, segundo ele, \u00e9 o networking. Avisar aos amigos e conhecidos que se est\u00e1 em busca de novas oportunidades, por exemplo, pode ser uma boa ideia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os jovens t\u00eam sido os mais afetados pela piora do desemprego em meio a uma das maiores crises econ\u00f4micas j\u00e1 registradas no Brasil. Segundo dados do IBGE, o desemprego na popula\u00e7\u00e3o em geral foi de 8,3% no primeiro semestre de 2015 para 11,3% no mesmo per\u00edodo de 2016. 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