{"id":2500,"date":"2012-08-07T16:22:17","date_gmt":"2012-08-07T19:22:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=2500"},"modified":"2012-08-08T10:43:48","modified_gmt":"2012-08-08T13:43:48","slug":"avanco-do-emprego-formal-e-irreversivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/avanco-do-emprego-formal-e-irreversivel\/","title":{"rendered":"Avan\u00e7o do emprego formal \u00e9 irrevers\u00edvel"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Na avalia\u00e7\u00e3o de especialistas do Ibre\/FGV, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o fator que impede o retorno dos empregos prec\u00e1rios<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/avanco-do-emprego-formal-e-irreversivel\/img03_b\/\" rel=\"attachment wp-att-2501\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2501\" title=\"Img03_B\" src=\"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Img03_B.jpg\" alt=\"\" width=\"538\" height=\"359\" srcset=\"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Img03_B.jpg 538w, https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/Img03_B-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 538px) 100vw, 538px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Impulsionado pelo aumento da escolaridade do brasileiro, o avan\u00e7o no emprego formal desde 2002 \u00e9 irrevers\u00edvel. Na avalia\u00e7\u00e3o dos autores de pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), nem a atual desacelera\u00e7\u00e3o da economia, que tem reflexos na cria\u00e7\u00e3o de empregos, \u00e9 capaz de fazer a informalidade voltar a subir.<\/p>\n<p>Segundo Rodrigo Moura, um dos autores do estudo, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 justamente o fator que impede o retorno dos empregos prec\u00e1rios, por causa da conscientiza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos direitos trabalhistas e previdenci\u00e1rios. \u201cA popula\u00e7\u00e3o mais educada aceita menos o contrato informal. Essa tend\u00eancia \u00e9 observada para qualquer ano em que a taxa de informalidade cai\u201d, explica.<\/p>\n<p>Com direitos previdenci\u00e1rios e trabalhistas assegurados por lei, quem passa por um emprego com carteira assinada n\u00e3o quer voltar ao mercado informal. Funcion\u00e1ria de uma lanchonete, Fernanda dos Santos, 30 anos, est\u00e1 no primeiro emprego formal. H\u00e1 dois anos come\u00e7ou como auxiliar, mas foi subindo de posto at\u00e9 ser promovida a gerente. Ao comparar a experi\u00eancia com o trabalho anterior, ela constata que o emprego legalizado d\u00e1 seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Antes da lanchonete, Fernanda trabalhou oito meses como recepcionista, sem carteira assinada, num curso de ingl\u00eas, de onde foi mandada embora sem aviso pr\u00e9vio. \u201cQuando voc\u00ea trabalha sem carteira assinada, voc\u00ea est\u00e1 entrando sem nada e, com certeza, vai sair sem nada\u201d, constata. Outro problema de n\u00e3o ter carteira assinada, destaca, \u00e9 a dificuldade em comprovar o tempo de experi\u00eancia no trabalho. \u201cO empregador pede o registro na carteira para verificar os trabalhos anteriores\u201d.<\/p>\n<p>O vendedor de produtos de inform\u00e1tica Rodrigo Castro, 21 anos, tamb\u00e9m est\u00e1 no primeiro emprego formal e lista os benef\u00edcios do trabalho legalizado. \u201cTrabalhar com carteira assinada tem muitos benef\u00edcios de que n\u00e3o posso abrir m\u00e3o, como aposentadoria\u201d, ressalta Rodrigo, que tamb\u00e9m n\u00e3o quer voltar \u00e0 informalidade. Antes do atual emprego, ele trabalhava numa lan house no interior da Bahia sem carteira assinada. \u201cN\u00e3o trabalharia novamente num emprego informal\u201d, diz.<\/p>\n<p>Em \u00e9pocas de desacelera\u00e7\u00e3o da economia, como a atual, a gera\u00e7\u00e3o de empregos formais est\u00e1 em queda. Segundo o Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), do Minist\u00e9rio do Trabalho, 250,3 mil postos de trabalho formais foram criados no pa\u00eds nos cinco primeiros meses do ano, o n\u00edvel mais baixo para o per\u00edodo desde 2009. Apesar de uma poss\u00edvel estagna\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho, o professor da FGV acredita que n\u00e3o haver\u00e1 revers\u00e3o no processo de formaliza\u00e7\u00e3o da economia.<\/p>\n<p>\u201cMesmo que o n\u00edvel de emprego se acomode, h\u00e1 um fluxo muito alto do trabalho informal para o formal. Quando uma vaga de emprego informal \u00e9 destru\u00edda e uma vaga formal \u00e9 criada, s\u00f3 ocorre uma mudan\u00e7a entre setores, o que deve continuar\u201d, alega.<\/p>\n<p><strong>Fonte: InfoMoney<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de especialistas do Ibre\/FGV, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o fator que impede o retorno dos empregos prec\u00e1rios Impulsionado pelo aumento da escolaridade do brasileiro, o avan\u00e7o no emprego formal desde 2002 \u00e9 irrevers\u00edvel. 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