{"id":16566,"date":"2017-11-24T10:05:32","date_gmt":"2017-11-24T13:05:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=16566"},"modified":"2017-11-24T10:05:32","modified_gmt":"2017-11-24T13:05:32","slug":"evite-o-erro-que-quase-todo-jovem-comete-no-inicio-da-carreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/evite-o-erro-que-quase-todo-jovem-comete-no-inicio-da-carreira\/","title":{"rendered":"Evite o erro que quase todo jovem comete no in\u00edcio da carreira"},"content":{"rendered":"<p>Consultorias de recrutamento est\u00e3o acostumadas a um certo padr\u00e3o nos curr\u00edculos dos jovens: passagem de 3 meses em uma empresa, 9 meses em outra, 6 em uma terceira e assim por diante.<\/p>\n<p>Na hora entrevista, candidatos a est\u00e1gio e trainee\u00a0justificam as mudan\u00e7as constantes de emprego com frases como \u201cj\u00e1 tinha aprendido tudo que podia\u201d ou \u201csa\u00ed porque queria algo novo\u201d.<\/p>\n<p>Trajet\u00f3rias entrecortadas s\u00e3o resultado de um erro que cada vez mais gente comete no in\u00edcio da carreira: buscar satisfa\u00e7\u00e3o imediata logo na primeira experi\u00eancia profissional \u2014 e, uma vez contrariada essa expectativa, abandonar tudo e partir para a pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>\u201cO que n\u00e3o \u00e9 r\u00e1pido n\u00e3o serve para o jovem\u201d, diz Tiago Mavichian, diretor da Companhia de Est\u00e1gios. \u201cComo a tecnologia est\u00e1 sempre na palma da m\u00e3o, ele se acostumou a ter informa\u00e7\u00f5es imediatas, a ter respostas imediatas, o que acaba se estendendo para como enxerga a carreira\u201d.<\/p>\n<p>A facilidade de mudar de ideia e experimentar outras alternativas tamb\u00e9m estimula esse movimento fren\u00e9tico em busca de um ideal irrealiz\u00e1vel de trabalho. Segundo Mavichian, \u00e9 comum que o jovem n\u00e3o saiba justificar suas altern\u00e2ncias de emprego com um argumento objetivo, como sal\u00e1rio ou localiza\u00e7\u00e3o da empresa: em geral, a raz\u00e3o \u00e9 bastante vaga.<\/p>\n<p>Mas o que est\u00e1 por tr\u00e1s dessa inquieta\u00e7\u00e3o quase inexplic\u00e1vel, al\u00e9m dos \u00f3bvios efeitos da parafern\u00e1lia tecnol\u00f3gica? Na vis\u00e3o de Eduardo Ferraz, consultor em gest\u00e3o de pessoas, a ansiedade do jovem tamb\u00e9m pode ser entendida como resultado da prolifera\u00e7\u00e3o das profiss\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cTrinta anos atr\u00e1s, voc\u00ea podia ser m\u00e9dico, engenheiro, advogado, professor, contador, no m\u00e1ximo voc\u00ea tinha uma dezena de op\u00e7\u00f5es de carreira\u201d, explica. \u201cHoje, existem centenas de cursos universit\u00e1rios, e mais outras centenas de possibilidades de atua\u00e7\u00e3o para cada forma\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>No passado, quando n\u00e3o havia tantas alternativas, mesmo o jovem mais ambicioso ou impaciente era obrigado a esperar \u2014 nem que fossem 5 anos \u2014 para come\u00e7ar a se envolver em projetos realmente estimulantes.<\/p>\n<p>Agora, continua Ferraz, o mercado acena com um leque de op\u00e7\u00f5es t\u00e3o vasto que o jovem sente que pode estar \u201cperdendo seu tempo\u201d com a escolha que fez, e acaba ficando inclinado a trocar de emprego de forma irrefletida.<\/p>\n<h3>Consequ\u00eancias<\/h3>\n<p>Quem espera prazer imediato no come\u00e7o na carreira acaba por n\u00e3o concluir nenhum ciclo de aprendizado. \u201c\u00c9 um padr\u00e3o que forma profissionais incompletos, com conhecimentos superficiais e nenhum tipo de especializa\u00e7\u00e3o\u201d, diz Mavichian.<\/p>\n<p>Como a economia vai mal, h\u00e1 uma tend\u00eancia maior de permanecer no emprego atual. No entanto, o jovem se transforma em insatisfeito cr\u00f4nico, perde motiva\u00e7\u00e3o e acaba desperdi\u00e7ando oportunidades de desenvolvimento da mesma maneira.<\/p>\n<p>A crise pode ter algum efeito did\u00e1tico nesse sentido, diz Ferraz. \u201cAlguns j\u00e1 come\u00e7aram a cair na real e perceberam que n\u00e3o d\u00e1 para fazer o que se gosta logo de cara\u201d, explica.<\/p>\n<p>Para ele, um profissional considerado feliz e bem-sucedido ocupa 2\/3 do seu tempo no trabalho com atividades que lhe d\u00e3o prazer. Tarefas desagrad\u00e1veis, enfadonhas e irritantes ocupar\u00e3o o 1\/3 restante \u2014 n\u00e3o d\u00e1 para zerar essa parte.<\/p>\n<p>At\u00e9 chegar a esse ponto, por\u00e9m, \u00e9 preciso \u201cesquentar a cadeira\u201d e aceitar que nem sempre a rotina ser\u00e1 agrad\u00e1vel. Quer dizer que \u00e9 preciso se resignar, mesmo sendo infeliz no trabalho? De jeito nenhum, diz Ferraz. O segredo est\u00e1 em alterar a sua percep\u00e7\u00e3o das dificuldades e passar a ver a \u201ctarefa chata\u201d como etapa em um processo de longo prazo que culminar\u00e1 com a sua felicidade.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria ideia de felicidade, ali\u00e1s, precisa ser revista na opini\u00e3o do consultor. \u201cO jovem est\u00e1 muito acostumado a ver falsas representa\u00e7\u00f5es de felicidade nas redes sociais, e acaba fazendo compara\u00e7\u00f5es que o deixam muito insatisfeito\u201d, explica. \u201cEle acredita erroneamente que n\u00e3o gosta do trabalho, mas os outros sim, e que portanto ainda n\u00e3o encontrou o que ama\u201d.<\/p>\n<p>Ocorre que o contentamento com a profiss\u00e3o n\u00e3o depende de \u201cacertar um alvo\u201d, mas sim de fazer descobertas sobre as suas pr\u00f3prias fontes de prazer no trabalho, de forma lenta e paciente.<\/p>\n<p>Para Mavichian, n\u00e3o h\u00e1 nada de errado em experimentar, mudar de ideia ou perseguir \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o que tenham a ver com os seus interesses. O movimento \u00e9 bem-vindo; s\u00f3 \u00e9 preciso cuidar do ritmo.<\/p>\n<p>\u201cPermane\u00e7a no emprego no m\u00ednimo por 12 meses, antes de experimentar o pr\u00f3ximo\u201d, aconselha. \u201cE lembre-se que, em algum momento, voc\u00ea vai precisar escolher uma \u00e1rea e se dedicar realmente a ela\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/carreira\/evite-o-erro-que-quase-todo-jovem-comete-no-inicio-da-carreira\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">EXAME<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Consultorias de recrutamento est\u00e3o acostumadas a um certo padr\u00e3o nos curr\u00edculos dos jovens: passagem de 3 meses em uma empresa, 9 meses em outra, 6 em uma terceira e assim por diante. 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