{"id":17625,"date":"2018-01-30T15:06:08","date_gmt":"2018-01-30T18:06:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=17625"},"modified":"2018-01-30T15:06:08","modified_gmt":"2018-01-30T18:06:08","slug":"21-duvidas-sobre-carreira-e-mercado-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/mercado-de-trabalho\/21-duvidas-sobre-carreira-e-mercado-de-trabalho\/","title":{"rendered":"21 d\u00favidas sobre carreira e mercado de trabalho"},"content":{"rendered":"<p>Alcan\u00e7ar o sucesso na carreira n\u00e3o \u00e9 algo que se consiga do dia para a noite. Uma s\u00e9rie de quest\u00f5es, como manter-se sempre atualizado, entender o mercado de trabalho, administrar conflitos com chefes, impor desafios a si mesmo e assumir riscos s\u00e3o fundamentais para ser um bom profissional. VEJA ouviu quatro especialistas em carreira e elencou 21 d\u00favidas bastante comuns no dia a dia do mundo dos neg\u00f3cios. Saiba quais s\u00e3o elas:<\/p>\n<p><strong>1 \u2013 Como e quando posso pedir aumento de sal\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o existe uma regra sobre quando \u00e9 o melhor momento para pedir aumento de sal\u00e1rio. Segundo a professora Anna Cherubina Scofano, coordenadora do curso de capacita\u00e7\u00e3o em RH da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) e mentora de carreiras, a primeira coisa que a pessoa precisa \u00e9 ter no\u00e7\u00e3o daquilo que est\u00e1 produzindo de diferencial e do que est\u00e1 oferecendo em contrapartida para que a empresa lhe d\u00ea um aumento. \u201cQuem quer pedir aumento tem que mostrar resultados de forma clara. Se tiver uma linguagem num\u00e9rica, como por exemplo, mostrar que aumentou as vendas no \u00faltimo bimestre, melhor ainda\u201d, diz. Outro fator fundamental \u00e9 saber quanto quer receber de aumento e iniciar uma negocia\u00e7\u00e3o de valor de forma clara. \u201cSe deixar a defini\u00e7\u00e3o do valor nas m\u00e3os do gestor, o funcion\u00e1rio pode receber abaixo do que esperava.\u201d<\/p>\n<p><strong>2 \u2013 Quando vale a pena fazer MBA?<\/strong><\/p>\n<p>Para a professora Anna Cherubina Scofano, sempre que for poss\u00edvel para a pessoa. Hoje em dia, num mercado de trabalho competitivo, a gradua\u00e7\u00e3o equivale ao ensino m\u00e9dio \u2013 todo mundo tem um curso de n\u00edvel superior. A p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o \u00e9 um \u201c<em>up to date<\/em>\u201d, uma atualiza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria e que agrega muito ao curr\u00edculo do profissional. \u201cSe o profissional quer crescer dentro da empresa e atingir cargos de ger\u00eancia e dire\u00e7\u00e3o, um MBA \u00e9 essencial, assim como o dom\u00ednio da l\u00edngua inglesa. Um detalhe importante, ressalta a professora, \u00e9 que o MBA deve ser feito apenas por profissionais que j\u00e1 tenham pelo menos uns quatro anos de experi\u00eancia. \u201cO MBA \u00e9 um curso mais estrat\u00e9gico e direcionado para quem j\u00e1 atua em determinada \u00e1rea, diferentemente de uma especializa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 mais gen\u00e9rica\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>3 \u2013 De que maneira resolver conflito com chefes dif\u00edceis?<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o muito delicada e que requer alguns cuidados. Para a psic\u00f3loga e coach de carreiras do Instituto Orienta, Taissa Mariotti, o primeiro passo \u00e9 buscar entender o perfil do gestor que \u00e9 considerado dif\u00edcil e tentar estabelecer um canal de di\u00e1logo com ele. \u201c\u00c9 importante que o liderado tamb\u00e9m se imponha\u201d, diz. Caso n\u00e3o consiga estabelecer um di\u00e1logo com o chefe, o segundo passo \u00e9 procurar o RH da empresa ou algum outro gestor de confian\u00e7a para expor o problema e tentar buscar uma solu\u00e7\u00e3o. Se ainda assim n\u00e3o funcionar, a dica \u00e9 come\u00e7ar a olhar para o mercado. \u201cTodo profissional precisa de qualidade de vida. Se depois de v\u00e1rias tentativas de di\u00e1logo a situa\u00e7\u00e3o continuar dif\u00edcil, a sugest\u00e3o \u00e9 buscar um novo emprego\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>4 \u2013 Virei chefe do meu ex-chefe. Como proceder?<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o incomum, mas que pode acontecer. A sugest\u00e3o \u00e9 chamar o ex-chefe para uma boa conversa e alinhar as expectativas, demonstrando que aquele n\u00e3o \u00e9 um ambiente de competir e sim de unir for\u00e7as. \u201cProcure criar um ambiente favor\u00e1vel do ponto de vista emocional, demonstrando que os dois buscam os mesmos resultados para a empresa\u201d, orienta Carlos Eduardo Altona, s\u00f3cio-diretor da Exec (empresa de sele\u00e7\u00e3o e recrutamento de executivos e consultora de recursos humanos). Fernanda Schr\u00f6der, gerente nacional de carreiras do Ibmec, compartilha a mesma opini\u00e3o e refor\u00e7a a import\u00e2ncia de se estabelecer um bom v\u00ednculo e de criar empatia. \u201c\u00c9 preciso ter profissionalismo, acima de tudo. E uma boa conversa mostrando o papel de cada um a partir daquele momento.\u201d<\/p>\n<p><strong>5 \u2013 Como reclamar de sobrecarga de trabalho sem parecer pregui\u00e7oso?<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro passo \u00e9 chamar o gestor para conversar sobre as expectativas do que ele espera que seja entregue, especialmente no caso de um profissional que esteja acumulando fun\u00e7\u00e3o de dois ou tr\u00eas. Apresente fatos e dados, com uma abordagem que seja numericamente mensur\u00e1vel, e defina as prioridades. \u201cEnumere as atividades e apresente um cronograma do que consegue entregar em determinado prazo. Alinhar as expectativas \u00e9 fundamental para que o gestor entenda as raz\u00f5es da sobrecarga\u201d, orienta Fernanda Schr\u00f6der, do Ibmec. Carlos Eduardo, da Exec, sugere ainda que o colaborador apresente propostas de solu\u00e7\u00e3o para resolver o problema. \u201cTodo chefe prefere receber uma sugest\u00e3o de solu\u00e7\u00e3o a ouvir uma reclama\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><strong>6 \u2013 Devo comunicar ao meu atual chefe que recebi convite para uma entrevista de emprego?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o existe certo e errado, tudo depende do ambiente de trabalho, das rela\u00e7\u00f5es e do contexto. Mas, a princ\u00edpio, o profissional n\u00e3o deve falar nada. \u201cToda pessoa tem direito de participar de uma entrevista de emprego. E ela \u00e9 s\u00f3 o primeiro passo dentro de um processo seletivo, que tem v\u00e1rias etapas\u201d, diz Ta\u00edssa Mariotti. \u201cTrata-se de um assunto exclusivamente pessoal. O fato de um funcion\u00e1rio participar de uma entrevista de emprego n\u00e3o significa que ele est\u00e1 traindo a empresa onde trabalha\u201d, pondera Carlos Eduardo. Para ele, caso esse fato seja comunicado ao gestor, pode ser que surja uma instabilidade no atual emprego. \u201cO chefe pode entender que a pessoa est\u00e1 desmotivada, insatisfeita. Pode entender que falta comprometimento no caso de uma poss\u00edvel promo\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p><strong>7 \u2013 Percebi que uma colega est\u00e1 sendo assediada. Como devo proceder?<\/strong><\/p>\n<p>Qualquer tipo de ass\u00e9dio, seja moral, sexual, religioso, deve ser denunciado pelos meios estabelecidos pela empresa \u2013 pode ser via RH,\u00a0 por canais eletr\u00f4nicos, ou diretamente com o gestor. O ideal \u00e9 percorrer os meios legais estabelecidos pela empresa para fazer a den\u00fancia. Para Carlos Eduardo, da Exec, o primeiro passo \u00e9 procurar a v\u00edtima e estimul\u00e1-la a fazer ela mesma a den\u00fancia para evitar situa\u00e7\u00f5es de conflitos \u00e9ticos. Fernanda Schr\u00f6der tamb\u00e9m recomenda que a pr\u00f3pria v\u00edtima fa\u00e7a a den\u00fancia. \u201c\u00c9 preciso evitar prejulgamentos.\u201d<\/p>\n<p><strong>8 \u2013 J\u00e1 tenho um tempo de empresa. Devo me candidatar a programas de trainee?<\/strong><\/p>\n<p>Em geral, os programas de treinamento s\u00e3o limitados a profissionais com, no m\u00e1ximo, dois anos de formado. Caso queira participar de um processo do tipo, \u00e9 preciso avaliar onde pretende chegar com o programa de treinamento e onde est\u00e1 hoje. \u201cEu j\u00e1 tenho emprego e um pouco de experi\u00eancia. O que um programa de trainee pode agregar \u00e0 minha carreira? Se a pessoa elencar v\u00e1rios pontos, com certeza vale a pena se candidatar\u201d, avalia Ta\u00edssa Mariotti, do Instituto Orienta.<\/p>\n<p><strong>9 \u2013 J\u00e1 domino o ingl\u00eas. Para uma terceira l\u00edngua \u00e9 melhor priorizar o espanhol ou outro idioma menos comum, como o mandarim?<\/strong><\/p>\n<p>Sem d\u00favida nenhuma, o ingl\u00eas deve ser a primeira l\u00edngua em que um profissional deve investir. Aprender uma terceira l\u00edngua depende do cen\u00e1rio em que o profissional est\u00e1 inserido. Para Carlos Eduardo, se a pessoa trabalha em uma multinacional francesa, por exemplo, e tem planos de permanecer na empresa por longo prazo, vale a pena investir no franc\u00eas como terceira l\u00edngua. O mesmo se estiver em uma empresa italiana, alem\u00e3 etc. Mas, se a pessoa tiver que escolher uma l\u00edngua por import\u00e2ncia, o espanhol seria a mais indicada. \u201cNum outro momento, a muito longo prazo, talvez investir no mandariam seja uma boa alternativa. Mas trata-se de um idioma muito complexo e, na maioria das multinacionais, o ingl\u00eas \u00e9 aceito como l\u00edngua universal\u201d, avalia.<\/p>\n<p><strong>10 \u2013 Estou insatisfeito no trabalho. Qual o primeiro passo para mudar de carreira?<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro passo \u00e9 descobrir se a insatisfa\u00e7\u00e3o \u00e9 com a empresa, com o emprego ou com a carreira escolhida. \u00c9 preciso definir o que n\u00e3o quer mais e o que busca para se sentir satisfeito. A partir de ent\u00e3o, ap\u00f3s entender as raz\u00f5es, \u00e9 preciso adequar o curr\u00edculo \u00e0 vaga que considera ideal, fazer cursos de atualiza\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o e planejar de que forma ser\u00e1 feita essa transi\u00e7\u00e3o. \u201cMuitas vezes, mudar para um emprego com mais qualidade de vida, por exemplo, significa reduzir a remunera\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso ter planejamento\u201d, orienta Fernanda Schr\u00f6der.<\/p>\n<p><strong>11 \u2013 Depois de quanto tempo sem aumento de sal\u00e1rio isso significa que estou estagnado na empresa?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o existe uma regra espec\u00edfica para isso. Observar a quest\u00e3o do sal\u00e1rio sozinha, sem avaliar o contexto do mercado e da carreira, \u00e9 muito relativo. Para Carlos Eduardo, da Exec, tudo depende de como est\u00e1 o mercado de trabalho, da experi\u00eancia daquele profissional e do est\u00e1gio em que ele se encontra na carreira. Uma sugest\u00e3o \u00e9 saber se a empresa possui planos de carreira com pr\u00e9-requisitos para promo\u00e7\u00f5es ou aumentos de sal\u00e1rio por m\u00e9rito. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso ficar atento \u00e0s avalia\u00e7\u00f5es de desempenho feitas pela empresa nos \u00faltimos meses. \u201cMuitos fatores influenciam, mas, sendo bem generalista, se um bom profissional ficar mais do que tr\u00eas anos sem ter um aumento, pode considerar que est\u00e1 com a carreira estagnada\u201d, avalia Carlos Eduardo, da Exec.<\/p>\n<p><strong>12 \u2013 Quais os sinais de que posso estar prestes a ser demitido?<\/strong><\/p>\n<p>Em linhas gerais, a pessoa deve observar o movimento da empresa: se est\u00e1 passando por uma crise, por uma reestrutura\u00e7\u00e3o, por situa\u00e7\u00f5es normais no mercado de trabalho. Nesse caso, uma suposta demiss\u00e3o seria por raz\u00f5es n\u00e3o profissionais. Caso contr\u00e1rio, o pr\u00f3prio colaborador consegue perceber os sinais, que come\u00e7am com avalia\u00e7\u00f5es ruins de desempenho e com entregas comprometidas, atrasadas ou com problemas. \u201cCaso o profissional perceba que n\u00e3o tem sido chamado para os novos projetos da empresa, pode acender o sinal amarelo que tem algo errado\u201d, orienta a psic\u00f3loga Ta\u00edssa Mariotti.<\/p>\n<p><strong>13 \u2013 Fui demitido. E agora? Quais os pr\u00f3ximos passos para a recoloca\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro passo \u00e9 entender a raz\u00e3o da demiss\u00e3o: foi movimento natural do mercado? Foi falta de comprometimento do profissional? Foi falta de qualifica\u00e7\u00e3o para a vaga? Definido isso, o profissional deve adequar o seu perfil no Linkedin, atualizar o curr\u00edculo destacando as compet\u00eancias e o que procura, buscar uma rede de networking para estabelecer contatos e se atualizar.<\/p>\n<p><strong>14 \u2013 Sou ansioso e desorganizado. Como evitar que isso atrapalhe minhas tarefas?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso saber lidar com a ansiedade e, para isso, existem cursos para desenvolvimento da intelig\u00eancia emocional e autoconhecimento. Fazer perguntas como: \u201cpor que n\u00e3o sou pontual?\u201d, \u201cpor que n\u00e3o consigo entregar meu trabalho no prazo?\u201d, \u201cquais os impactos disso na minha carreira?\u201d ajudam a definir a origem do problema. \u201c\u00c9 preciso desenvolver t\u00e9cnicas de trabalho, por meio de orienta\u00e7\u00f5es de coaching, para evitar que isso atrapalhe no dia a dia\u201d, sugere Anna Cherubina, da FGV.<\/p>\n<p><strong>15 \u2013 Posso recusar uma transfer\u00eancia na empresa?<\/strong><\/p>\n<p>Depende. Em geral, quando surge um pedido de transfer\u00eancia significa que a empresa est\u00e1 confiando no trabalho do profissional. Caso haja uma recusa, a empresa pode entender que a pessoa n\u00e3o quer sair da zona de conforto, que n\u00e3o quer desafios e, por isso, ela pode ser colocada \u201cna geladeira\u201d. Al\u00e9m disso, muitas empresas costumam perguntar ao colaborador ainda no processo de sele\u00e7\u00e3o se ele tem disponibilidade para viagens ou mudan\u00e7as. Ent\u00e3o \u00e9 preciso estar atento. \u201cUma das sugest\u00f5es \u00e9 negociar com o chefe um per\u00edodo determinado de transfer\u00eancia, por exemplo, por dois anos. Recusar pode n\u00e3o ser um bom caminho\u201d, avalia Anna Cherubina.<\/p>\n<p><strong>16 \u2013 Como lidar com as redes sociais? Posso perder meu emprego ou uma boa vaga se falar de pol\u00edtica no meu perfil social, por exemplo?<\/strong><\/p>\n<p>A pessoa pode tudo nas redes sociais, mas elas s\u00e3o meios de observa\u00e7\u00e3o e podem, sim, atrapalhar uma contrata\u00e7\u00e3o ou provocar uma demiss\u00e3o. Muitas empresas n\u00e3o gostam de contratar militantes partid\u00e1rios. Se a empresa achou o profissional por meio de uma rede social (Linkedin, por exemplo), \u00e9 natural que ela busque informa\u00e7\u00f5es em outros canais tamb\u00e9m. \u201cQualquer pessoa pode perder uma vaga de acordo com o que publica no Facebook. Assim, \u00e9 melhor evitar expor opini\u00f5es que gerem discuss\u00f5es\u201d, orienta Anna Cherubina.<\/p>\n<p><strong>17 \u2013 Meu chefe me ofereceu uma vaga no exterior, mas em um cargo inferior ao que eu exer\u00e7o atualmente. Vale a pena aceitar?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, sempre vale a pena a experi\u00eancia de morar e trabalhar no exterior. Isso vai agregar ao curr\u00edculo a experi\u00eancia profissional, o contato com outro idioma, a quest\u00e3o de conviver com outra cultura. \u201cEsses benef\u00edcios s\u00e3o impag\u00e1veis. Essa \u00e9 uma oportunidade de crescer como um todo\u201d, diz Anna Cherubina, da FGV. Al\u00e9m disso, receber esse tipo de proposta \u00e9 incomum e a experi\u00eancia internacional s\u00f3 agrega valor ao curr\u00edculo. \u201cEu, como recrutador, com certeza valorizo o profissional que traz isso no curr\u00edculo\u201d, afirmou Carlos Eduardo, da Exec.<\/p>\n<p><strong>18 \u2013 Tive uma ideia de projeto para a empresa mas, em geral, tudo esbarra no meu chefe. Vale a pena pular a hierarquia para mostrar o meu projeto ou isso pode gerar um mal-estar?<\/strong><\/p>\n<p>Jamais um profissional deve desrespeitar a hierarquia de uma empresa. Isso pode ser visto como uma atitude anti\u00e9tica, antiprofissional e de insubordina\u00e7\u00e3o. Sempre a melhor alternativa \u00e9 procurar primeiro o gestor imediato. Uma outra sugest\u00e3o, mais informal, seria comentar sobre a exist\u00eancia dessa ideia em uma situa\u00e7\u00e3o em que o gestor e o chefe dele estejam juntos. \u201cPular a hierarquia com certeza vai gerar um mal-estar desnecess\u00e1rio. Procure criar uma boa rela\u00e7\u00e3o com o seu gestor e com o chefe dele, assim o projeto pode ser apresentado sem problemas\u201d, orienta Carlos Eduardo, da Exec.<\/p>\n<p><strong>19 \u2013 Posso recusar o convite do meu chefe para uma happy hour?<\/strong><\/p>\n<p>Sim, e isso deve ser feito da maneira mais natural poss\u00edvel, sem nenhum constrangimento. Explicar que tem um compromisso, por exemplo, \u00e9 uma boa alternativa. Vale lembrar que nem sempre um convite para happy hour significa algum tipo de ass\u00e9dio. Pode ser apenas um momento de descontra\u00e7\u00e3o entre colegas de trabalho.<\/p>\n<p><strong>20 \u2013 Meu chefe me prop\u00f4s um novo cargo, mas n\u00e3o me sinto preparado. Devo dizer isso a ele ou aceitar o desafio?<\/strong><\/p>\n<p>O ideal \u00e9 que o profissional n\u00e3o recuse a oferta. Se a empresa est\u00e1 propondo um novo cargo \u00e9 porque acredita no potencial do profissional. Se a pessoa recusar, pode demonstrar inseguran\u00e7a. Caso realmente n\u00e3o se sinta preparado para o cargo, converse com o gestor, diga que aceita o desafio e pe\u00e7a um tempo para se preparar para a nova fun\u00e7\u00e3o. \u201cMinha orienta\u00e7\u00e3o \u00e9: assuma o desafio e corra atr\u00e1s de se atualizar\u201d, diz Anna Cherubina. Para ela, o \u00fanico caso de recusar a nova fun\u00e7\u00e3o seria se a oferta fosse em uma \u00e1rea de que a pessoa realmente n\u00e3o gosta. \u201cSe isso acontecer, a m\u00e9dio prazo a pessoa tende a se frustrar.\u201d<\/p>\n<p><strong>21 \u2013 Sou mulher e pretendo ter filhos, mas gravidez \u00e9 um tabu na empresa. Devo comunicar ao meu chefe quando quiser engravidar?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o, de jeito nenhum. A decis\u00e3o de ter um filho \u00e9 uma decis\u00e3o exclusivamente da mulher, de car\u00e1ter pessoal. Ela n\u00e3o tem obriga\u00e7\u00e3o nenhuma de comunicar a empresa de que est\u00e1 tentando engravidar. Gravidez n\u00e3o \u00e9 doen\u00e7a e o fato de ela ter um filho n\u00e3o significa que ela vai abandonar o emprego. \u201cPela minha experi\u00eancia em recrutamento, essa \u00e9 uma quest\u00e3o cada vez mais secund\u00e1ria, mas ainda acontece em algumas empresas. Assim, tendo tomado a decis\u00e3o de engravidar, n\u00e3o precisa comunicar ningu\u00e9m. Isso s\u00f3 deve ser feito quando a mulher j\u00e1 estiver gr\u00e1vida\u201d, afirmou Carlos Eduardo. \u201cEssa \u00e9 uma escolha pessoal da mulher e toda empresa sabe que corre esse risco ao contratar uma mulher\u201d, finaliza a psic\u00f3loga Ta\u00edssa Mariotti.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/economia\/21-duvidas-sobre-carreira-e-mercado-de-trabalho\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">VEJA<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alcan\u00e7ar o sucesso na carreira n\u00e3o \u00e9 algo que se consiga do dia para a noite. 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