{"id":2976,"date":"2013-04-03T11:08:42","date_gmt":"2013-04-03T14:08:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=2976"},"modified":"2013-04-03T11:08:42","modified_gmt":"2013-04-03T14:08:42","slug":"homens-ganham-ate-66-mais-do-que-mulheres-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/homens-ganham-ate-66-mais-do-que-mulheres-diz-pesquisa\/","title":{"rendered":"Homens ganham at\u00e9 66% mais do que mulheres, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos anos, o mercado de trabalho no Brasil evoluiu para uma situa\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima do pleno emprego, ao mesmo tempo em que o rendimento dos ocupados deu um salto. Mas uma desigualdade a economia brasileira ainda n\u00e3o conseguiu derrubar: a disparidade de sal\u00e1rios entre trabalhadores do sexo masculino e feminino. Homens chegam a ganhar, na m\u00e9dia, at\u00e9 66% mais do que mulheres com o mesmo grau de escolaridade &#8211; no caso, superior completo.<\/p>\n<p>A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 de um levantamento do Estad\u00e3o Dados, feito com base na Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais), do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego, referente a 2011, dado mais recente dispon\u00edvel.<\/p>\n<p>No geral, o sal\u00e1rio m\u00e9dio dos homens era de R$ 1.965,07, ante R$ 1.636,60 das mulheres, o que representa uma diferen\u00e7a de 20% a favor dos trabalhadores do sexo masculino. Essa diferen\u00e7a se mant\u00e9m praticamente inalterada pelo menos desde 2006.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por n\u00edvel de ensino, a desvantagem do chamado sexo fr\u00e1gil \u00e9 crescente, com exce\u00e7\u00e3o da faixa de trabalhadores com ensino superior completo. Em 2007, homens nessa condi\u00e7\u00e3o ganhavam, em m\u00e9dia, 78% mais que mulheres. A diferen\u00e7a caiu nos anos seguintes e atingiu 66% em 2011. A diferen\u00e7a fica menor nas pontas: entre analfabetos e com doutorado, faixas em que o sal\u00e1rio m\u00e9dio dos homens \u00e9 20% maior que o das mulheres.<\/p>\n<p>Para se ter ideia da disparidade, o sal\u00e1rio m\u00e9dio de homem que ocupa cargo de diretor \u00e9 quase duas vezes (185%) maior do que o da mulher na mesma condi\u00e7\u00e3o. N\u00e3o para por a\u00ed. Um f\u00edsico ou qu\u00edmico do sexo masculino, por exemplo, ganha, em m\u00e9dia, 46% mais que uma profissional do sexo oposto. Outro estudo, feito pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese), mostra que os sal\u00e1rios das mulheres metal\u00fargicas da regi\u00e3o de Sorocaba (SP) s\u00e3o, em m\u00e9dia, 36,9% menos do que o dos homens.<\/p>\n<p>Dos 43 mil trabalhadores metal\u00fargicos da regi\u00e3o, 8,3 mil (ou 19,3%) s\u00e3o mulheres. A faixa et\u00e1ria de mulheres predominante na categoria \u00e9 de jovens de at\u00e9 29 anos (45,9% do total). Para o economista Fernando Lima, coordenador do estudo, o sal\u00e1rio mais baixo das mulheres se deve ao fato de ainda ser reduzido o n\u00famero de trabalhadoras que ocupam cargos de comando ou melhor remunerados na categoria. &#8220;Embora tenhamos observado avan\u00e7os para as trabalhadoras nos \u00faltimos anos, como o maior acesso ao ensino e uma legisla\u00e7\u00e3o mais avan\u00e7ada, ainda temos muito que conquistar para falarmos em igualdade&#8221;, diz Ademilson Terto da Silva, presidente do Sindicato dos Metal\u00fargicos.<\/p>\n<p><strong>Fonte: \u00c9poca Online\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos \u00faltimos anos, o mercado de trabalho no Brasil evoluiu para uma situa\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima do pleno emprego, ao mesmo tempo em que o rendimento dos ocupados deu um salto. 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