{"id":12876,"date":"2016-12-16T12:24:35","date_gmt":"2016-12-16T15:24:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=12876"},"modified":"2016-12-16T12:24:35","modified_gmt":"2016-12-16T15:24:35","slug":"oito-sinais-de-que-voce-age-feito-crianca-no-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/dicas\/oito-sinais-de-que-voce-age-feito-crianca-no-trabalho\/","title":{"rendered":"Oito sinais de que voc\u00ea age feito crian\u00e7a no trabalho"},"content":{"rendered":"<p>Por ainda estarem aprendendo a viver em sociedade, as crian\u00e7as t\u00eam um jeito peculiar de lidar com determinadas situa\u00e7\u00f5es. Birras, amizades desfeitas (e refeitas) em segundos, por motivos bobos, necessidade de chamar a aten\u00e7\u00e3o em certas circunst\u00e2ncias e atitudes mimadas e ego\u00edstas &#8211;porque sabem que podem contar com o apoio do pai e da m\u00e3e&#8211; s\u00e3o alguns exemplos. O problema \u00e9 que h\u00e1 quem leve esses comportamentos para a vida adulta &#8211;em especial no modo de interagir com o chefe e com os colegas.<\/p>\n<p>Muitas pessoas nem se d\u00e3o conta de que agem de maneira infantil, mas alguns sinais s\u00e3o importantes para mudar a tempo de n\u00e3o prejudicar uma futura promo\u00e7\u00e3o. A seguir, oito frases e atitudes t\u00edpicas de crian\u00e7as traduzem comportamentos inadequados no ambiente profissional. Reflita se \u00e9 o seu caso.<\/p>\n<h3>1 &#8211; \u201cVoc\u00ea n\u00e3o \u00e9 mais meu amigo\u201d (ao ouvir uma cr\u00edtica)<\/h3>\n<p>\u00c9 natural n\u00e3o se sentir bem ao receber cr\u00edticas, mas a capacidade de ouvi-las deve ser desenvolvida diariamente em um ambiente profissional. Qualquer rea\u00e7\u00e3o negativa \u00e9 sinal claro de imaturidade.<\/p>\n<p>\u201cAs rea\u00e7\u00f5es mais comuns observadas em quem n\u00e3o tem essa habilidade s\u00e3o levar o assunto para o campo pessoal e se sentir ofendido, romper o relacionamento com o autor da cr\u00edtica, responder de forma agressiva e tentar justificar a posi\u00e7\u00e3o sem elaborar o que escutou\u201d, afirma Vagner Sandoval, especialista em gest\u00e3o de pessoas, lideran\u00e7a e coaching executivo e professor da IBE-FGV (Institute Business Education \u2013 Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas).<\/p>\n<p>\u201cO profissional nunca deve ser reativo. \u00c9 preciso saber ouvir e avaliar os pontos que precisam ser aperfei\u00e7oados\u201d, declara Ylana Miller, s\u00f3cia-diretora da consultoria organizacional Yluminarh, do Rio de Janeiro, e professora de gest\u00e3o de carreiras da faculdade Ibmec, tamb\u00e9m na capital fluminense.<\/p>\n<h3>2 &#8211; \u201cN\u00e3o quero mais brincar\u201d (abandonar algum projeto ou bater o p\u00e9 quando n\u00e3o concordam com suas ideias ou sugest\u00f5es)<\/h3>\n<p>No dia a dia, pode acontecer de, em determinadas situa\u00e7\u00f5es, algu\u00e9m enxergar algo sob um vi\u00e9s diferente da maioria e tentar convencer os outros da pr\u00f3pria opini\u00e3o a qualquer custo.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso debater, sim, e expor o ponto de vista. Mas, se mesmo assim ningu\u00e9m comprar sua ideia, reflita que talvez o momento n\u00e3o seja o mais apropriado para ela ser posta em pr\u00e1tica. \u00c9 preciso levantar a cabe\u00e7a e continuar. O que n\u00e3o pode acontecer \u00e9 travar todo um projeto porque as pessoas n\u00e3o concordam com voc\u00ea\u201d, diz o psic\u00f3logo Carlos Eduardo Pereira, consultor de carreiras do site B\u00ea-\u00e1-b\u00e1 do RH.<\/p>\n<p>\u201cSe recusar a participar de algo porque a decis\u00e3o vai contra sua sugest\u00e3o indica falta de compromisso, empatia e respeito \u00e0s necessidades do outro e, principalmente, da empresa\u201d, fala Izabel Failde, psic\u00f3loga organizacional e orientadora de carreiras.<\/p>\n<p>Para Andrea Mele Peixoto, professora da Escola de Neg\u00f3cios da Universidade Anhembi Morumbi, de S\u00e3o Paulo, esse tipo de atitude mimada vem sendo muito comum entre a chamada Gera\u00e7\u00e3o Y, que contempla os nascidos entre os anos 1980 e meados da d\u00e9cada de 1990. S\u00e3o pessoas cujos pais &#8211;temendo a rejei\u00e7\u00e3o e culpados pelo pouco tempo dispon\u00edvel para os filhos&#8211; foram educadas para se sentirem especiais, diferentes e, \u00e0s vezes, superiores \u00e0s demais. Resultado: acham que o universo, inclusive o corporativo, deve ceder aos seus caprichos e vontades.<\/p>\n<h3>3 &#8211; \u201cVou contar tudo para minha m\u00e3e\u201d (ou melhor, para o chefe, em vez de resolver quest\u00f5es com os pr\u00f3prios colegas)<\/h3>\n<p>Segundo Vagner Sandoval, da IBE-FGV, ao reagir dessa forma infantil, o profissional demonstra n\u00e3o s\u00f3 imaturidade como a falta de capacidade de negociar e de resolver conflitos. \u201cAo levar para o superior quest\u00f5es que poderiam ser resolvidas a partir do di\u00e1logo entre os envolvidos, a pessoa prejudica o ambiente e enfraquece sua rede de relacionamentos\u201d, declara o especialista.<\/p>\n<p>A atitude \u00e9 desrespeitosa e fomenta o clima de desconfian\u00e7a na equipe. \u201cMuitos chefes adoram e estimulam esse comportamento, porque ficam conhecendo as \u00faltimas fofocas e, principalmente, por acreditarem ter um aliado infiltrado no grupo. Por\u00e9m, esse profissional certamente ser\u00e1 taxado de puxa-saco e nunca contar\u00e1 com o respeito, simpatia ou confian\u00e7a dos colegas\u201d, diz a psic\u00f3loga Izabel Failde.<\/p>\n<h3>4 &#8211; \u201cQuero chamar a aten\u00e7\u00e3o, por bem ou por mal\u201d (comporta-se de maneira equivocada em reuni\u00f5es, n\u00e3o deixando ningu\u00e9m falar, por exemplo)<\/h3>\n<p>Podem existir dois fatores por tr\u00e1s desse comportamento exibicionista. O primeiro \u00e9 car\u00eancia e\/ou necessidade de se sentir prestigiado. O segundo \u00e9 egocentrismo, caracter\u00edstica de quem se acha o dono da verdade.<\/p>\n<p>Falar em momentos inoportunos e por tempo indeterminado (n\u00e3o deixando mais ningu\u00e9m se expressar) compromete o andamento da reuni\u00e3o e, consequentemente, deprecia a avalia\u00e7\u00e3o do profissional. \u201cUma dica muito utilizada para n\u00e3o passar do ponto e, dessa forma, n\u00e3o enfadar os presentes, \u00e9 sempre monitorar a express\u00e3o n\u00e3o verbal dos participantes\u201d, fala o especialista em gest\u00e3o de pessoas Vagner Sandoval. \u201cQuando as pessoas come\u00e7arem a se mexer na cadeira pode ter certeza que voc\u00ea falou demais. \u00c9 hora de ir para a conclus\u00e3o da fala.\u201d<\/p>\n<h3>5 &#8211; \u201cGosto de brincar de lutinha\u201d (compete com os colegas de maneira impulsiva e irracional)<\/h3>\n<p>J\u00e1 na educa\u00e7\u00e3o infantil, muitas crian\u00e7as inventam coisas sobre os colegas ou colocam os amigos uns contra os outros para receberem aten\u00e7\u00e3o diferenciada dos professores. Na idade adulta, e em muitos ambientes corporativos, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 l\u00e1 muito distinta. A diferen\u00e7a \u00e9 que os menores, por n\u00e3o terem consci\u00eancia da consequ\u00eancia dos seus atos, nem sempre agem de m\u00e1 f\u00e9.<\/p>\n<p>\u201cEssas pessoas t\u00eam o ego inflado e querem ser as primeiras em tudo, consequ\u00eancia da falta de limites e das concess\u00f5es dadas pelos pais\u201d, diz a professora Andrea. Ela ainda chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, universidades e empresas ensinaram, de forma mais ou menos sutil, que o colega tem de ser visto como concorrente.<\/p>\n<p>Para Sandoval, da IBE-FGV, quando a competi\u00e7\u00e3o interna ocorre sob crit\u00e9rios claros e \u00e9 avaliada de forma transparente pode, sim, gerar resultados positivos, pois estimula a atualiza\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento dos profissionais e, logo, da empresa. O problema \u00e9 que nem sempre os crit\u00e9rios s\u00e3o objetivos. E alguns ambientes priorizam a competi\u00e7\u00e3o abusiva e desleal por terem uma vis\u00e3o equivocada de que isso traz \u00e0 tona o melhor de seus profissionais.<\/p>\n<h3>6 &#8211; \u201cPapai e mam\u00e3e s\u00e3o meus e de mais ningu\u00e9m\u201d (morre de ci\u00fame do chefe)<\/h3>\n<p>Muitos profissionais, ap\u00f3s um certo tempo de casa, desenvolvem la\u00e7os mais estreitos com o chefe e se sentem enciumados quando um colega tamb\u00e9m se aproxima ou \u00e9 elogiado pelo mesmo. T\u00edpico sentimento de crian\u00e7a emburrada com a chegada do irm\u00e3ozinho? Pois \u00e9.<\/p>\n<p>\u201cNo \u00e2mbito profissional, o problema \u00e9 que como a pessoa fica \u2018sentida\u2019 acaba n\u00e3o desempenhando seu trabalho direito, degradando o relacionamento com o colega e, por consequ\u00eancia, com toda a equipe\u201d, afirma Pereira, consultor do site B\u00ea-\u00e1-b\u00e1 do RH.<\/p>\n<h3>7 &#8211; \u201cSempre passam a m\u00e3o na minha cabe\u00e7a\u201d (abusa do bom relacionamento com o chefe para n\u00e3o cumprir com o proposto)<\/h3>\n<p>Mais uma vez, o tempo de empresa e o relacionamento estreito com o chefe pode confundir um pouco a cabe\u00e7a de muita gente. Abusar da confian\u00e7a \u00e9 uma atitude infantil que pode colocar um ponto final na carreira dos mais competentes funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201cAlgumas pessoas deixam de ser pontuais ou de cumprir certas tarefas porque sabem que, pela trajet\u00f3ria dentro da empresa, o chefe dificilmente chamar\u00e1 a aten\u00e7\u00e3o por motivos que julgam pequenos. N\u00e3o \u00e9 bem assim\u201d, declara Pereira.<\/p>\n<p>Nesse contexto, colegas acabam ficando sobrecarregados e podem se sentir desprestigiados, provocando um clima de mal-estar generalizado. \u201cO ideal seria agir de maneira oposta. Com um certo tempo de casa, \u00e9 hora de o profissional come\u00e7ar a solidificar sua caminhada aos cargos estrat\u00e9gicos da companhia\u201d, diz o psic\u00f3logo. Folgar \u00e9 um tipo de deslize que freia tal crescimento.<\/p>\n<h3>8 &#8211; \u201cAdoro zoar com os colegas\u201d (exagerar nas brincadeiras no ambiente de trabalho)<\/h3>\n<p>Na maioria das escolas, \u00e9 comum observar crian\u00e7as e adolescentes que gostam de zombar dos mais t\u00edmidos ou dos que se comportam de forma diferente. \u201cAlguns n\u00e3o amadurecem quando adultos e replicam os mesmos comportamentos na empresa. Se no meio dos amigos da escola tais a\u00e7\u00f5es podem elevar a moral e o respeito perante os demais, pois caracterizam um certo tipo de for\u00e7a e influ\u00eancia sobre o grupo, no ambiente de trabalho, o efeito \u00e9 contr\u00e1rio, desastroso e extremamente prejudicial para a carreira e a reputa\u00e7\u00e3o do profissional\u201d, fala Sandoval.<\/p>\n<p>Por:\u00a0Helo\u00edsa Noronha\/ Fonte: <a href=\"http:\/\/www.uol.com.br\/\" target=\"_blank\">Uol<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por ainda estarem aprendendo a viver em sociedade, as crian\u00e7as t\u00eam um jeito peculiar de lidar com determinadas situa\u00e7\u00f5es. 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