{"id":13130,"date":"2017-01-17T10:51:24","date_gmt":"2017-01-17T13:51:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=13130"},"modified":"2017-01-17T10:51:24","modified_gmt":"2017-01-17T13:51:24","slug":"brasileiro-prefere-beneficios-a-salarios-maiores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/brasileiro-prefere-beneficios-a-salarios-maiores\/","title":{"rendered":"Brasileiro prefere benef\u00edcios a sal\u00e1rios maiores"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo feito pela seguradora Zurich em parceria com a Universidade de Oxford mostra que 67% do brasileiros preferem benef\u00edcios de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 renda, como seguros de vida e invalidez, a sal\u00e1rios maiores.<\/p>\n<p>Feita com mais de mil pessoas no Brasil, a pesquisa aponta que a escolha por sal\u00e1rios mais altos em detrimento de benef\u00edcios seria a op\u00e7\u00e3o de apenas 19% dos entrevistados. Edson Franco, CEO da Zurich no Brasil, acredita que esse comportamento ocorre pela falta de informa\u00e7\u00e3o para se planejar por conta pr\u00f3pria e por causa da cultura protecionista do Brasil, de que &#8220;o Estado poder\u00e1 resolver&#8221;.<\/p>\n<p>Por outro lado, Franco pondera que a hiperinfla\u00e7\u00e3o da d\u00e9cada de 1980 dificultava o ato de poupar e acabou tirando a capacidade de planejamento de longo prazo.<\/p>\n<p>O pesquisador da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (Fipe), Eduardo Zylberstajn, explica que o trabalhador v\u00ea os benef\u00edcios como parte da remunera\u00e7\u00e3o e atribui a eles um valor monet\u00e1rio.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a de comportamento, diz, depende do &#8220;quanto o trabalhador estaria disposto a abrir m\u00e3o para receber em dinheiro&#8221;.Zylbertajn ainda pondera que os benef\u00edcios significam o acesso a servi\u00e7os geralmente por um valor muito mais baixo, mas por outro lado, ele tamb\u00e9m &#8220;pode limitar o leque de op\u00e7\u00f5es e tirar a liberdade de escolha&#8221;.<\/p>\n<p>Para o pesquisador, o alto n\u00edvel de encargos trabalhistas \u00e9 um est\u00edmulo \u00e0 concess\u00e3o de benef\u00edcios. Ele diz que a empresa teria um custo maior se desse um aumento salarial no lugar de benef\u00edcios. J\u00e1 o empregado provavelmente teria descontos na folha e dificilmente conseguiria o servi\u00e7o pelo mesmo valor.<\/p>\n<p><strong>Descuido<\/strong><\/p>\n<p>O levantamento alerta que os brasileiros podem ser considerados descuidados. No total, 44% dos entrevistados afirmaram que j\u00e1 sofreram perda de renda devido \u00e0 invalidez ou morte de familiar, mas 41% ainda creem que a chance disso ocorrer \u00e9 de 10%.<\/p>\n<p>O educador financeiro da Dsop, Reinaldo Domingos, acredita que essa realidade pode mudar. Segundo ele, os jovens j\u00e1 perceberam o risco de perder renda no futuro, seja por uma doen\u00e7a ou porque v\u00e3o se aposentar mais tarde.<\/p>\n<p>Se as regras mais duras defendidas pelo governo Temer forem aprovadas, tamb\u00e9m haver\u00e1 menos chance de obter o benef\u00edcio integral. O cen\u00e1rio de crise dificulta a amplia\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os pelas empresas, ao mesmo tempo em que reduz o or\u00e7amento dispon\u00edvel para que a popula\u00e7\u00e3o escolha fazer seguros por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Apesar disso, Franco sustenta que esse \u00e9 um planejamento de longo prazo &#8220;que transcende as discuss\u00f5es atuais&#8221;. O levantamento da Zurich ainda mostra que 72% dos brasileiros dizem ter recursos para at\u00e9 seis meses em caso de perda de renda.<\/p>\n<p>Para Domingos, as pessoas n\u00e3o entendem o conceito de sustentabilidade financeira. &#8220;Achamos que n\u00e3o vale a pena fazer um seguro com 40 anos, mas esquecem que podemos viver at\u00e9 os cem anos.&#8221; O educador explica que o ideal \u00e9 a pessoa ter uma reserva de dinheiro e um seguro.<\/p>\n<p>\u00c0 medida em que o tempo passa e a pessoa consegue fazer uma reserva maior, o pr\u00eamio do seguro vai diminuindo. Para Franco, da Zurich, o melhor momento para fazer um seguro \u00e9 quando se inicia a forma\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia.<\/p>\n<p><strong>Benef\u00edcios s\u00e3o obrigat\u00f3rios?<\/strong><\/p>\n<p>Os benef\u00edcios s\u00e3o adquiridos em negocia\u00e7\u00f5es coletivas entre os sindicatos, mas n\u00e3o est\u00e3o previstos na CLT. De todo modo, especialistas alertam que tudo que for acordado deve estar no contrato.<\/p>\n<p>Os benef\u00edcios s\u00e3o vantajosos para as empresas porque trazem incentivos fiscais e satisfazem o trabalhador. A CLT permite que o trabalhador receba at\u00e9 70% do sal\u00e1rio em utilidades e 30% em dinheiro. N\u00e3o entra na defini\u00e7\u00e3o de utilidades ou sal\u00e1rio in natura, transporte, educa\u00e7\u00e3o e vestu\u00e1rio, por exemplo. N\u00e3o \u00e9 permitido tamb\u00e9m restringir benef\u00edcios a uma fun\u00e7\u00e3o ou cargo espec\u00edfico.<\/p>\n<p><small>Fonte: <a href=\"http:\/\/revistapegn.globo.com\/\" target=\"_blank\">PEGN<\/a><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo feito pela seguradora Zurich em parceria com a Universidade de Oxford mostra que 67% do brasileiros preferem benef\u00edcios de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 renda, como seguros de vida e invalidez, a sal\u00e1rios maiores. 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