{"id":15309,"date":"2017-09-07T10:00:19","date_gmt":"2017-09-07T13:00:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=15309"},"modified":"2017-09-05T16:25:55","modified_gmt":"2017-09-05T19:25:55","slug":"estudo-mostra-reducao-salarial-media-de-23-com-terceirizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/estudo-mostra-reducao-salarial-media-de-23-com-terceirizacao\/","title":{"rendered":"Estudo mostra redu\u00e7\u00e3o salarial m\u00e9dia de 2,3% com terceiriza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A pouco mais de dois meses de a\u00a0<strong>reforma trabalhista\u00a0<\/strong>entrar em vigor no Brasil, um estudo da\u00a0Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)mostra que os impactos da<strong>\u00a0terceiriza\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho<\/strong>. De acordo com o estudo \u201cDiferencial de sal\u00e1rios da m\u00e3o de obra terceirizada no Brasil\u201d, de autoria dos economistas H\u00e9lio Zylberstajn (FEA-USP), Eduardo Zylberstajn (EESP-FGV) e Guilherme Stein (Funda\u00e7\u00e3o de Economia e Estat\u00edstica Siegfried Emanuel Heuser), o trabalhador que passou para uma empresa terceirizada teve uma perda salarial m\u00e9dia de 2,3%.<\/p>\n<p>Para se chegar ao n\u00famero, explica H\u00e9lio Zylberstajn, foram utilizados os dados de cerca de 13 milh\u00f5es de trabalhadores contidos na Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais), do Minist\u00e9rio do Trabalho, entre 2007 e 2014. Foram analisados os movimentos de pessoas que sa\u00edram do contrato direto para assumir fun\u00e7\u00e3o semelhante em uma prestadora de servi\u00e7os. O levantamento foi publicado na revista \u201cEstudos Econ\u00f4micos\u201d, da USP.<\/p>\n<p>&#8220;O objetivo do estudo \u00e9 mostrar que h\u00e1 um discurso alarmista sobre a terceiriza\u00e7\u00e3o a cerca de dois meses de a nova reforma trabalhista entrar em vigor. Terceiriza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 precariza\u00e7\u00e3o. Fizemos esse levantamento e tomamos o cuidado de comparar dados semelhantes. E percebemos uma queda m\u00e9dia de 2,3% no sal\u00e1rio quando o trabalhador passa a ser terceirizado&#8221;, diz Zylberstajn.<\/p>\n<div class=\"componente_materia\">\n<h3 class=\"intertitulo\">Contingente de 3 milh\u00f5es<\/h3>\n<\/div>\n<p>Segundo o economista, h\u00e1 uma generaliza\u00e7\u00e3o feita pelas centrais sindicais de que a terceiriza\u00e7\u00e3o reduz os sal\u00e1rios em 25%, o que, garante, n\u00e3o \u00e9 verdade. A Central \u00danica dos Trabalhadores (CUT), por exemplo, \u00e9 contra a terceiriza\u00e7\u00e3o.\u00a0Por outro lado, o estudo mostra que quem deixa de ser um prestador de servi\u00e7o em uma empresa terceirizada e \u00e9 contratado diretamente registra ganho salarial m\u00e9dio de 4,7%.<\/p>\n<p>O estudo mostra ainda, ressalta Zylberstajn, que apenas 6% dos cerca de 50 milh\u00f5es de trabalhadores formais s\u00e3o terceirizados atualmente:\u00a0&#8220;Ou seja, s\u00e3o 3 milh\u00f5es de pessoas. E n\u00e3o 13 milh\u00f5es, como vem sendo dito pelos sindicatos. Muito do que se fala de terceiriza\u00e7\u00e3o \u00e9 exagerado&#8221;.<\/p>\n<div class=\"componente_materia\">\n<h3 class=\"intertitulo\">Qualifica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<\/div>\n<p>O estudo conduzido pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) revela que os efeitos da terceiriza\u00e7\u00e3o variam de acordo com o setor analisado. Segundo o economista H\u00e9lio Zylberstajn, da FEA-USP e um dos autores do levantamento, em segmentos onde o n\u00edvel de qualifica\u00e7\u00e3o exigido do trabalhador \u00e9 maior, as diferen\u00e7as salariais para quem passa a ser terceirizado tendem a ser menores.<\/p>\n<p>O setor de pesquisa e desenvolvimento \u00e9 um exemplo. Pela pesquisa, quem passou a prestar os servi\u00e7os em uma empresa terceirizada viu o rendimento cair 2,47%. J\u00e1 no caso do telemarketing, o recuo chega a 8,81%.<\/p>\n<p>&#8220;Quando se observam os setores, a diferen\u00e7a dos sal\u00e1rios est\u00e1 relacionada ao grau de qualifica\u00e7\u00e3o. Em linhas gerais, quanto maior esta, menor a diferen\u00e7a entre os rendimentos&#8221;, destaca Zylberstajn.<\/p>\n<div class=\"componente_materia\">\n<h3 class=\"intertitulo\">&#8220;Aumentar a produtividade&#8221;<\/h3>\n<\/div>\n<p>O estudo \u201cDiferencial de sal\u00e1rios da m\u00e3o de obra terceirizada no Brasil\u201d traz ainda outros quatro setores analisados. No caso de seguran\u00e7a\/vigil\u00e2ncia, a terceiriza\u00e7\u00e3o elevou o sal\u00e1rio em 4,94%. Para os trabalhadores de montagem e manuten\u00e7\u00e3o de equipamentos, a terceiriza\u00e7\u00e3o reduziu o sal\u00e1rio em 5,94%. Percentuais semelhantes de queda foram observados nos setores de limpeza e conserva\u00e7\u00e3o (5,95%) e tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (5,48%).<\/p>\n<p>&#8220;Com o aumento esperado da terceiriza\u00e7\u00e3o (com a reforma trabalhista), \u00e9 poss\u00edvel acreditar que essas diferen\u00e7as possam cair a partir de agora. Mas tudo vai depender do setor. At\u00e9 hoje a terceiriza\u00e7\u00e3o n\u00e3o precarizou o trabalho. Ela \u00e9 bem-vinda se aumentar a a produtividade.&#8221;<\/p>\n<div id=\"aep-placement-br_globo_epocanegocios_in-read_native\" class=\"aep-ads aep-inline\">\n<div id=\"epocanegocios-native\">\n<div class=\"adm-header\">\n<div class=\"adm-logo\">Fonte: <a href=\"http:\/\/epocanegocios.globo.com\/Carreira\/noticia\/2017\/09\/terceirizacao-nao-precariza-emprego-aponta-estudo-da-usp.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00c9poca Neg\u00f3cios<\/a><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pouco mais de dois meses de a\u00a0reforma trabalhista\u00a0entrar em vigor no Brasil, um estudo da\u00a0Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)mostra que os impactos da\u00a0terceiriza\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho. 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