{"id":14250,"date":"2017-06-26T11:29:56","date_gmt":"2017-06-26T14:29:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=14250"},"modified":"2017-06-26T11:29:56","modified_gmt":"2017-06-26T14:29:56","slug":"a-promocao-nao-chega-nunca-veja-o-que-fazer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/dicas\/a-promocao-nao-chega-nunca-veja-o-que-fazer\/","title":{"rendered":"A promo\u00e7\u00e3o n\u00e3o chega nunca? Veja o que fazer"},"content":{"rendered":"<p>Quando n\u00e3o significa <b>desemprego<\/b>, a crise \u00e9 sin\u00f4nimo de estagna\u00e7\u00e3o. Quem sobreviveu \u00e0s ondas de demiss\u00f5es precisou aceitar tarefas adicionais, horas extras e press\u00e3o crescente por resultados \u2014 tudo isso sem se subir um mil\u00edmetro no organograma da companhia.<\/p>\n<p>Essa realidade aparece nitidamente em uma pesquisa recente da consultoria Page Personnel, segundo a qual 6 em cada 10 profissionais de \u00e1reas t\u00e9cnicas e de suporte \u00e0 gest\u00e3o n\u00e3o recebem uma <b>promo\u00e7\u00e3o <\/b>h\u00e1 mais de um ano no Brasil.<\/p>\n<p>O levantamento foi feito entre fevereiro e mar\u00e7o de 2017 com 283 entrevistados. A amostra inclui profissionais de \u00e1reas como engenharia, finan\u00e7as, vendas e marketing, log\u00edstica, opera\u00e7\u00f5es, recursos humanos, TI, secretariado e varejo.<\/p>\n<p>\u201cO custo fixo crescente, associado \u00e0 queda na receita, faz com que as empresas cortem funcion\u00e1rios e raramente ofere\u00e7am <strong>aumentos salariais<\/strong>\u00a0para os que ficam\u201d, explica Ricardo Haag, diretor da Page Personnel.<\/p>\n<p>Dos quase 60% de profissionais parados no mesmo cargo h\u00e1 um ano, 22,3% tamb\u00e9m n\u00e3o foram promovidos no ano anterior. J\u00e1 15,2% n\u00e3o foram al\u00e7ados a uma nova posi\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos 12 meses, mas tinham recebido a recompensa h\u00e1 dois anos.<\/p>\n<h3><b>Como reagir \u00e0 estagna\u00e7\u00e3o?<\/b><\/h3>\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o de imobilidade gera des\u00e2nimo, cinismo e propens\u00e3o \u00e0 queixa \u2014 rea\u00e7\u00f5es compreens\u00edveis, mas venenosas para a carreira a curto, m\u00e9dio e longo prazo.<\/p>\n<p>Segundo Haag, os poucos profissionais que conquistam promo\u00e7\u00f5es em meio \u00e0 crise s\u00e3o justamente aqueles que v\u00e3o na contram\u00e3o dessa tend\u00eancia: eles demonstram otimismo, disponibilidade e lealdade apesar da escassez de recompensas.<\/p>\n<p>Agir dessa forma n\u00e3o \u00e9 garantia de que voc\u00ea subir\u00e1 no organograma, mas \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o essencial para que isso eventualmente aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cO fator comportamental, sem d\u00favida, \u00e9 o mais decisivo para a ocorr\u00eancia de uma promo\u00e7\u00e3o em tempos t\u00e3o dif\u00edceis\u201d, explica. \u201cQuem assume uma postura negativa tende a ser demitido, e quem incorpora uma atitude positiva acaba sendo reconhecido, ainda que n\u00e3o imediatamente\u201d.<\/p>\n<p>Entre aqueles que ascenderam na carreira apesar da crise, 40,9% disseram que o motivo da recompensa foi o fato de terem atingido resultados e superado metas. Uma parcela de 17,3% assumiu novas responsabilidades, enquanto 7,7% investiram em qualifica\u00e7\u00e3o e 3,6% apostaram em relacionamento com os l\u00edderes. A mistura desses fatores foi a resposta de 30,5%.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 recente para cerca de 40% dos promovidos: 26,1% receberam a boa not\u00edcia h\u00e1 um ano e 14,5%, h\u00e1 seis meses. De acordo com Haag, a recompensa pode tardar, mas dificilmente falha. \u201cA balan\u00e7a provavelmente vai se equilibrar no curto prazo\u201d, resume. \u201cAssim que a situa\u00e7\u00e3o melhorar um pouco para a empresa, ela vai correr atr\u00e1s desses atrasos e promover quem merece\u201d, diz.<\/p>\n<h3><b>Alternativas<\/b><\/h3>\n<p>Ent\u00e3o a paci\u00eancia \u00e9 a melhor (ou \u00fanica) op\u00e7\u00e3o para quem est\u00e1 parado h\u00e1 muito tempo nos quadros da empresa?<\/p>\n<p>A resposta \u00e9 n\u00e3o. Em alguns casos, a busca por movimento \u00e9 melhor do que a espera. Segundo a pesquisa da Page Personnel, 53,7% dos profissionais estagnados na mesma fun\u00e7\u00e3o pretendem buscar uma nova vaga nos pr\u00f3ximos tr\u00eas meses. A ca\u00e7a por uma nova oportunidade ser\u00e1 feita entre seis e nove meses por 16%, ou no m\u00e1ximo daqui a um ano por 19,7%.<\/p>\n<p>Os satisfeitos s\u00e3o poucos: apenas 10,6% disseram que n\u00e3o pretendem mudar de empregador.<\/p>\n<p>Os principais fatores para dizer sim a um novo emprego s\u00e3o um sal\u00e1rio fixo mensal mais atrativo (29%), programas de acelera\u00e7\u00e3o de crescimento (23%), programas de recompensa (18%), investimento em conhecimento (15,2%) e b\u00f4nus e participa\u00e7\u00e3o nos lucros (14,8%).<\/p>\n<p>Segundo Haag, a melhor forma de decidir se voc\u00ea deve permanecer no seu \u00a0emprego ou sair em busca de uma nova oportunidade \u00e9 chamar o seu gestor para uma conversa franca sobre o futuro.<\/p>\n<p>\u201cHoje cada vez mais empresas abrem espa\u00e7os de di\u00e1logo para falar sobre carreira\u201d, explica. \u201cAproveite esse canal, fale sobre a aus\u00eancia de promo\u00e7\u00e3o e pergunte: \u2018Estou devendo algum tipo de entrega para a empresa? Se sim, o que posso fazer para melhorar? Se n\u00e3o, que expectativas posso ter sobre minha trajet\u00f3ria aqui dentro?\u2019\u201d.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o \u00e9 complexa e deve ser avaliada caso a caso. De qualquer forma, diz Haag, \u00e9 importante considerar fatores al\u00e9m da remunera\u00e7\u00e3o imediata, caso voc\u00ea se decida por abandonar o empregador atual. \u201cUma promo\u00e7\u00e3o ou aumento salarial podem trazer prazer, mas n\u00e3o felicidade\u201d, afirma ele. \u201cO mais importante \u00e9 tomar decis\u00f5es estrat\u00e9gicas para conseguir um trabalho com sentido e prop\u00f3sito para voc\u00ea\u201d.<\/p>\n<p><small>Fonte: <a href=\"http:\/\/exame.abril.com.br\/\" target=\"_blank\">EXAME.com<\/a><\/small><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando n\u00e3o significa desemprego, a crise \u00e9 sin\u00f4nimo de estagna\u00e7\u00e3o. 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