{"id":2684,"date":"2012-10-11T18:52:31","date_gmt":"2012-10-11T21:52:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=2684"},"modified":"2012-10-15T15:43:49","modified_gmt":"2012-10-15T18:43:49","slug":"em-dois-anos-mulher-brasileira-poe-10-mais-dinheiro-em-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/comportamento\/em-dois-anos-mulher-brasileira-poe-10-mais-dinheiro-em-casa\/","title":{"rendered":"Em dois anos, mulher brasileira p\u00f5e 10% mais dinheiro em casa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A contribui\u00e7\u00e3o da renda feminina na fam\u00edlia subiu de aproximadamente 30% para mais de 40% de 2009 para 2011, conforme aponta a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios) &#8220;Primeiras An\u00e1lises sobre o Mercado de Trabalho Brasileiro&#8221;, referente a 2011, divulgada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada). A pesquisa compara os dados do ano passado com sua edi\u00e7\u00e3o anterior, a PNAD 2009.<\/p>\n<p>O estudo diz tamb\u00e9m que o aumento da propor\u00e7\u00e3o de domic\u00edlios chefiados por mulher \u00e9 crescente, e guarda estreita rela\u00e7\u00e3o com o aumento da participa\u00e7\u00e3o feminina no mercado de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Apesar de a mulher brasileira estar assumindo o papel de provedora, ela continua sendo a principal respons\u00e1vel pelo cuidado dom\u00e9stico, mesmo na condi\u00e7\u00e3o de ocupada.<\/p>\n<p>A pesquisa observa que a mulher ainda cuida da casa, mas trabalha mais, e, al\u00e9m da queda na taxa de desemprego entre elas, a remunera\u00e7\u00e3o cresceu.<\/p>\n<p>Em dez anos (2001-2011), o percentual de desocupa\u00e7\u00e3o entre elas caiu de 13% para cerca de 10%, enquanto o rendimento m\u00e9dio real cresceu mais que o dos homens no mesmo per\u00edodo. Enquanto para as mulheres o avan\u00e7o foi de 27,5%, para os homens o rendimento subiu 19,1% no per\u00edodo.<\/p>\n<p>O estudo ressalta que o aumento da participa\u00e7\u00e3o das mulheres no total de ocupados nesse mesmo per\u00edodo representa uma melhora significativa na inser\u00e7\u00e3o de mulheres no mercado de trabalho.<\/p>\n<p><strong>A crise<\/strong><\/p>\n<p>Sobre o desempenho da taxa de desemprego no Brasil, o estudo diz que o aumento e a queda do n\u00famero de trabalhadores parados ap\u00f3s a crise podem ser contextualizados internacionalmente.<\/p>\n<p>\u2014 Enquanto o Brasil est\u00e1 entre os pa\u00edses que experimentaram os menores aumentos na taxa de desocupa\u00e7\u00e3o entre 2008 e 2009, ele foi um dos pa\u00edses que mais conseguiram reduzir\u00a0essa taxa de 2009 a 2011. No contexto internacional, tanto os efeitos negativos da crise n\u00e3o foram t\u00e3o significativos sobre o mercado de trabalho brasileiro, como o Brasil foi capaz de reverter e mais do que compensar esses efeitos at\u00e9 2011.<\/p>\n<p>No entanto, a crise refletiu na taxa de participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho de forma mais acentuada nas mulheres, ainda elas tenham aumentando a participa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00faltima d\u00e9cada. Enquanto a participa\u00e7\u00e3o delas caiu 2,1% de 2009 a 2011, a participa\u00e7\u00e3o dos homens foi menos significativa \u2014 de 1,6%.<\/p>\n<p><strong>Mulheres na escola<\/strong><\/p>\n<p>Apesar das melhoras estat\u00edsticas no rendimento, participa\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho e ocupa\u00e7\u00e3o das mulheres no Brasil, o percentual de mulheres jovens fora da sala de aula aumentou mais que o percentual de mulheres estudando.<\/p>\n<p>Segundo o estudo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica), de 2009 a 2011, a quantidade de mulheres de 15 a 24 anos estudando aumentou 3,9%, ao passo que a soma de mulheres jovens longe dos livros avan\u00e7ou 8,3% no per\u00edodo, apesar da queda na taxa de fecundidade entre as mulheres de 15 a 19 anos registrada no per\u00edodo.<\/p>\n<p><strong>Fecundidade e renda<\/strong><\/p>\n<p>As mulheres brasileiras est\u00e3o constituindo seu domic\u00edlio e vivendo com um companheiro antes de engravidar, aponta o Ipea.<\/p>\n<p>Entre as adolescentes que tiveram filhos predominaram as c\u00f4njuges, ou seja, pode-se dizer que a fecundidade ocorreu predominantemente em uma uni\u00e3o, seja como consequ\u00eancia desta ou podendo ser levado \u00e0 uni\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, o Brasil segue um movimento crescente no qual a m\u00e3e chefia a fam\u00edlia. Em rela\u00e7\u00e3o a 2009, 9,7% mais m\u00e3es adolescentes chefiavam as fam\u00edlias em 2011, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>Fonte: R7<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A contribui\u00e7\u00e3o da renda feminina na fam\u00edlia subiu de aproximadamente 30% para mais de 40% de 2009 para 2011, conforme aponta a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios) &#8220;Primeiras An\u00e1lises sobre o Mercado de Trabalho Brasileiro&#8221;, referente a 2011, divulgada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada). 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