{"id":3216,"date":"2013-10-25T12:35:21","date_gmt":"2013-10-25T15:35:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=3216"},"modified":"2013-10-25T12:35:21","modified_gmt":"2013-10-25T15:35:21","slug":"ipea-brasileiro-gasta-em-media-30-minutos-para-chegar-ao-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/comportamento\/ipea-brasileiro-gasta-em-media-30-minutos-para-chegar-ao-trabalho\/","title":{"rendered":"Ipea: brasileiro gasta em m\u00e9dia 30 minutos para chegar ao trabalho"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) apontou\u00a0que o tempo m\u00e9dio que o brasileiro leva para chegar ao trabalho \u00e9 de 30,2 minutos. Considerando o conjunto de trabalhadores do Pa\u00eds, 10% levam mais de uma hora nesse trajeto e 65,9% gastam menos de meia hora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o Ipea, aproximadamente 20% dos trabalhadores das regi\u00f5es metropolitanas brasileiras gastam mais de uma hora por dia no deslocamento. Feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Domic\u00edlio (Pnad) de 2012, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o estudo indica que a situa\u00e7\u00e3o vem piorando, uma vez que 20 anos antes os trabalhadores das regi\u00f5es metropolitanas que enfrentavam esse tipo de situa\u00e7\u00e3o correspondiam a 14,6%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em raz\u00e3o do tamanho e da complexidade dos sistemas de mobilidade urbana, o Rio de Janeiro (24,7%) e S\u00e3o Paulo (23,5%) apresentam os maiores percentuais de trabalhadores que perdem mais tempo no percurso. Na regi\u00e3o metropolitana do Rio, gasta-se em m\u00e9dia 47 minutos, e na de S\u00e3o Paulo, 45,6 minutos. Segundo o t\u00e9cnico de planejamento e pesquisa do Ipea Carlos Henrique Carvalho, essa \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o que tem impacto negativo na produtividade dessa parcela da popula\u00e7\u00e3o. &#8220;N\u00e3o se pode esperar que a produtividade (<em>desses trabalhadores)<\/em>\u00a0seja igual \u00e0 de um que leva menos de 30 minutos, por exemplo, para chegar ao trabalho. Isso traz fortes impactos do ponto de vista social e tamb\u00e9m econ\u00f4mico, j\u00e1 que a produtividade \u00e9 comprometida em raz\u00e3o do desgaste que esse trabalhador tem ao levar muito tempo e em condi\u00e7\u00f5es muitas vezes desfavor\u00e1veis de transporte&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O advogado carioca Rodrigo Oliveira, 36 anos, leva em m\u00e9dia uma hora e 30 minutos de carro, diariamente, para chegar ao trabalho, no centro do Rio de Janeiro. Antes, ele precisava pegar \u00f4nibus e metr\u00f4 para fazer o trajeto. Depois de seis meses, contabilizou a leitura de 14 livros nas viagens de ida e de volta. Por causa dessa maratona, ele acabou desistindo do transporte p\u00fablico. Morador da Barra da Tijuca, zona oeste carioca, ele conta que o trajeto, feito de carro, s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 pior porque a paisagem ajuda a aliviar o estresse. &#8220;J\u00e1 morei em S\u00e3o Paulo e era muito pior. Chegava em casa, na volta do trabalho, muito mais desgastado. Aqui no Rio pelo menos tem o visual da orla que \u00e9 muito bonito e ajuda a n\u00e3o ficar estressado&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o levantamento do Ipea, na outra ponta do ranking aparece Porto Alegre, que \u00e9 a capital onde os trabalhadores gastam, em m\u00e9dia, menos tempo no trajeto entre a casa e o trabalho: 30 minutos. Carvalho acredita que isso pode estar relacionado ao fato de a capital ga\u00facha ter uma extensa rede de corredores de transporte p\u00fablico, al\u00e9m de uma melhor distribui\u00e7\u00e3o das atividades econ\u00f4micas pelo espa\u00e7o geogr\u00e1fico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele tamb\u00e9m citou o caso de Bel\u00e9m, que, juntamente com Salvador, \u00e9 local que registrou maior aumento do tempo gasto no percurso entre 1992 e 2012. Em Bel\u00e9m, o tempo m\u00e9dio passou de 24,6 para 32,8 minutos (eleva\u00e7\u00e3o de 35,4%); e em Salvador, de 31,2 para 39,7 minutos (crescimento de 27,1%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No conjunto das regi\u00f5es metropolitanas, os trabalhadores passaram a gastar 40,8 minutos em 2012. Vinte anos antes, despendiam 36,4 minutos. De acordo com o estudo, esse aumento de aproximadamente 12% no per\u00edodo foi tr\u00eas vezes maior que o observado nas regi\u00f5es n\u00e3o metropolitanas, onde o tempo gasto passou de 22,7 minutos para 23,6 minutos (eleva\u00e7\u00e3o de 4,2%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O documento tamb\u00e9m traz dados relativos \u00e0 \u00e1rea rural, onde, diante do tr\u00e2nsito menos intenso e das menores dist\u00e2ncias percorridas, a maioria dos trabalhadores tamb\u00e9m gasta at\u00e9 30 minutos (76,2%) para chegar ao local de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para inverter a tend\u00eancia de piora da mobilidade urbana, e garantir um sistema mais confi\u00e1vel, confort\u00e1vel e com menos perda de tempo, Carlos Henrique Carvalho defende que os governos devem criar incentivos para distribuir melhor pelo territ\u00f3rio as atividades econ\u00f4micas e, consequentemente os empregos, al\u00e9m de priorizar os investimentos em transporte p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;N\u00e3o \u00e9 o que temos visto no Pa\u00eds, onde houve congelamento do pre\u00e7o da gasolina e, diante de crises, redu\u00e7\u00e3o dos tributos para aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos novos. N\u00e3o se pode criar barreiras para aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo individual, mas devemos seguir o padr\u00e3o europeu, em que todos t\u00eam<em>\u00a0(esse bem)<\/em>, mas as pol\u00edticas incentivam o seu uso racional, seja por meio de cobran\u00e7a de estacionamento ou de ped\u00e1gio urbano, al\u00e9m de investimentos na expans\u00e3o das redes de transporte p\u00fablico e dos corredores de \u00f4nibus exclusivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele tamb\u00e9m destacou que, pela primeira vez, o n\u00famero de fam\u00edlias brasileiras com pelo menos um autom\u00f3vel ou uma motocicleta ultrapassou a marca de 50%. Em 2012, a propor\u00e7\u00e3o chegou a 54%, 9 pontos percentuais a mais do que em 2008, quando 45% dos lares tinham um ve\u00edculo particular. A tend\u00eancia, segundo o comunicado, \u00e9 que o n\u00famero aumente ainda mais nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Terra<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) apontou\u00a0que o tempo m\u00e9dio que o brasileiro leva para chegar ao trabalho \u00e9 de 30,2 minutos. Considerando o conjunto de trabalhadores do Pa\u00eds, 10% levam mais de uma hora nesse trajeto e 65,9% gastam menos de meia hora. 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