{"id":3230,"date":"2013-11-19T14:44:16","date_gmt":"2013-11-19T17:44:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=3230"},"modified":"2013-11-19T14:44:42","modified_gmt":"2013-11-19T17:44:42","slug":"trabalhador-negro-ganha-36-menos-que-o-nao-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/mercado-de-trabalho\/trabalhador-negro-ganha-36-menos-que-o-nao-negro\/","title":{"rendered":"Trabalhador negro ganha 36% menos que o n\u00e3o negro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/dieese\/\">Dieese<\/a>) mostra que um trabalhador negro recebe em m\u00e9dia um sal\u00e1rio 36,1% menor que o de um n\u00e3o negro, independentemente da regi\u00e3o onde mora ou de sua escolaridade. Segundo o estudo, a diferen\u00e7a salarial e de oportunidades de trabalho s\u00e3o ainda maiores nos cargos de chefia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa &#8216;Os negros nos mercados de trabalho metropolitanos&#8217; foi feita nas regi\u00f5es metropolitanas de Belo Horizonte, Bras\u00edlia, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e\u00a0S\u00e3o Paulo. O estudo destaca que a desvantagem registrada entre a remunerac\u00b8a~o de negros e na~o negros e\u00b4 pouco influenciada pela regia~o analisada, horas trabalhadas ou setor de atividade da economia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEm qualquer perspectiva, os negros ganham menos do que os brancos\u201d, avalia a\u00a0 economista Lucia Garcia, coordenadora de pesquisa sobre emprego e desemprego do Dieese, em entrevista \u00e0\u00a0<em>Globo News<\/em>. &#8220;O que observamos \u00e9 que a progress\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o melhora a educa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o negra, mas n\u00e3o extingue a desigualdade. Encontramos mais desigualdades no ensino superior completo.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisadora mostra que nas a\u00b4reas metropolitanas, os negros correspondem a 48,2% dos ocupados, mas, em me\u00b4dia, recebem por seu trabalho 63,9% do que recebem os na~o negros. Entre os trabalhadores com n\u00edvel superior completo, a m\u00e9dia de rendimentos por hora \u00e9 de R$ 17,39 entre os negros, e de R$ 29,03 entre os n\u00e3o negros.<em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O trabalhador negro encontra dificuldades ao longo de toda a sua vida profissional&#8221;, avalia a pesquisadora. &#8220;Desde o momento de conseguir um emprego at\u00e9 nas oportunidades para progredir na carreira.&#8221; Segundo a pesquisa do Dieese, na Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo, enquanto 18,1% dos trabalhadores n\u00e3o negros alcan\u00e7am cargos de dire\u00e7\u00e3o, apenas 3,7% dos negros atingem esta fun\u00e7\u00e3o de chefia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa aponta ainda que os negros se concentram nas ocupa\u00e7\u00f5es de menor prest\u00edgio e valoriza\u00e7\u00e3o como pedreiros, serventes, pintores, caiadores e trabalhadores bra\u00e7ais na constru\u00e7\u00e3o, faxineiros, lixeiros, serventes, camareiros e empregados dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Dieese diz que as pol\u00edticas de a\u00e7\u00e3o afirmativa como as cotas raciais nas universidades ajudam a dar mais oportunidades de trabalho e estudos para a popula\u00e7\u00e3o negra, mas ser\u00e1 necess\u00e1rio a cria\u00e7\u00e3o de cotas nas empresas para que este p\u00fablico seja efetivamente atendido.<\/p>\n<p><strong>Fonte: G1<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) mostra que um trabalhador negro recebe em m\u00e9dia um sal\u00e1rio 36,1% menor que o de um n\u00e3o negro, independentemente da regi\u00e3o onde mora ou de sua escolaridade. 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