{"id":14032,"date":"2017-05-09T11:39:46","date_gmt":"2017-05-09T14:39:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=14032"},"modified":"2017-05-09T11:39:46","modified_gmt":"2017-05-09T14:39:46","slug":"as-4-atitudes-dos-candidatos-que-mais-incomodam-os-recrutadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/dicas\/as-4-atitudes-dos-candidatos-que-mais-incomodam-os-recrutadores\/","title":{"rendered":"As 4 atitudes dos candidatos que mais incomodam os recrutadores"},"content":{"rendered":"<p>O mau momento do <b>mercado<\/b><b> <\/b><b>de<\/b><b> <\/b><b>trabalho<\/b> brasileiro faz com que os candidatos cheguem cada vez mais nervosos, aflitos e angustiados \u00e0s <b>entrevistas<\/b><b> <\/b><b>de<\/b><b> emprego<\/b>. \u00c9 compreens\u00edvel \u2014 mas todo esse estresse \u00e9 mais nocivo do que parece.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Fernando Martins, diretor da consultoria de recrutamento Hays Response, diz que a urg\u00eancia em\u00a0conseguir uma recoloca\u00e7\u00e3o, ironicamente, faz com que muita gente apresente <b>comportamentos<\/b> que terminam por afastar oportunidades.<\/p>\n<p>Em doses exageradas, a ansiedade tira a aten\u00e7\u00e3o, acentua cacoetes, atrapalha a espontaneidade da conversa e impede que o candidato revele plenamente o seu potencial na entrevista.<\/p>\n<p>\u201cO recrutador normalmente d\u00e1 um desconto, porque sabe que a crise deixa as pessoas mais tensas\u201d, diz Tatiana Penteado, gerente de mercado na consultoria Produtive. Mas \u00e0s vezes o afobamento \u00e9 tanto que se torna irritante e, para o preju\u00edzo do candidato, acaba por desviar o foco do que realmente importa.<\/p>\n<p>Mas quais atitudes realmente tiram os recrutadores do s\u00e9rio e devem ser evitadas a qualquer custo? Martins e Penteado fizeram uma lista com as principais. Confira:<\/p>\n<h3><b>1. N\u00e3o largar o celular<\/b><\/h3>\n<p>Parece surreal, mas at\u00e9 pessoas que est\u00e3o precisando urgentemente de trabalho n\u00e3o conseguem desgrudar dos smartphones durante a entrevista de emprego. \u00c0s vezes o apego \u00e0 telinha \u00e9 sutil: o candidato apenas checa rapidamente se h\u00e1 alguma notifica\u00e7\u00e3o entre uma frase e outra. Parece pouco, mas \u00e9 o bastante para sugerir ao recrutador que ele n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o interessado na oportunidade.<\/p>\n<p>\u201cA impress\u00e3o que fica para n\u00f3s \u00e9 a de superficialidade, embora muitas vezes o gesto seja irracional, autom\u00e1tico, ligado a uma necessidade cada vez maior de estar conectado o tempo todo\u201d, diz Martins. \u201c\u00c9 lament\u00e1vel, porque as pessoas est\u00e3o deixando de viver o momento presente e perdem oportunidades de relacionamento\u201d.<\/p>\n<p>Para cativar o entrevistador, o conselho do especialista \u00e9 dedicar toda a sua aten\u00e7\u00e3o a ele enquanto durar a conversa. Se tiver algum problema pessoal naquele dia, explique de antem\u00e3o que talvez precise atender um telefonema urgente no meio da entrevista. Se n\u00e3o, o smartphone deve estar bem guardado e no modo avi\u00e3o.<\/p>\n<h3><b>2. Exagerar na autopromo\u00e7\u00e3o<\/b><\/h3>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que todo candidato tentar\u00e1 \u201cse vender\u201d em uma entrevista de emprego. Mas h\u00e1 v\u00e1rias maneiras de fazer isso \u2014 e a pr\u00e1tica do autoelogio n\u00e3o \u00e9 a melhor delas. \u201c\u00c9 cansativo quando o profissional adota um tom muito narcisista na conversa,\u00a0dizendo que \u00e9 muito competente e que todos os seus resultados s\u00e3o exclusivamente por m\u00e9rito pr\u00f3prio\u201d, diz Penteado.<\/p>\n<p>O princ\u00edpio \u00e9 o mesmo que vale para os curr\u00edculos: quando o candidato se define como algu\u00e9m perseverante, criativo, dedicado e carism\u00e1tico no \u201cresumo de qualifica\u00e7\u00f5es\u201d, na verdade est\u00e1 dizendo que \u00e9 arrogante, prepotente e ing\u00eanuo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ineficaz, o elogio ao pr\u00f3prio comportamento n\u00e3o convence ningu\u00e9m. \u201cO recrutador acredita em quem consegue se promover de forma inteligente, com base em exemplos e hist\u00f3rias reais, que fa\u00e7am o outro tirar suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es sobre o seu talento\u201d, diz a gerente da Produtive.<\/p>\n<h3><b>3. N\u00e3o avisar que vai se atrasar<\/b><\/h3>\n<p>Tra\u00e7o da cultura brasileira, a falta de pontualidade n\u00e3o pega bem em processos seletivos. \u00c9 claro que imprevistos acontecem \u2014 mas \u00e9 obrigat\u00f3rio avisar que voc\u00ea chegar\u00e1 atrasado caso seja surpreendido por um engarrafamento, por exemplo.<\/p>\n<p>O melhor, claro, \u00e9 evitar a demora. Mesmo que o dia pare\u00e7a tranquilo, sem tr\u00e2nsito ou\u00a0previs\u00e3o de chuva, saia com anteced\u00eancia para chegar pelo menos 15 minutos mais cedo do que seria necess\u00e1rio. Al\u00e9m de evitar o problema em si, isso far\u00e1 com que voc\u00ea tenha tempo para relaxar um pouco antes de entrar na sala da entrevista.<\/p>\n<p>Se mesmo assim acontecer, \u00e9 importante ligar para o recrutador. Al\u00e9m de explicar claramente o motivo do atraso, \u00e9 bom dar uma estimativa de quanto tempo extra voc\u00ea necessitar\u00e1 para chegar. \u201cSem isso, a impress\u00e3o que fica \u00e9 que a pessoa n\u00e3o tem um bom planejamento e, principalmente, que n\u00e3o tem interesse na vaga\u201d, diz Martins.<\/p>\n<h3><b>4. Falar demais (ou de menos)<\/b><\/h3>\n<p>O nervosismo \u00e0s vezes se manifesta de formas opostas, mas igualmente inc\u00f4modas: a pessoa se torna verborr\u00e1gica, dando detalhes desnecess\u00e1rios sobre sua trajet\u00f3ria, ou se comporta de forma lac\u00f4nica, exigindo que o outro precise extrair informa\u00e7\u00f5es a conta-gotas.<\/p>\n<p>No primeiro caso, a situa\u00e7\u00e3o fica\u00a0ainda pior se a tagarelice incluir mentiras. Alguns candidatos \u201caumentam\u201d algumas informa\u00e7\u00f5es sobre si mesmos: dizem que conclu\u00edram cursos que s\u00f3 foram iniciados, afirmam ter ingl\u00eas fluente quando dominam apenas o b\u00e1sico e at\u00e9 exageram o tamanho das equipes que lideraram.<\/p>\n<p>O detalhe\u00a0\u00e9 que todos esses dados podem ser (e muitas vezes s\u00e3o) checados pelos entrevistadores. \u201c\u00c0s vezes perguntamos ao candidato qual foi o motivo de uma demiss\u00e3o, mesmo quando j\u00e1 sabemos a hist\u00f3ria que a empresa nos passou\u201d, diz Martins. \u201cQuando\u00a0as vers\u00f5es s\u00e3o diferentes, fica uma sensa\u00e7\u00e3o de desconfian\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p><small>Fonte: <a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\" target=\"_blank\">EXAME.com<\/a><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mau momento do mercado de trabalho brasileiro faz com que os candidatos cheguem cada vez mais nervosos, aflitos e angustiados \u00e0s entrevistas de emprego. \u00c9 compreens\u00edvel \u2014 mas todo esse estresse \u00e9 mais nocivo do que parece. 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