{"id":37538,"date":"2021-09-15T17:21:05","date_gmt":"2021-09-15T20:21:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=37538"},"modified":"2021-09-15T17:21:07","modified_gmt":"2021-09-15T20:21:07","slug":"58-dos-profissionais-50-se-dizem-pouco-aptos-a-lidar-com-tecnologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/mercado-de-trabalho\/58-dos-profissionais-50-se-dizem-pouco-aptos-a-lidar-com-tecnologia\/","title":{"rendered":"58% dos profissionais 50+ se dizem pouco aptos a lidar com tecnologia"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Por outro lado, 80% dos trabalhadores maduros entrevistados em pesquisa da Maturi dizem estar preparados para o home office; veja dicas sobre longevidade no mercado de trabalho<\/h4>\n\n\n\n<p>Os profissionais com mais de 50 anos se dizem aptos para trabalhar em home office ou no modelo h\u00edbrido, que mescla trabalho presencial com dias de atividades em casa. Por\u00e9m, o uso de tecnologias e aplicativos de gest\u00e3o, indispens\u00e1veis para esses cen\u00e1rios, ainda \u00e9 um desafio para a maioria deles. \u00c9 o que mostra uma pesquisa da consultoria Maturi em parceria com a NOZ Pesquisa e Intelig\u00eancia, que ouviu 1.883 pessoas entre 23 de junho e 19 de julho.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento buscou entender os novos h\u00e1bitos e a percep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico maduro (como s\u00e3o chamados os profissionais 50+) sobre os efeitos da pandemia na realidade deles. Enquanto 80% dos entrevistados sentem-se preparados ou extremamente preparados para trabalhar exclusiva ou parcialmente em casa, 58% acredita estar pouco ou nada preparado para utilizar tecnologia e aplicativos de gest\u00e3o. Outros 47% consideram que t\u00eam pouca destreza para lidar com ferramentas de colabora\u00e7\u00e3o online.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dado positivo \u00e9 que 84% veem-se aptos a uma jornada flex\u00edvel com mais autonomia, mas vale destacar que essa percep\u00e7\u00e3o \u00e9 melhor entre aqueles com ensino superior (82%) e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o (90%). Al\u00e9m disso, os grupos que se dizem mais preparados para manejar recursos virtuais s\u00e3o aqueles que atuam em empresas, em regime CLT ou como pessoa jur\u00eddica, o que implica mais oportunidade de acesso a essas tecnologias.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale destacar tamb\u00e9m que 91% dos profissionais maduros que j\u00e1 atuavam em casa antes da pandemia sentem-se mais preparados para esse modelo, enquanto o porcentual \u00e9 de 60% entre os que n\u00e3o trabalharam no home office durante o per\u00edodo. Assim, lidar bem ou n\u00e3o com esses novos formatos de trabalho e com ferramentas digitais pode ter mais a ver com o h\u00e1bito do que com a idade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Antes, esse p\u00fablico buscava um formato de trabalho mais tradicional porque era ao que estava acostumado. A partir do momento que a pandemia muda essa din\u00e2mica, eles come\u00e7am a se interessar e ver que tem muita oportunidade de se adaptarem a esse formato. Vimos muita gente se capacitando para isso e tem gente j\u00e1 preparada e aberta a esse modelo de jornada flex\u00edvel, trabalhando por projeto como consultor. J\u00e1 as pessoas com dificuldade de lidar com ferramentas mais avan\u00e7adas est\u00e3o buscando capacita\u00e7\u00e3o&#8221;, analisa M\u00f3rris Litvak, CEO e fundador da Maturi. <\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisa, entre os que tem alguma ocupa\u00e7\u00e3o, a maior parte (18%) atua como consultor, aut\u00f4nomo ou freelancer, refor\u00e7ando que o mercado de trabalho para os 50+ est\u00e1 al\u00e9m do v\u00ednculo CLT. Isso sugere tamb\u00e9m o quanto os maduros est\u00e3o dispostos a exercer algum tipo de atividade, porque 70% se diz apto a usar profissionalmente as redes sociais. Al\u00e9m disso, 80% buscou aperfei\u00e7oamento em cursos online durante a pandemia, dos quais 53% investiu financeiramente em pelo menos um deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficar parado, aproveitando a aposentadoria, j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 op\u00e7\u00e3o para a maioria desses profissionais. &#8220;Hoje, as pessoas entendem que v\u00e3o viver muito e pensar em aproveitar a aposentadoria \u00e9 perto dos 80 anos e com dinheiro sobrando, uma realidade de parcela m\u00ednima da sociedade. A renda cai quando sai do mundo corporativo, ent\u00e3o at\u00e9 buscar novos caminhos, muita gente vai precisar se manter por mais tempo&#8221;, diz o especialista em longevidade. Com as reformas previdenci\u00e1rias, a tend\u00eancia \u00e9 que a aposentadoria fique cada vez mais longe e com menor valor, o que torna vital pensar em plano B.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Dificuldades dos profissionais maduros<\/h3>\n\n\n\n<p>O impacto da pandemia \u00e9 sentida principalmente entre aqueles que est\u00e3o sem ocupa\u00e7\u00e3o, mas buscam recoloca\u00e7\u00e3o, uma vez que 53% deles perderam o emprego durante a pandemia. Soma-se a isso o preconceito et\u00e1rio na vida profissional, que \u00e9 considerado dif\u00edcil e desafiador, ou muito, para 65% dos entrevistados na pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre oportunidades profissionais ap\u00f3s o in\u00edcio da vacina\u00e7\u00e3o, 42% diz que nada mudou, 21% afirma que piorou e tem notado menos oportunidades, enquanto 32% considera que houve pequena melhora. O cen\u00e1rio inst\u00e1vel trazido pela crise tamb\u00e9m pode ter intensificado as dificuldades que os maduros j\u00e1 enfrentavam antes: depois de mais de um ano, os impactos na vida financeira s\u00e3o o segundo maior desafio, apontado por 63% deles.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A gente v\u00ea um preconceito grande que se acentuou na pandemia, mas tem percebido maior interesse das empresas sobre o assunto. N\u00e3o necessariamente contratar, mas interesse sobre diversidade et\u00e1ria. N\u00e3o vai ter emprego para todos, mas a gente conscientiza as empresas e busca influenciar pol\u00edticas p\u00fablicas. Mas as pessoas precisam se preparar e capacitar cada vez mais para uma vida de trabalho longeva e at\u00f4noma&#8221;, orienta o CEO da Maturi.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Dicas para empresas e profissionais 50+<\/h3>\n\n\n\n<p>Litvak destaca que estar apto ou n\u00e3o a lidar com as novas tecnologias e transforma\u00e7\u00f5es do mercado de trabalho tem mais a ver com perfil pessoal do que com a idade. &#8220;Tem gente que, sendo mais novo, n\u00e3o vai atr\u00e1s, ent\u00e3o idade n\u00e3o pode ser mais fator paras pessoas pensarem no que o profissional \u00e9 capaz ou n\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Confira as dicas do especialista em longevidade para empresas e profissionais:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para empresas:<\/strong>\u00a0\u00e9 preciso olhar al\u00e9m da quest\u00e3o de atualiza\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e entender que se, eventualmente, esse profissional n\u00e3o estiver atualizado com algum tipo de ferramenta, ele pode aprender a mexer. \u00c9 preciso olhar tamb\u00e9m para as compet\u00eancias comportamentais, experi\u00eancia, abertura ao novo. &#8220;A gente teve empresas que contrataram um grupo de pessoas pela Maturi e fizeram treinamento espec\u00edfico de ferramentas. Coisas mais t\u00e9cnicas, as pessoas aprendem conforme a necessidade da empresa&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para profissionais com ocupa\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>\u00e9 preciso buscar se desenvolver continuamente, praticar o lifelong learning. Nesse caso, as empresas tamb\u00e9m podem colaborar, incluindo os funcion\u00e1rios maduros nos programas de desenvolvimento profissional. &#8220;A gente sabe que, a partir de certa idade, as pessoas n\u00e3o s\u00e3o mais convidadas a participarem de treinamento. \u00c9 preciso entender que, por mais que a pessoa tenha experi\u00eancia, ela pode continuar aprendendo.&#8221; <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para quem busca recoloca\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0&#8220;\u00c9 muito importante ter iniciativa de se capacitar, participar de a\u00e7\u00f5es e comunidades, eventos, fazer cursos e se conectar com outras pessoas, fazer networking e se inspirar no que os outros est\u00e3o fazendo&#8221;, sugere Litvak. O especialista diz que \u00e9 preciso estar aberto ao novo, ter humildade para reconhecer que h\u00e1 sempre coisas novas para aprender e se adaptar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para quem quer empreender:<\/strong>\u00a0ter o pr\u00f3prio neg\u00f3cio com mais de 50 anos de idade \u00e9 t\u00e3o desafiador quanto para um jovem. &#8220;Mas o jovem tem menos medo&#8221;, pontua Litvak. &#8220;Ent\u00e3o, \u00e9 n\u00e3o ter receio disso, tirar a ideia de que empreender n\u00e3o \u00e9 para mim. Nesse formato, \u00e9 bem mais poss\u00edvel conseguir renda do que buscar emprego formal&#8221;, comenta. Nesse caso, estar atento e capacitado em ferramentas tecnol\u00f3gicas e usar profissionalmente as redes sociais \u00e9 igualmente importante. <\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.terra.com.br\/noticias\/educacao\/carreira\/58-dos-profissionais-50-se-dizem-pouco-aptos-a-lidar-com-tecnologia,1b63a2a49d42fb695e1f69669d1116e9uf9k7so5.html\">Terra<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Cadastre ou atualize seu curr\u00edculo na Curriculum:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.curriculum.com.br\/01_10.asp\">https:\/\/www.curriculum.com.br\/01_10.asp<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por outro lado, 80% dos trabalhadores maduros entrevistados em pesquisa da Maturi dizem estar preparados para o home office; veja dicas sobre longevidade no mercado de trabalho Os profissionais com mais de 50 anos se dizem aptos para trabalhar em home office ou no modelo h\u00edbrido, que mescla trabalho presencial com dias de atividades em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":53,"featured_media":37539,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[153],"tags":[],"post_folder":[],"class_list":["post-37538","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mercado-de-trabalho"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37538","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/53"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=37538"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37538\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37540,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/37538\/revisions\/37540"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/37539"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=37538"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=37538"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=37538"},{"taxonomy":"post_folder","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/post_folder?post=37538"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}