{"id":13862,"date":"2017-03-31T10:00:54","date_gmt":"2017-03-31T13:00:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=13862"},"modified":"2017-03-30T16:13:40","modified_gmt":"2017-03-30T19:13:40","slug":"italia-quer-aprovar-licenca-para-mulheres-que-sofrem-de-colicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/novidades\/italia-quer-aprovar-licenca-para-mulheres-que-sofrem-de-colicas\/","title":{"rendered":"It\u00e1lia quer aprovar licen\u00e7a para mulheres que sofrem de c\u00f3licas"},"content":{"rendered":"<p>A It\u00e1lia est\u00e1 prestes a adotar uma pol\u00edtica de licen\u00e7a para <strong>mulheres<\/strong> que sofrem com dores excessivas durante a menstrua\u00e7\u00e3o. Se a medida for aprovada pelo parlamento, as funcion\u00e1rias obter\u00e3o o direito de solicitar folgas remuneradas de tr\u00eas dias por m\u00eas \u2013 e o pa\u00eds ser\u00e1 o primeiro do mundo ocidental a contar com o benef\u00edcio.<\/p>\n<p>O impacto das dores menstruais na vida das italianas \u00e9 mensur\u00e1vel. De acordo com o jornal romano <a href=\"http:\/\/www.ilmessaggero.it\/primopiano\/cronaca\/congedo_mestruale_per_lavoratrici_italiane_proposta_legge-2311224.html\">Il Messagero<\/a>, entre 60% e 90% delas sofre com dores abdominais, de cabe\u00e7a, coluna, ou dist\u00farbios hormonais.<\/p>\n<p>Para 30% das italianas, as dores s\u00e3o t\u00e3o fortes que as deixam incapazes de levantar da cama por horas ou mesmo dias.<\/p>\n<p>Esse tipo de medida n\u00e3o \u00e9 completamente in\u00e9dita. No Jap\u00e3o, as mulheres t\u00eam a possibilidade de requisitar esse tipo de folga desde 1947.<\/p>\n<p>H\u00e1 mais exemplos orientais da medida: al\u00e9m de algumas prov\u00edncias da China, a Indon\u00e9sia tamb\u00e9m tem o direito garantido por constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na Coreia do Sul, as mulheres podem justificar faltas com atestados m\u00e9dicos ginecol\u00f3gicos desde 2001, e em Taiwan, desde 2013.<\/p>\n<p>As leis trabalhistas da It\u00e1lia j\u00e1 preveem certos benef\u00edcios para as mulheres. A licen\u00e7a maternidade, por exemplo, dura 5 meses, em que a funcion\u00e1ria ganha 80% do sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>Quando nasce uma crian\u00e7a, ambos os pais podem, tamb\u00e9m, solicitar mais at\u00e9 seis meses de folga, em que permanecem recebendo 30% do total.<\/p>\n<p>No entanto, a discrimina\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 respons\u00e1vel por um alto n\u00famero de demiss\u00f5es de mulheres por conta de gravidez. Mesmo sendo uma pr\u00e1tica ilegal, uma em cada quatro s\u00e3o demitidas durante a gesta\u00e7\u00e3o, de acordo com dados de 2014 do <a href=\"http:\/\/www.lastampa.it\/2014\/03\/01\/economia\/mamme-fuori-dal-mercato-del-lavoro-una-su-quattro-lo-perde-entro-due-anni-MYhNow5fvvTO7cNHotqP3L\/pagina.html\">ISTAT<\/a> (\u00f3rg\u00e3o italiano equivalente ao IBGE).<\/p>\n<p>Segundo declarou a economista e pesquisadora de pol\u00edticas p\u00fablicas Daniela Pizzalunga em entrevista ao <a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/news\/worldviews\/wp\/2017\/03\/24\/giving-italian-women-menstrual-leave-may-backfire-on-their-job-prospects\/?utm_term=.9fe54e6502b9\">Washington Post<\/a>, esse cen\u00e1rio pode ser determinante para que a desigualdade de g\u00eanero se intensifique. \u201cA demanda por funcion\u00e1rias mulheres pode diminuir, ou as mulheres podem ser penalizadas em termos de sal\u00e1rio e projeto de carreira\u201d, comenta.<\/p>\n<p>A opini\u00e3o \u00e9 compartilhada por Emily Martin, do Centro Nacional de Diretos da Mulher, dos EUA. \u201cEu admiro o que acredito ser a inten\u00e7\u00e3o da lei, que \u00e9 assegurar que as necessidades da mulher sejam contempladas tamb\u00e9m em seus trabalhos. Mas fico preocupada com o potencial que essa regra espec\u00edfica ao g\u00eanero feminino possui de criar retalia\u00e7\u00f5es e discrimina\u00e7\u00e3o\u201d, disse \u00e0 revista <a href=\"http:\/\/www.glamour.com\/story\/why-menstrual-leave-might-not-be-as-great-as-it-sounds\">Glamour<\/a>. Para ela, uma solu\u00e7\u00e3o melhor seria conceder a todos os trabalhadores um \u201cpacote de dias\u201d a serem usados em caso de doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A medida foi proposta por quatro deputadas do Partido Democr\u00e1tico italiano no dia 13 de Mar\u00e7o, e aguarda por aprova\u00e7\u00e3o do parlamento. No Brasil, projetos de lei que visavam garantir a \u201clicen\u00e7a menstrual\u201d foram apresentados a n\u00edvel municipal (um vereador de Guarulhos, regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, em novembro de 2015) e <a href=\"http:\/\/s.conjur.com.br\/dl\/deputado-propoe-licenca-menstrual.pdf\">federal<\/a> (ao final de 2016), mas ainda n\u00e3o houve maiores desdobramentos.<\/p>\n<p><small>Fonte: <a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\" target=\"_blank\">EXAME.com<\/a><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A It\u00e1lia est\u00e1 prestes a adotar uma pol\u00edtica de licen\u00e7a para mulheres que sofrem com dores excessivas durante a menstrua\u00e7\u00e3o. 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