{"id":2777,"date":"2012-11-08T14:00:39","date_gmt":"2012-11-08T17:00:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=2777"},"modified":"2012-11-08T14:01:42","modified_gmt":"2012-11-08T17:01:42","slug":"os-cinco-passos-para-mulheres-trilharem-suas-carreiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/vagas-de-emprego\/os-cinco-passos-para-mulheres-trilharem-suas-carreiras\/","title":{"rendered":"Os cinco passos para mulheres trilharem suas carreiras"},"content":{"rendered":"<div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um fato \u00f3bvio que, a cada dia, mais e mais mulheres superam s\u00e9culos de domina\u00e7\u00e3o masculina e discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero no trabalho. Mas tamb\u00e9m \u00e9 um fato, bem mais sutil, que muitas mulheres ainda sabotam as pr\u00f3prias carreiras. Via de regra, inadvertidamente. Algumas atitudes, tomadas pelas mulheres (e, algumas vezes, por homens tamb\u00e9m), impedem sua progress\u00e3o at\u00e9 os cargos de dire\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es, dizem as especialistas em lideran\u00e7as femininas Jill Flynn, Kathryn Heath e Mary Davis, em um artigo para o blog da Escola de Neg\u00f3cios da Universidade de Harvard.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As autoras chegaram a essa conclus\u00e3o depois de estudar um levantamento em que mais de mil mulheres foram entrevistadas. Nas entrevistas, muitas reconheceram que ainda lutam contra o problema de baixa autoconfian\u00e7a. Essa percep\u00e7\u00e3o existe, mas n\u00e3o \u00e9 certamente a \u00fanica barreira para o sucesso. \u00c0s vezes o problema \u00e9 uma atitude errada. Ou mesmo uma bobagem. As autoras apontam algumas delas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ser modesta demais<br \/>\n<\/strong> As pesquisas indicam que os homens s\u00e3o mais afoitos na tarefa de se atribuir cr\u00e9dito por sucessos no trabalho. As mulheres, na maioria, acreditam que suas realiza\u00e7\u00f5es falam por si mesmas. E n\u00e3o tomam iniciativas para assegurar que uma estrela de ouro seja colocada ao lado de seus nomes figurativamente. Embora a mod\u00e9stia seja uma virtude admir\u00e1vel, no trabalho ela deve ser colocada em seu devido lugar: \u00e0 parte. \u00c9 uma ingenuidade pensar que o chefe, os clientes da firma ou os colegas v\u00e3o se encarregar de promov\u00ea-la, espontaneamente, todas as vezes que fizer um grande trabalho. Existem maneiras discretas de se atribuir cr\u00e9dito. Celebrar cada sucesso com o chefe e com os colegas \u00e9 uma delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00e3o formular o pedido de promo\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nIsso acontece sempre e nunca deixar\u00e1 de acontecer, dizem as autoras. Mulheres n\u00e3o s\u00e3o promovidas simplesmente porque n\u00e3o formulam o pedido de promo\u00e7\u00e3o \u2013 ou n\u00e3o o fazem de maneira clara. Dificilmente as coisas acontecem de uma forma diferente. N\u00e3o formular o pedido significa perder a oportunidade de influenciar o desfecho do processo de promo\u00e7\u00e3o. \u00c9 preciso deixar claro aos superiores: Quero essa promo\u00e7\u00e3o pelas seguintes raz\u00f5es (&#8230;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa \u00e9 a hist\u00f3ria de Sharon Allen, desde 2003 presidente da Deloitte &amp; Toche dos EUA. Ela aprendeu essa li\u00e7\u00e3o da maneira mais dura. Provavelmente, o talento mais estelar da firma, ela ficou surpresa quando recebeu a lista de promo\u00e7\u00f5es e n\u00e3o viu seu nome nela. Ela matutou sobre isso por um dia, depois bateu na porta do chefe, para discutir as promo\u00e7\u00f5es. &#8220;Veja, eu fiz isso, isso, aquilo e mais aquilo, fora isso e mais aquilo e n\u00e3o fui promovida. Como o senhor pode explicar isso?&#8221; &#8220;\u00c9 f\u00e1cil, Sharon&#8221;, disse o chefe. &#8220;Eu n\u00e3o sabia que voc\u00ea havia feito tudo isso! Voc\u00ea nunca me contou! Al\u00e9m disso, voc\u00ea n\u00e3o me pediu para ser promovida&#8221;. Ela chegou \u00e0 Presid\u00eancia da firma porque isso nunca mais aconteceu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Resist\u00eancia a &#8220;aparecer&#8221;<\/strong><br \/>\nMuitas mulheres fazem o que podem para n\u00e3o chamar a aten\u00e7\u00e3o. N\u00e3o querem &#8220;aparecer&#8221; em reuni\u00f5es, na sala de diretoria, em semin\u00e1rios, nem mesmo no elevador. Uma cliente das autoras lhes confessou que temia pegar o elevador junto com diretores da firma. O que iria lhes dizer? Falar sobre o tempo? Outra cliente abriu caminho para sua progress\u00e3o funcional fazendo exatamente o oposto: aproveitando &#8220;oportunidades&#8221; para pegar o elevador junto com alguns dos diretores. Se esconder significa perder oportunidades, dizem as autora, &#8220;aparecer&#8221; ajuda a abrir portas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Permanecer em sil\u00eancio<\/strong><br \/>\n\u00c0s vezes, pode n\u00e3o ser f\u00e1cil falar durante uma reuni\u00e3o, especialmente quando pessoas mais bem posicionadas na firma est\u00e3o disputando os espa\u00e7os. Mas, deixar de falar e de expressar suas ideias, propostas e projetos significa perder oportunidades de entrar no jogo. Fazer com que seus pontos de vista sejam ouvidos durante discuss\u00f5es importantes \u00e9 essencial para a carreira de qualquer um.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Hist\u00f3ria de supera\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nF. L. Smith, em um coment\u00e1rio sobre o artigo, contou resumidamente sua hist\u00f3ria de \u00fanica mulher negra de uma organiza\u00e7\u00e3o. O CEO da firma gritou com ela, quando ela formulou seu pedido de promo\u00e7\u00e3o, com base no fato de que seu trabalho havia economizado mais de US$ 100 mil para a firma. Quando ela quis fazer mestrado em uma universidade, seu supervisor se recusou a lhe dar uma carta de refer\u00eancia. Ainda se queixou de que ela se mostrava excessivamente confiante e exibia sua arrog\u00e2ncia profissional at\u00e9 em seu modo de vestir. Ela pediu a carta ao dono da firma e conseguiu. Aprovada no mestrado, nem assim foi promovida. Conseguiu o cargo que queria em outra firma \u2013 e pronto. &#8220;Preconceitos? Que se danem os preconceitos e os preconceituosos. N\u00e3o perco tempo com lamenta\u00e7\u00f5es. Vou \u00e0 luta pelo que quero, consigo e fim de hist\u00f3ria&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: Consultor Jur\u00eddico<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 um fato \u00f3bvio que, a cada dia, mais e mais mulheres superam s\u00e9culos de domina\u00e7\u00e3o masculina e discrimina\u00e7\u00e3o de g\u00eanero no trabalho. Mas tamb\u00e9m \u00e9 um fato, bem mais sutil, que muitas mulheres ainda sabotam as pr\u00f3prias carreiras. Via de regra, inadvertidamente. 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