{"id":35772,"date":"2021-06-02T17:09:12","date_gmt":"2021-06-02T20:09:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=35772"},"modified":"2021-06-02T17:26:31","modified_gmt":"2021-06-02T20:26:31","slug":"pandemia-deixara-mais-de-200-milhoes-sem-emprego-no-mundo-ate-2022-alerta-oit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/mercado-de-trabalho\/pandemia-deixara-mais-de-200-milhoes-sem-emprego-no-mundo-ate-2022-alerta-oit\/","title":{"rendered":"Pandemia deixar\u00e1 mais de 200 milh\u00f5es sem emprego no mundo at\u00e9 2022, alerta OIT"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"noticia-olho\">No Brasil, cerca de 15 milh\u00f5es esperam por uma oportunidade de trabalho<\/h4>\n\n\n\n<p>A profunda crise do&nbsp;mercado de trabalho&nbsp;provocada pela&nbsp;pandemia de Covid-19&nbsp;est\u00e1 longe de acabar e&nbsp;deixar\u00e1 mais de&nbsp;<strong>200 milh\u00f5es sem emprego at\u00e9 2022<\/strong>&nbsp;, segundo um novo levantamento feito pela a&nbsp;<strong>Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT)<\/strong>&nbsp;, divulgado nesta quarta-feira. As mulheres ser\u00e3o as mais afetadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante deste cen\u00e1rio, diz a OIT, ser\u00e1 mais dif\u00edcil erradicar a pobreza no mundo. De acordo com a organiza\u00e7\u00e3o, mesmo a melhora que se espera no mercado de trabalho ser\u00e1 insuficiente para compensar o fechamento de vagas desde o in\u00edcio da pandemia at\u00e9 pelo menos 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio &#8220;Emprego Global e Panorama Social: Tend\u00eancias em 2021&#8221;, da OIT, projeta que a perda de postos de trabalho no mundo chegar\u00e1 a 75 milh\u00f5es neste ano. Em 2022, mais 23 milh\u00f5es de empregos ser\u00e3o ceifados.<\/p>\n\n\n\n<p>Somadas \u00e0s vagas j\u00e1 perdidas desde o in\u00edcio da pandemia, o n\u00famero de desempregados chegar\u00e1 a 205 milh\u00f5es em 2022, ultrapassando o n\u00edvel de 187 milh\u00f5es registrado em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, cerca de 15 milh\u00f5es de pessoas est\u00e3o&nbsp;na fila por um emprego. A taxa de desemprego j\u00e1 chegou a 14,7%, e o n\u00famero de desalentados (que desistem de buscar uma vaga) j\u00e1 alcan\u00e7a 6 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desemprego mais alto desde 2013<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Esses mais de 200 milh\u00f5es de desempregados corresponde a uma taxa de desemprego mundial de 5,7%. Excluindo-se o per\u00edodo de crise da pandemia, essa taxa foi observada pela \u00faltima vez em 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>As regi\u00f5es mais afetadas no primeiro semestre de 2021 foram Am\u00e9rica Latina e Caribe, Europa e \u00c1sia Central.<\/p>\n\n\n\n<p>Nelas, as perdas estimadas em horas de trabalho ultrapassaram 8% no primeiro trimestre e 6% no segundo trimestre, em compara\u00e7\u00e3o com as perdas globais em horas de trabalho de 4,8% e 4,4% no primeiro e no segundo trimestre, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o global do emprego dever\u00e1 acelerar no segundo semestre de 2021, desde que n\u00e3o haja agravamento da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mais 108 milh\u00f5es na pobreza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, isso ocorrer\u00e1 de forma desigual, devido ao pr\u00f3prio acesso d\u00edspare \u00e0s vacinas e \u00e0 capacidade limitada da maioria das economias em desenvolvimento e emergentes de apoiar fortes medidas de est\u00edmulo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a qualidade dos empregos rec\u00e9m-criados provavelmente se deteriorar\u00e1 nesses pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>A queda no emprego e nas horas trabalhadas se traduziu em uma queda acentuada da renda do trabalho e um aumento correspondente da pobreza.<\/p>\n\n\n\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com 2019, mais 108 milh\u00f5es de trabalhadores em todo o mundo s\u00e3o agora classificados como pobres ou extremamente pobres (o que significa que eles e suas fam\u00edlias vivem com o equivalente a menos de US$ 3,20 por pessoa por dia).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCinco anos de progresso em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 erradica\u00e7\u00e3o da pobreza no trabalho foram desfeitos\u201d, diz o relat\u00f3rio, acrescentando que isso torna a realiza\u00e7\u00e3o do objetivo das Na\u00e7\u00f5es Unidas de erradicar a pobreza at\u00e9 2030 ainda mais dif\u00edcil.<\/p>\n\n\n\n<p>A crise da Covid-19 tamb\u00e9m piorou as desigualdades pr\u00e9-existentes, atingindo com mais for\u00e7a os trabalhadores vulner\u00e1veis, conclui o relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A falta generalizada de prote\u00e7\u00e3o social &#8211; por exemplo, entre os 2 bilh\u00f5es de trabalhadores do setor informal do mundo &#8211; significa que as interrup\u00e7\u00f5es no trabalho relacionadas \u00e0 pandemia tiveram consequ\u00eancias catastr\u00f3ficas para a renda familiar e meios de subsist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mulheres mais afetadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A crise tamb\u00e9m atingiu as mulheres de forma desproporcional. Seu emprego diminuiu 5% em 2020 em compara\u00e7\u00e3o com 3,9% no caso dos homens.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma propor\u00e7\u00e3o maior de mulheres tamb\u00e9m saiu do mercado de trabalho, tornando-se inativa. Responsabilidades dom\u00e9sticas adicionais resultantes de quarentenas e isolamento social tamb\u00e9m criaram o risco de uma &#8220;tradicionaliza\u00e7\u00e3o&#8221; dos pap\u00e9is de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Globalmente, o emprego entre os jovens caiu 8,7% em 2020, em compara\u00e7\u00e3o com 3,7% para os adultos, com a queda mais pronunciada observada em pa\u00edses de renda m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>As consequ\u00eancias deste atraso e perturba\u00e7\u00f5es na experi\u00eancia inicial dos jovens no mercado de trabalho podem durar anos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8216;N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 problema de sa\u00fade&#8217;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A recupera\u00e7\u00e3o da pandemia de Covid n\u00e3o \u00e9 apenas um problema de sa\u00fade. Os graves danos \u00e0s economias e sociedades tamb\u00e9m precisam ser superados&#8221;, disse em comunicado o diretor geral da OIT, Guy Ryder.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sem um esfor\u00e7o deliberado para acelerar a cria\u00e7\u00e3o de empregos decentes e apoiar os membros mais vulner\u00e1veis da sociedade e a recupera\u00e7\u00e3o dos setores econ\u00f4micos mais afetados, os efeitos da pandemia podem persistir durante anos, com a perda de seres humanos e potencial econ\u00f4mico, e maior pobreza e desigualdade\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ainda acrescentou:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Precisamos de uma estrat\u00e9gia abrangente e coordenada, baseada em pol\u00edticas centradas no ser humano e apoiada por a\u00e7\u00e3o e financiamento. N\u00e3o pode haver recupera\u00e7\u00e3o real sem a recupera\u00e7\u00e3o de empregos decentes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento da OIT preconiza uma estrat\u00e9gia de recupera\u00e7\u00e3o em torno de quatro princ\u00edpios: promover o crescimento econ\u00f4mico de base ampla e a cria\u00e7\u00e3o de empregos produtivos; apoiar a renda familiar e as transi\u00e7\u00f5es do mercado de trabalho; fortalecer as bases institucionais necess\u00e1rias para o crescimento e desenvolvimento econ\u00f4mico inclusivo, sustent\u00e1vel e resiliente; e usar o di\u00e1logo social para desenvolver estrat\u00e9gias de recupera\u00e7\u00e3o centradas no ser humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/economia.ig.com.br\/2021-06-02\/pandemia-desemprego-200-milhoes-oit.html\">https:\/\/economia.ig.com.br\/2021-06-02\/pandemia-desemprego-200-milhoes-oit.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Brasil, cerca de 15 milh\u00f5es esperam por uma oportunidade de trabalho A profunda crise do&nbsp;mercado de trabalho&nbsp;provocada pela&nbsp;pandemia de Covid-19&nbsp;est\u00e1 longe de acabar e&nbsp;deixar\u00e1 mais de&nbsp;200 milh\u00f5es sem emprego at\u00e9 2022&nbsp;, segundo um novo levantamento feito pela a&nbsp;Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT)&nbsp;, divulgado nesta quarta-feira. 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