{"id":3525,"date":"2014-04-07T16:36:22","date_gmt":"2014-04-07T19:36:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=3525"},"modified":"2014-04-09T11:44:29","modified_gmt":"2014-04-09T14:44:29","slug":"6-habitos-do-brasileiro-no-trabalho-que-gringos-nao-entendem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/6-habitos-do-brasileiro-no-trabalho-que-gringos-nao-entendem\/","title":{"rendered":"6 h\u00e1bitos do brasileiro no trabalho que gringos n\u00e3o entendem"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Como em qualquer rela\u00e7\u00e3o com culturas diferentes, brasileiros podem ter alguns desafios ao trabalhar com outros povos; veja quais s\u00e3o os mais comuns<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As empresas estrangeiras j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas a ultrapassar as fronteiras dos pa\u00edses de origem para, em alguns casos, mirar o Brasil. Mais e mais, as nacionais tamb\u00e9m est\u00e3o ampliando seu campo de atua\u00e7\u00e3o e fincando bandeiras em outros territ\u00f3rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma prova disso \u00e9 uma pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral que mostra que o \u00edndice de internacionaliza\u00e7\u00e3o das companhias brasileiras pulou para 18% em 2012 &#8211; dois pontos acima do registrado em 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre 2012 e 2013, por outro lado, o n\u00famero de carteiras de trabalho emitidas para estrangeiros no pa\u00eds cresceu mais de 50%, segundo dados publicados no G1. Em outros termos, seja aqui ou no exterior, o contato do brasileiro com diferentes culturas aumentou \u2013 e o n\u00famero tende a crescer nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por natureza, a cultura tupiniquim tende a ser mais aberta para o que \u00e9 novo ou diferente. Mas, mesmo assim, temos alguns pontos de choque quando em contato com outros povos. Principalmente, quando o cen\u00e1rio para este encontro \u00e9 o mercado de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO conflito cultural nasce porque tivemos experi\u00eancias pessoais espec\u00edficas e constru\u00edmos, a partir delas, ritos e comportamentos\u201d, diz Fabiana Gabrieli, professora da HSM Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, a imagem que se cria sobre um povo n\u00e3o \u00e9 verdade para todos que est\u00e3o inseridos naquele grupo. \u00c9 s\u00f3 voc\u00ea pensar: nem todo brasileiro gosta de samba, futebol e feij\u00e3o com arroz \u2013 caracter\u00edsticas que fazem parte do nosso estere\u00f3tipo no exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas h\u00e1 caracter\u00edsticas gerais que marcam uma dada cultura, como explica a consultora Jussara Nunes, da LCO Partners, que vive h\u00e1 11 anos na Holanda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, as atitudes listadas a seguir s\u00e3o fruto de uma reputa\u00e7\u00e3o mais geral criada pelos brasileiros no mundo corporativo e baseadas nas experi\u00eancias de tr\u00eas especialistas no assunto. Confira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>1 &#8211; Rodear e rodear para, enfim, chegar ao ponto<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O principal desafio do brasileiro ao lidar com outras culturas est\u00e1, vejam s\u00f3, na comunica\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de flu\u00eancia em outro idioma. O que \u201cpega\u201d para os estrangeiros \u00e9 a maneira como nos expressamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO brasileiro precisa explicar antes de chegar ao ponto\u201d, afirma Jussara. \u201cOs anglo-sax\u00f5es, em geral, v\u00e3o direto ao ponto: falam primeiro o que querem e, depois, tecem uma conversinha conforme o que o outro pede\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode parecer um pequeno detalhe, mas, na pr\u00e1tica, esta diferen\u00e7a pode comprometer a rela\u00e7\u00e3o profissional. \u201cAs pessoas chegam a ficar irritadas\u201d, diz a especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>2 &#8211; Usar o \u201csim\u201d como um \u201ctalvez\u201d<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA gente n\u00e3o quer ferir a outra pessoa, vamos falando devagarinho e, \u00e0s vezes, n\u00e3o somos totalmente francos ou diretos\u201d, diz Jussara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, o \u201csim\u201d vira \u201ctalvez\u201d; o \u201ctalvez\u201d, \u201cn\u00e3o\u201d e o \u201cn\u00e3o\u201d propriamente dito nunca aparece \u2013 nas promessas, \u00e9 claro, porque na pr\u00e1tica, est\u00e1 presente o tempo todo. Diante disso, estrangeiros tendem a ficar confusos e, no pior dos cen\u00e1rios, frustrados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>3 &#8211; Querer amigos, n\u00e3o colegas <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pesquisa da EY divulgada no m\u00eas passado mostra que o colega de trabalho ideal para quem mora no Brasil \u00e9 inspirador, motivador, amig\u00e1vel e soci\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, na pr\u00e1tica, mais do que algu\u00e9m que ajude a conseguir bons resultados, o brasileiro quer trabalhar com pessoas com quem seja f\u00e1cil se relacionar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO brasileiro tende a focar no relacionamento. Primeiro, ele tem que confiar e se dar bem. Depois, vem a tarefa\u201d, diz Jussara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso se materializa, por exemplo, nas (\u201cnecess\u00e1rias\u201d) conversas pessoais antes de come\u00e7ar uma reuni\u00e3o, na ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o do outro (nos comuns contatos f\u00edsicos) e at\u00e9 em nossa (velada) dificuldade em separar o que \u00e9 profissional do que \u00e9 pessoal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cVoc\u00ea d\u00e1 beijinho, mostra a fotos dos filhos, coloca um pouco de sentimento nas rela\u00e7\u00f5es\u201d, diz Cristina Santos, da EMDOC. Em outras culturas, o tom \u00e9 outro: \u201cviemos aqui para fazer neg\u00f3cios, n\u00e3o amigos\u201d, descreve a especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>4 &#8211; Ajustar o alcance da vis\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Fabiana Gabrieli, da HSM Educa\u00e7\u00e3o, o brasileiro tende a ter uma vis\u00e3o de neg\u00f3cios focada no curto prazo. \u201cQueremos fechar neg\u00f3cio, fazer movimentos r\u00e1pidos\u201d, diz. \u201cEnquanto na cultura oriental, por exemplo, as pessoas n\u00e3o fazem neg\u00f3cios com quem n\u00e3o conhecem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, tendo em vista as condi\u00e7\u00f5es do mercado no Brasil, aprende-se desde cedo que, muitas vezes, \u00e9 preciso improvisar. Com isso, apesar de n\u00e3o elaborar planos r\u00edgidos, por exemplo, o brasileiro tende a guardar na manga um plano B. \u201cOu C ou D\u201d, brinca Jussara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>5 &#8211; Buscar exce\u00e7\u00f5es \u2013 o tempo todo <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNosso cotidiano \u00e9 repleto de exce\u00e7\u00f5es\u201d, diz Cristina. \u00c9 o c\u00f3digo de conduta que n\u00e3o \u00e9 seguido \u00e0 risca; a lei que, na pr\u00e1tica, \u201cn\u00e3o \u00e9 bem assim\u201d e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Isso n\u00e3o \u00e9 v\u00e1lido em outras culturas. \u201cTendemos a ser indisciplinados, precisamos trabalhar com regras r\u00edgidas para que o &#8220;jeitinho&#8221; seja controlado\u201d, afirma Fabiana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando em contato com outras linhas corporativas, o brasileiro, al\u00e9m de ler, precisa seguir o manual \u2013 sem criar atalhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>6 &#8211; N\u00e3o andar no ritmo dos ponteiros <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma consequ\u00eancia desta cultura de flexibilidade \u00e9 a maneira como lidamos com o tempo. Atrasos fazem parte da rotina de muitas corpora\u00e7\u00f5es por aqui. Quantas vezes, por exemplo, voc\u00ea foi pontual e teve que esperar alguns bons minutos para que a reuni\u00e3o come\u00e7asse?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outros pa\u00edses ou culturas, esta rotina \u00e9 quase um insulto. E n\u00e3o levar isso em conta quando voc\u00ea trabalha em equipes multiculturais pode ser danoso para a sua pr\u00f3pria carreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Fonte: Exame<\/b><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como em qualquer rela\u00e7\u00e3o com culturas diferentes, brasileiros podem ter alguns desafios ao trabalhar com outros povos; veja quais s\u00e3o os mais comuns As empresas estrangeiras j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o as \u00fanicas a ultrapassar as fronteiras dos pa\u00edses de origem para, em alguns casos, mirar o Brasil. 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