{"id":3037,"date":"2013-05-09T14:31:48","date_gmt":"2013-05-09T17:31:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=3037"},"modified":"2013-05-09T14:31:48","modified_gmt":"2013-05-09T17:31:48","slug":"brasileiros-no-exterior-retornar-ao-pais-nao-e-boa-opcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/comportamento\/brasileiros-no-exterior-retornar-ao-pais-nao-e-boa-opcao\/","title":{"rendered":"Brasileiros no exterior: retornar ao Pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 boa op\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A crise econ\u00f4mica internacional associada a problemas espec\u00edficos em alguns pa\u00edses, como o terremoto seguido por tsunami no Jap\u00e3o, em 2011, e a recente trag\u00e9dia em Boston, nos Estados Unidos, provoca o retorno de brasileiros que estavam no exterior para o Pa\u00eds. De acordo com Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Itamaraty, meio milh\u00e3o de pessoas desembarcaram de volta ao Brasil nos \u00faltimos cinco anos. A estimativa \u00e9 que cerca de 2,5 milh\u00f5es ainda vivem fora do Pa\u00eds, a maioria nos Estados Unidos, Paraguai, Jap\u00e3o e Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a professora de macroeconomia da ESPM de S\u00e3o Paulo Cristina Helena Pinto de Mello, a mudan\u00e7a de comportamento, principalmente de quem estava nos Estados Unidos, \u00e9 efeito da crise de 2008. \u201cAcho que o medo de permanecer nos Estados Unidos talvez possa fazer com que alguns brasileiros voltem. O fator mais significativo est\u00e1 associado com a possibilidade de gera\u00e7\u00e3o de renda e emprego\u201d, explica. Por\u00e9m, ela alerta que voltar ao Brasil pode n\u00e3o ser uma boa op\u00e7\u00e3o. \u201cA economia americana tem enfrentado dificuldade na recupera\u00e7\u00e3o, mas a brasileira est\u00e1 indo a passos largos rumo \u00e0 desacelera\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Cristina, em um futuro bem pr\u00f3ximo, \u00e9 prov\u00e1vel que haja aumento na taxa de desemprego no Brasil e uma melhora nas rela\u00e7\u00f5es de emprego no pa\u00eds americano. \u201cA taxa de desemprego l\u00e1 j\u00e1 deu sinal de recupera\u00e7\u00e3o, enquanto a nossa est\u00e1 apresentando sinais significativos de esgotamento no crescimento. Comparando as duas economias, a vantagem de retornar ao Brasil est\u00e1 diminuindo\u201d, garante. A professora aconselha a n\u00e3o tomar decis\u00f5es precipitadas: \u201cEsperaria sinais mais consistentes da nossa economia. Ela est\u00e1 aquecida em fun\u00e7\u00e3o de medidas pontuais do governo, que tendem a se esgotar e n\u00e3o perpetuar o efeito\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Remessas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo levantamento anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o volume de remessas de imigrantes para suas fam\u00edlias no Brasil caiu, em 2012, pelo quarto ano consecutivo. Ano passado, quando a economia americana apresentou melhora ante 2011, os\u00a0 trabalhadores que vivem no exterior e que costumam realizar remessas \u00e0s suas fam\u00edlias enviaram ao Brasil US$ 1,989 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A maior parte das remessas vindas do exterior s\u00e3o utilizadas para aumentar a renda da fam\u00edlia do migrante e para o pagamento de compromissos no Brasil. O dinheiro pode ainda ser destinado a investimentos, como aquisi\u00e7\u00e3o da casa pr\u00f3pria, poupan\u00e7a ou viabiliza\u00e7\u00e3o de um futuro empreendimento. Para o BID, diante do cen\u00e1rio econ\u00f4mico global, a perspectiva \u00e9 que o fluxo permane\u00e7a est\u00e1vel novamente neste ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A professora da ESPM explica que os imigrantes nos Estados Unidos s\u00e3o os trabalhadores que mais acumulam recursos nos saldos banc\u00e1rios. \u201cO americano trabalha para se sustentar e para a aposentadoria, pensa pouco a longo prazo. O imigrante, como vai para l\u00e1 para acumular recursos para voltar ao pa\u00eds de origem, ele faz um esfor\u00e7o maior\u201d, diz. Entretanto, o retorno dos imigrantes brasileiros, apesar de afetar a for\u00e7a de trabalho, teria um impacto \u201cquase inexpressivo\u201d na economia americana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na economia brasileira, o reflexo tamb\u00e9m \u00e9 pequeno. \u201cOs grandes fluxos de capitais para o Brasil s\u00e3o oriundos de atividades empresariais, n\u00e3o necessariamente vindas de sal\u00e1rios de imigrantes\u201d, comenta. Al\u00e9m disso, o baixo volume de remessas \u00e9 uma tend\u00eancia mundial pela dificuldade nas economias europeia, japonesa e americana &#8211; principais destinos de brasileiros &#8211; de se recuperarem. \u201cA renda mundial deixou de crescer e a gente tem sentido isso\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: Terra<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise econ\u00f4mica internacional associada a problemas espec\u00edficos em alguns pa\u00edses, como o terremoto seguido por tsunami no Jap\u00e3o, em 2011, e a recente trag\u00e9dia em Boston, nos Estados Unidos, provoca o retorno de brasileiros que estavam no exterior para o Pa\u00eds. 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