{"id":2356,"date":"2012-07-18T15:11:51","date_gmt":"2012-07-18T18:11:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=2356"},"modified":"2012-07-18T15:31:37","modified_gmt":"2012-07-18T18:31:37","slug":"brasil-perde-oportunidades-por-falta-de-dominio-do-ingles-diz-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/brasil-perde-oportunidades-por-falta-de-dominio-do-ingles-diz-especialista\/","title":{"rendered":"Brasil perde oportunidades por falta de ingl\u00eas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Tend\u00eancia \u00e9 que professores sejam preparados para ensinar crian\u00e7as.<\/em><br \/>\n<em> Para coordenadora da PUC, flu\u00eancia no idioma s\u00f3 se adquire com o tempo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><a href=\"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/brasil-perde-oportunidades-por-falta-de-dominio-do-ingles-diz-especialista\/attachment\/002\/\" rel=\"attachment wp-att-2357\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2357\" title=\"002\" src=\"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/002.jpg\" alt=\"\" width=\"538\" height=\"359\" srcset=\"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/002.jpg 538w, https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/002-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 538px) 100vw, 538px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p>Apesar de o n\u00famero de pessoas estudando ingl\u00eas no Brasil ter crescido, o dom\u00ednio do idioma ainda deixa a desejar, segundo especialistas e pesquisas na \u00e1rea. &#8220;V\u00e1rias oportunidades foram perdidas pelo Brasil por falta de profissionais com dom\u00ednio do ingl\u00eas&#8221;, afirma Rone Costa, gerente de desenvolvimento da Cambridge ESOL Examinations no Brasil. &#8220;Eram empresas que tinham projetos no pa\u00eds, mas acabaram optando pela Costa Rica e Argentina para levar projetos para l\u00e1 por falta de m\u00e3o-de-obra qualificada.&#8221;<\/p>\n<p>Em se tratando de flu\u00eancia, o Brasil atualmente perde para cinco pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina no \u00edndice mundial de profici\u00eancia em ingl\u00eas feito pela Education First (EF). Entre 2007 e 2009, mais de 2 milh\u00f5es de estudantes de ingl\u00eas de 44 pa\u00edses foram avaliados, e os brasileiros ficaram na 31\u00aa posi\u00e7\u00e3o, no limite entre as categorias &#8220;profici\u00eancia baixa&#8221; e &#8220;profici\u00eancia muito baixa&#8221;. O Brasil perdeu para Argentina, M\u00e9xico, Costa Rica, Guatemala e El Salvador, al\u00e9m de Mal\u00e1sia e Ar\u00e1bia Saudita.<\/p>\n<p>O ensino de ingl\u00eas no Brasil, por\u00e9m, est\u00e1 em expans\u00e3o: entre 2010 e 2011, o faturamento das 73 redes de escolas de idiomas, que j\u00e1 somam 6.215 unidades pelo pa\u00eds, cresceu 11% e chegou a R$ 3,1 bilh\u00f5es, segundo levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Franquias (ABF). O n\u00famero total \u00e9 ainda maior, pois os dados excluem escolas que n\u00e3o funcionam como franquias de redes.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o em geral vem ocupando cada vez mais espa\u00e7o no or\u00e7amento das fam\u00edlias. De acordo com a pesquisa do Programa de Administra\u00e7\u00e3o de Varejo da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Administra\u00e7\u00e3o (FIA), as inten\u00e7\u00f5es de gastos da classe C paulista com educa\u00e7\u00e3o, no segundo trimestre deste ano, foi de 21,8% da renda familiar. A porcentagem superou todos os outros gastos, inclusive a alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Atendimento aos estrangeiros<\/strong><\/p>\n<p>Al\u00e9m da inclus\u00e3o recente de parte da sociedade a servi\u00e7os antes oferecidos para uma minoria, a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Ol\u00edmpicos de 2016 fizeram do Brasil um palco de eventos internacionais. O mercado de turismo, por\u00e9m, se deparou com profissionais sem capacita\u00e7\u00e3o para receber a quantidade de estrangeiros que deve desembarcar no pa\u00eds nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>Os brasileiros que se inscrevem em programas de interc\u00e2mbio para estudar no exterior tamb\u00e9m sofrem com a defasagem no idioma. A necessidade de ensino \u00e9 tamanha que o governo federal fechou, em maio, uma parceria com o British Council, ligado ao governo brit\u00e2nico, para a aplica\u00e7\u00e3o de mais de 2.000 exames e 40 mil testes de nivelamento gratuitos para alunos com perfil para participarem do Ci\u00eancia sem Fronteiras, que pretende oferecer, em quatro anos, 100 mil bolsas de estudos em universidades internacionais.<\/p>\n<p>Para a professora Vera L\u00facia Cabrera Duarte, coordenadora do curso de letras-ingl\u00eas da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP), embora esses eventos tenham impulsionado o ensino do ingl\u00eas, nem todos os cursos de idiomas visam \u00e0 profici\u00eancia, e muitas das novidades das escolas de l\u00ednguas t\u00eam como objetivo oferecer um treinamento b\u00e1sico a quem trabalha no setor de servi\u00e7os.<\/p>\n<p>Desde o fim de 2011, funcion\u00e1rios do Mercado Municipal de S\u00e3o Paulo, um dos principais destinos tur\u00edsticos da cidade, participam de cursos de ingl\u00eas desenvolvidos para o atendimento a clientes.<\/p>\n<p>Outro exemplo \u00e9 o curso Encounters, da editora americana MacMillan, que foi criado especificamente para brasileiros e deve ser lan\u00e7ado em agosto no pa\u00eds. Segundo Paulo Henrique Maia, PhD em lingu\u00edstica americana e coordenador do Centro Yankee, em S\u00e3o Paulo, que testa o m\u00e9todo desde abril, o curso j\u00e1 recebeu matr\u00edculas de recepcionistas de hot\u00e9is, ma\u00eetres de restaurantes, taxistas e at\u00e9 enfermeiras.<\/p>\n<p>Maia explica que o Encounters n\u00e3o visa \u00e0 flu\u00eancia, mas tem &#8220;a expectativa de servir exatamente para o desenrolar de um atendimento&#8221; e &#8220;\u00e9 uma medida paliativa para suprir, dentro do pouco per\u00edodo de urg\u00eancia que n\u00f3s temos&#8221;. O curso foi dividido em quatro m\u00f3dulos e tem um total de 160 horas.<\/p>\n<p>De acordo com Vera L\u00facia, os cursos de curta dura\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem ser confundidos com o ensino mais abrangente do idioma para qualquer situa\u00e7\u00e3o, pois esse dom\u00ednio exige anos de imers\u00e3o. &#8220;N\u00e3o \u00e9 que o &#8216;curso-rel\u00e2mpago&#8217; n\u00e3o funciona, mas ele busca um resultado imediato, e \u00e0s vezes d\u00e1 conta do recado. Se eu quero ir para fora do pa\u00eds e preciso fazer determinada tarefa com a l\u00edngua inglesa, eu aprendo aquela tarefa com a l\u00edngua e d\u00e1 certo&#8221;, explica.<\/p>\n<p>&#8220;Mas, para adquirir a flu\u00eancia no idioma, voc\u00ea vai precisar de um tempo. \u00c9 uma maturidade de v\u00e1rios anos que voc\u00ea vai ter de acordo com o tempo em que voc\u00ea est\u00e1 mergulhado nessa l\u00edngua, nessas situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem, em voc\u00ea precisa se comunicar num pa\u00eds estrangeiro.&#8221;<\/p>\n<p>Costa, da Cambridge Esol, afirma que a falta de tempo tem feito os brasileiros buscarem cursos de ingl\u00easna internet. Mas, apesar de terem o seu papel e serem um importante passo, ele diz que o curso online, &#8220;por si s\u00f3, n\u00e3o basta&#8221; ao aprendizado do idioma.<\/p>\n<p><strong>Cursos online<\/strong><\/p>\n<p>Uma pesquisa da comunidade virtual de aprendizado Bussu, realizada em mar\u00e7o deste ano com 45 mil usu\u00e1rios da rede, incluindo 4.600 brasileiros, mostrou que, no Brasil, a falta de tempo e o pre\u00e7o alto s\u00e3o as dificuldades mais citadas pelas pessoas na hora de aprender idiomas. Al\u00e9m disso, 15% das pessoas reclamaram da falta de acesso a falantes nativos da l\u00edngua. Em outra quest\u00e3o, 28% citaram plataformas online e 22% mencionaram cursos de idiomas fora do pa\u00eds como ferramentas mais eficientes de aprendizado.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, segundo Costa, o n\u00edvel de aperfei\u00e7oamento depende da exposi\u00e7\u00e3o do estudante ao idioma e da qualidade das aulas. &#8220;Todo contato que a pessoa tem com o idioma \u00e9 v\u00e1lido, voc\u00ea se aperfei\u00e7oar em uma l\u00edngua vai da exposi\u00e7\u00e3o que tem ao idioma. Quanto mais voc\u00ea se exp\u00f5e, mais r\u00e1pido aprende&#8221;, diz.<\/p>\n<p>O gerente da entidade no Brasil atribui a expans\u00e3o dos cursos ao momento econ\u00f4mico atual do pa\u00eds. Mas, segundo Costa, ainda \u00e9 muito pequeno o n\u00famero de pessoas que t\u00eam acesso ao ensino de ingl\u00eas de alto n\u00edvel, necess\u00e1rio para aumentar a profici\u00eancia dos brasileiros.<\/p>\n<p><strong>Tend\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>O futuro do ensino de idiomas tende a ser cada vez mais personalizado \u00e0s necessidades espec\u00edficas de cada alunos, segundo um estudo da Funda\u00e7\u00e3o Internacional para Pesquisa sobre o Ensino de L\u00edngua Inglesa (Tirf, na sigla em ingl\u00eas) divulgado na \u00faltima quarta-feira (11) no Centro Brasileiro Brit\u00e2nico, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Os dados da pesquisa, levantados em 20 pa\u00edses, inclusive no Brasil, apontam para a &#8220;crescente especifica\u00e7\u00e3o e personaliza\u00e7\u00e3o no ensino de ingl\u00eas&#8221;, al\u00e9m do uso de recursos multim\u00eddia e ferramentas on-line para complementar o aprendizado e da integra\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica e profissional, no caso de trabalhadores imigrantes.<\/p>\n<p>De acordo com Vera L\u00facia, o panorama atual no pa\u00eds deve mudar nos pr\u00f3ximos anos por causa da nova cultura adotada pelas faculdades, de formar professores capacitados para ensinar ingl\u00eas de alto n\u00edvel para crian\u00e7as e adolescentes. &#8220;Hoje a gente tem consci\u00eancia cada vez maior de o ingl\u00eas ser relevante. N\u00e3o que n\u00e3o era relevante antes, mas agora est\u00e1 sendo enfatizada essa consci\u00eancia da necessidade de ensinar ingl\u00eas no ensino fundamental e no m\u00e9dio&#8221;, diz.<\/p>\n<p>A disciplina de l\u00edngua estrangeira j\u00e1 \u00e9 obrigat\u00f3ria em todas as escolas brasileiras que oferecem a partir do quinto ano do fundamental desde 1996. A diferen\u00e7a das aulas de ingl\u00eas dadas atualmente nas 69.381 escolas que optaram por oferecer o ingl\u00eas como l\u00edngua estrangeira (ou 47,4% do total de 146.241 escolas, segundo o Censo da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica) \u00e9, de acordo com a coordenadora da PUC, fazer com que a aprendizagem n\u00e3o sirva apenas para passar no vestibular, mas&#8221; para fazer algo de comunica\u00e7\u00e3o real com a l\u00edngua inglesa&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/vestibular-e-educacao\/noticia\/2012\/07\/brasil-perde-oportunidades-por-falta-de-dominio-do-ingles-diz-especialista.html\" target=\"_blank\">Fonte: G1<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tend\u00eancia \u00e9 que professores sejam preparados para ensinar crian\u00e7as. Para coordenadora da PUC, flu\u00eancia no idioma s\u00f3 se adquire com o tempo. 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