{"id":21381,"date":"2018-08-20T11:56:18","date_gmt":"2018-08-20T14:56:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=21381"},"modified":"2018-08-20T11:56:18","modified_gmt":"2018-08-20T14:56:18","slug":"linkedin-lanca-ferramenta-de-cursos-online-com-aulas-em-portugues","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/linkedin-lanca-ferramenta-de-cursos-online-com-aulas-em-portugues\/","title":{"rendered":"LinkedIn lan\u00e7a ferramenta de cursos online com aulas em portugu\u00eas"},"content":{"rendered":"<p>No Brasil desde novembro de 2011, o\u00a0<strong>LinkedIn\u00a0<\/strong>teve uma evolu\u00e7\u00e3o quase viral, \u00e9 o que diz Milton Beck, diretor geral da empresa para a Am\u00e9rica Latina. A rede social profissional que come\u00e7ou no pa\u00eds com apenas 6 milh\u00f5es de usu\u00e1rios se expandiu para 34 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cOs primeiro usu\u00e1rios eram pessoas muito envolvidas em tecnologia e profissionais com m\u00e9dia ger\u00eancia. Hoje a rede cobre todo tipo de profissional, desde os jovens saindo de escolas t\u00e9cnicas e universidades at\u00e9 CEOs e presidentes de conselhos\u201d, fala o diretor.<\/p>\n<p>Funcion\u00e1rio mais antigo da rede social no Brasil, Milton Beck deu entrevista exclusiva para\u00a0<strong>EXAME<\/strong>\u00a0para falar sobre o novo passo da plataforma no pa\u00eds: o LinkedIn Learning.<\/p>\n<p>A ferramenta j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel em cinco idiomas, tem mais de 15 mil cursos globais e agora passa a oferecer tamb\u00e9m forma\u00e7\u00f5es online para os usu\u00e1rios brasileiros que quiserem atualizar habilidades e impulsionar suas carreiras.<\/p>\n<p>Em primeiro momento, ser\u00e3o 82 cursos em portugu\u00eas. Em um ano, eles esperam disponibilizar 200. Os assuntos e habilidades s\u00e3o variados, mas ao concluir um curso, seu certificado ficar\u00e1 no seu perfil.<\/p>\n<p>Com o recurso, quem concluir um curso poder\u00e1 compartilhar a conquista no seu feed de not\u00edcias, fazer recomenda\u00e7\u00f5es e conferir as aulas que est\u00e3o em alta entre profissionais da sua \u00e1rea.<\/p>\n<p>H\u00e1 cursos, por exemplo, para quem quer dominar o Excel ou PowerPoint. Mas, os temas comportamentais dominam: 66 dos 82 cursos s\u00e3o focados nas chamadas soft skills. Os usu\u00e1rios poder\u00e3o aprender e certificar que possuem um treinamento em temas lideran\u00e7a, resili\u00eancia, mentoria, foco, entre outras.<\/p>\n<p>Segundo Beck, as empresas come\u00e7aram a perceber a import\u00e2ncia de desenvolver seus funcion\u00e1rios para que trabalhem bem em conjunto e para um objetivo comum. \u201cNessa \u00e9poca de tecnologia, o profissional faz a diferen\u00e7a e deve continuar se desenvolvendo para n\u00e3o ficar ultrapassado\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de conte\u00fado dentro do LinkedIn j\u00e1 tem crescido com a presen\u00e7a de influenciadores de carreira e uma m\u00e9dia de 12 mil artigos escritos por semana. Assim, os cursos tamb\u00e9m contar\u00e3o com o conhecimento de algumas dessas personalidades de destaque da rede. A especialista Flavia Gamonar, por exemplo, dar\u00e1 aulas de como aproveitar ao m\u00e1ximo os recursos da rede.<\/p>\n<p>O recurso do Learning funcionar\u00e1 atrav\u00e9s de assinatura ou por meio da vers\u00e3o Premium. Alguns conte\u00fados ser\u00e3o abertos para todos. O curso de Flavia Gamonar \u00e9 gratuito, mas a maioria do conte\u00fados \u00e9 paga.<\/p>\n<p>Confira a entrevista completa com Milton Beck sobre a rede social e o mercado de trabalho no Brasil:<\/p>\n<p><strong>EXAME: Desde que chegou ao Brasil, como o LinkedIn se transformou? Como est\u00e1 o crescimento da rede no pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Milton Beck:<\/strong>\u00a0Come\u00e7ou em novembro de 2011 e hoje sou o funcion\u00e1rio mais antigo. Entramos no Brasil com 6 milh\u00f5es de usu\u00e1rios. E come\u00e7amos a explicar a import\u00e2ncia de ter um perfil no LinkedIn, que aquilo n\u00e3o era um curr\u00edculo. Na \u00e9poca, diretores e CEOs tinham receio de colocar o perfil, pois parecia que estavam procurando emprego. \u00c9 bem interessante ver que isso mudou. Eu argumentava: se o Bill Gates tem um perfil, ele est\u00e1 procurando emprego? E ent\u00e3o a rede evoluiu de uma forma quase viral, com aceita\u00e7\u00e3o massiva da plataforma. Desde 2012, temos crescido quase 100 mil novos usu\u00e1rio toda semana. De 6 milh\u00f5es para 34 milh\u00f5es em 2018.<\/p>\n<p>A partir de ent\u00e3o, come\u00e7amos a mostrar todos os benef\u00edcios que os profissionais poderiam ter ao usar o LinkedIn, de poder se sobressair mais, alavancar a carreira, ter conhecimentos extras, fazer seu networking e tamb\u00e9m procurar oportunidades. O LinkedIn era uma coisa nova, as outras redes sociais eram voltadas para o entretenimento. Entramos no Brasil, agora operamos a Am\u00e9rica Latina inteira.<\/p>\n<p><strong>EXAME: E como mudou a rela\u00e7\u00e3o do brasileiro com a plataforma?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Milton Beck:<\/strong>\u00a0No come\u00e7o, os primeiro usu\u00e1rios eram pessoas muito envolvidas em tecnologia e profissionais com m\u00e9dia ger\u00eancia. Se pegar a pir\u00e2mide de cargos, est\u00e1vamos no meio. Expandimos para a base e para o topo, hoje a rede cobre todo tipo de profissional, desde os jovens saindo de escolas t\u00e9cnicas e universidades at\u00e9 CEOs e presidentes de conselhos.<\/p>\n<p>Acho que a import\u00e2ncia est\u00e1 na mudan\u00e7a do m\u00e9todo de procurar oportunidades, que estava relacionado a enviar o curr\u00edculo e torcer para ser escolhido. Isso evoluiu de moda que hoje tentam entender melhor o que as empresas buscam, conhecer mais o mercado, ler o conte\u00fado do feed, fazer networking. Hoje sabemos que dois ter\u00e7os das pessoas na plataforma n\u00e3o est\u00e3o procurando emprego, mas que o perfil virou um cart\u00e3o de visitas, onde voc\u00ea faz contatos e investe tempo na evolu\u00e7\u00e3o da carreira.<\/p>\n<p><strong>EXAME: Por que trazer o LinkedIn Learning pro Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Milton Beck:<\/strong>\u00a0Acho que est\u00e1 dentro do valor que temos para o usu\u00e1rio de ajudar a alavancar sua carreira. Muitas vezes suas habilidades n\u00e3o eram mais v\u00e1lidas e procuram por novas, queremos ajud\u00e1-los a se desenvolverem e saber quais habilidades precisam aprender. Partindo dessa premissa, o LinkedIn comprou o Lynda, que possu\u00eda milhares de treinamentos e o incorporou a plataforma.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 os cursos s\u00e3o interessantes, mas o site ajuda a indicar o melhor curso segundo seu perfil. S\u00e3o 82 cursos agora com foco em cursos de soft skills, n\u00e3o apenas para aprender Excel ou programa\u00e7\u00e3o, como saber a melhor forma de enfrentar conversas dif\u00edceis, estabelecer empatia em reuni\u00f5es e enfrentar adversidades.<\/p>\n<p><strong>EXAME: Qual a import\u00e2ncia de uma ferramenta de educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia na rede do LinkedIn no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Milton Beck:<\/strong>\u00a0N\u00e3o sou a pessoa mais apta para falar sobre o assunto, mas ela traz diversas oportunidades. A disponibilidade de cursos, considerando o tamanho do Brasil e a busca pelos melhores conte\u00fados com melhores professores fica limitada. Mesmo em S\u00e3o Paulo, \u00e0s vezes n\u00e3o temos disponibilidades para enfrentar o tr\u00e2nsito e ir a um curso. \u00c9 uma tend\u00eancia mundial, no online temos os melhores professores com uma boa curadoria e cursos mais baratos, que pode fazer a qualquer hora, com toda flexibilidade.<\/p>\n<p><strong>EXAME: Que habilidades voc\u00ea v\u00ea que t\u00eam maior demanda no mercado brasileiro?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Milton Beck:<\/strong>\u00a0As empresas na Europa, nos Estados Unidos e aqui no Brasil, seguindo tend\u00eancias de fora, percebem a import\u00e2ncia cada vez maior de desenvolver seus profissionais, de valoriz\u00e1-los. Nessa \u00e9poca de tecnologia, o profissional faz a diferen\u00e7a e deve continuar se desenvolvendo para n\u00e3o ficar ultrapassado.<\/p>\n<p><strong>EXAME: E que habilidades est\u00e3o mais escassas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Milton Beck<\/strong>: N\u00e3o acho que tenha uma escassez. Com o n\u00famero enorme de desempregados no pa\u00eds, na \u00e1rea de RH ainda se fala na dificuldade de achar o profissional ideal. O que tiro disso \u00e9 que eles querem mais do que preencher uma vaga. Para a maior parte das vagas sendo criadas, no momento tecnol\u00f3gico, o profissional certo para qualquer \u00e1rea precisa entender como entram as novas tecnologias nessas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>EXAME: Recrutadores e a \u00e1rea de RH t\u00eam incorporado cada vez mais tecnologia em seus processos, como isso afeta o uso do LinkedIn?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Milton Beck<\/strong>: Nos \u00faltimos anos, aumentou a import\u00e2ncia do profissional com vantagem competitiva. Empresas mais bem-sucedidas anos atr\u00e1s tinham um c\u00fapula importante e queriam contratar os melhores ali. Para a base de trabalhadores, o importante era preencher a vaga.<\/p>\n<p>Vimos uma mudan\u00e7a nessa prioriza\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es. A vantagem competitiva n\u00e3o apenas no topo, mas precisa de pessoas na base e no meio com contrata\u00e7\u00f5es de alta qualidade. E as empresas entenderam que v\u00e3o precisar de tecnologia para isso. O LinkedIn entrou a\u00ed, as empresas come\u00e7aram a ver a chance de alavancar sua marca empregadora e procurar profissionais alinhados com seu perfil. E buscam de forma mais agressiva, procurando onde os profissionais estiverem, n\u00e3o se concentrando apenas nos que est\u00e3o buscando emprego. E usam o LinkedIn de forma ativa para recrutar.<\/p>\n<p><strong>EXAME: Como voc\u00ea v\u00ea o momento do mercado de trabalho no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Milton Beck<\/strong>: Vejo uma recupera\u00e7\u00e3o quando analisamos as m\u00e9tricas dentro do LinkedIn pelo interesse das empresas. Em \u00e9poca que n\u00e3o recrutam, mostram menor interesse. Quando aquece o mercado, h\u00e1 um acr\u00e9scimo na plataforma. Estamos vendo isso. Estou otimista com a recupera\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o d\u00e1 para dizer a velocidade que acontecer\u00e1.<\/p>\n<p>Fonte:<a href=\"https:\/\/exame.abril.com.br\/carreira\/linkedin-lanca-ferramenta-de-cursos-online-com-aulas-em-portugues\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">EXAME<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil desde novembro de 2011, o\u00a0LinkedIn\u00a0teve uma evolu\u00e7\u00e3o quase viral, \u00e9 o que diz Milton Beck, diretor geral da empresa para a Am\u00e9rica Latina. 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