{"id":35807,"date":"2021-06-03T17:20:20","date_gmt":"2021-06-03T20:20:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=35807"},"modified":"2021-06-03T17:20:22","modified_gmt":"2021-06-03T20:20:22","slug":"lucro-de-planos-de-saude-aumenta-22-no-1o-tri-e-alcanca-r-28-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/lucro-de-planos-de-saude-aumenta-22-no-1o-tri-e-alcanca-r-28-bilhoes\/","title":{"rendered":"Lucro de planos de sa\u00fade aumenta 22% no 1\u00ba tri e alcan\u00e7a R$ 2,8 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\" id=\"noticia-olho\">Custo assistencial subiu 8,7% no per\u00edodo, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo do ano passado, mas empresas esperam press\u00e3o maior no 2\u00ba trimestre<\/h4>\n\n\n\n<p>Os planos de sa\u00fade registraram&nbsp;<strong>lucro 22% maior<\/strong>&nbsp;no primeiro trimestre deste ano comparado ao mesmo per\u00edodo de 2020, \u00faltimo trimestre antes do in\u00edcio da pandemia: R$ 2,82 bilh\u00f5es contra R$ 2,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O custo assistencial do setor subiu, no mesmo per\u00edodo,\u00a0<strong>8,7%<\/strong>\u00a0, segundo n\u00fameros divulgados pela\u00a0<strong>Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS)<\/strong>\u00a0que levam em conta os resultados de planos m\u00e9dicos hospitalares e odontol\u00f3gicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do resultado positivo, as empresas do setor preveem que a retomada dos procedimentos eletivos e a segunda onda da Covid, que elevou a ocupa\u00e7\u00e3o de leitos hospitalares para cerca de 90%, tenham reflexo no segundo trimestre.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para as empresas com rede pr\u00f3pria a alta de custo foi ainda maior, de 11%. Isso se explica pelo fluxo de pagamento que nas demais operadoras t\u00eam ciclos de 45 a 90 dias. Por isso, acreditamos que o aumento nas despesas se refletir\u00e1 no pr\u00f3ximo trimestre. A expectativa \u00e9 que o custo assistencial do segundo trimestre seja 40% a 50% maior do que o mesmo per\u00edodo do ano passado, em que houve suspens\u00e3o de procedimentos&#8221;, ressalta Renato Casarotti, presidente da Abramge, que representa as empresas do setor.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Planos apontam alta nos custos \u00e0s v\u00e9speras de reajuste<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio da pandemia as empresas do setor v\u00eam tra\u00e7ando um cen\u00e1rio de deteriora\u00e7\u00e3o financeira que n\u00e3o tem se confirmado.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa de gastos recordes \u00e9 estimada pela FenaSa\u00fade, representante das maiores empresas do setor, \u00e0s v\u00e9speras da divulga\u00e7\u00e3o do reajuste dos planos individuais que,\u00a0pela primeira vez, dever\u00e1 ser negativo, ou seja, com mensalidades reduzidas. Os dados captados pela ANS at\u00e9 abril, no entanto, n\u00e3o confirmam esse progn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O \u00edndice do 1\u00ba trimestre permanece inferior ao mesmo per\u00edodo pr\u00e9-pandemia, e n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias, at\u00e9 o momento, de que a tend\u00eancia deva se alterar no 2\u00ba trimestre&#8221;, avalia Paulo Rebello, diretor de Normas e Habilita\u00e7\u00e3o das Operadoras da ANS.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para Idec, planos t\u00eam boa sa\u00fade financeira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Para Ana Carolina Navarrette, coordenadora do programa de Sa\u00fade do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), nenhum dado oficial aponta para o cen\u00e1rio descrito pelas operadoras para os pr\u00f3ximos meses:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Todos os indicadores oficiais demonstram que&nbsp; a sa\u00fade financeira das empresas vai muito bem, obrigada. A pandemia foi devastadora para a vida financeira de consumidores, de alguns prestadores de servi\u00e7os, com a suspens\u00e3o de procedimentos, mas fez muito bem \u00e0s contas dos planos de sa\u00fade. Parece haver um esfor\u00e7o do setor para tornar ruins os indicadores que se apresentam para justificar reajustes altos em 2021, o que n\u00e3o tem justificativa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a&nbsp; FenaSa\u00fade ressalta ainda que as receitas do primeiro trimestre cresceram menos do que os custos: 6,7% contra 8,7%. E destaca que o resultadoi foi&nbsp; afetado positivamente pela aplica\u00e7\u00e3o dos reajustes represados em 2020 e o ingresso de 1,4 milh\u00e3o de benefici\u00e1rios desde junho do&nbsp; ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O aumento de benefici\u00e1rios resulta, de imediato, no aumento de receitas, e tende a s\u00f3 afetar as despesas assistenciais quando ultrapassado o per\u00edodo de car\u00eancia para utiliza\u00e7\u00e3o da cobertura do plano. Os dados do 1\u00ba trimestre mostram n\u00e3o apenas o aumento do lucro l\u00edquido das operadoras, mas, tamb\u00e9m, da margem que esse lucro representa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s receitas de mensalidades&#8221;, afirma Rodrigo Leal, especialista em regula\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de plano de sa\u00fade, membro da Associa\u00e7\u00e3o Brasileria de Economia de Sa\u00fade (Abres).<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/economia.ig.com.br\/2021-06-03\/lucro-planos-de-saude-aumento-primeiro-trimestre.html\">https:\/\/economia.ig.com.br\/2021-06-03\/lucro-planos-de-saude-aumento-primeiro-trimestre.html<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Custo assistencial subiu 8,7% no per\u00edodo, em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo do ano passado, mas empresas esperam press\u00e3o maior no 2\u00ba trimestre Os planos de sa\u00fade registraram&nbsp;lucro 22% maior&nbsp;no primeiro trimestre deste ano comparado ao mesmo per\u00edodo de 2020, \u00faltimo trimestre antes do in\u00edcio da pandemia: R$ 2,82 bilh\u00f5es contra R$ 2,3 bilh\u00f5es. 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