{"id":39037,"date":"2022-02-17T16:15:08","date_gmt":"2022-02-17T19:15:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=39037"},"modified":"2022-02-17T16:15:09","modified_gmt":"2022-02-17T19:15:09","slug":"quanto-custa-o-preconceito-contra-os-trabalhadores-mais-velhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/mercado-de-trabalho\/quanto-custa-o-preconceito-contra-os-trabalhadores-mais-velhos\/","title":{"rendered":"Quanto custa o preconceito contra os trabalhadores mais velhos"},"content":{"rendered":"\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Nos EUA, a previs\u00e3o \u00e9 de que, sem a m\u00e3o de obra madura, a perda em produtividade chegue a 3.9 trilh\u00f5es de d\u00f3lares em 2050<\/h4>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/generations.asaging.org\/age-discrimination-costly-workplace-practice\" target=\"_blank\"><strong>edi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a>\u00a0da \u201cGenerations Today\u201d, publica\u00e7\u00e3o da Sociedade Americana para o Envelhecimento (ASA, em ingl\u00eas), o tema foi a discrimina\u00e7\u00e3o contra os trabalhadores mais velhos. Em 2020, 78% dos norte-americanos maduros haviam presenciado ou sido v\u00edtimas de etarismo no ambiente profissional, segundo pesquisa da AARP, entidade que re\u00fane cerca de 38 milh\u00f5es de aposentados. No Brasil, de acordo com a consultoria Hype50+, 39% daqueles acima dos 55 anos se sentem descartados pelo mercado de trabalho, mas metade da m\u00e3o de obra brasileira ter\u00e1 mais de 50 anos at\u00e9 2040!<\/p>\n\n\n\n<p>Nos EUA, a Equal Employment Opportunity Commission \u00e9 uma comiss\u00e3o para garantir oportunidades iguais para todos e inclui quem tem mais de 40 \u2013 sim, o problema come\u00e7a cedo! \u2013 para proteger essa m\u00e3o de obra experiente que, no entanto, vem sendo preterida em contrata\u00e7\u00f5es, benef\u00edcios e promo\u00e7\u00f5es. Em 2020, a comiss\u00e3o recebeu mais de 14 mil reclama\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o por idade, tendo conseguido 76 milh\u00f5es de d\u00f3lares em compensa\u00e7\u00e3o para os reclamantes. Os dados mostram que o preconceito n\u00e3o est\u00e1 concentrado num determinado setor e o fato de estar t\u00e3o disseminado faz muito mal \u00e0 economia: de acordo com The Economist Intelligence Unit, bra\u00e7o da revista brit\u00e2nica dedicado a pesquisas, cerca de 850 bilh\u00f5es de d\u00f3lares foram perdidos em produtividade, somente em 2018, por causa do etarismo ou age\u00edsmo. A previs\u00e3o \u00e9 de que, se n\u00e3o forem tomadas medidas eficazes, tal cifra chegue a 3.9 trilh\u00f5es de d\u00f3lares em 2050.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando esse grupo, cada vez mais numeroso gra\u00e7as ao aumento na expectativa de vida, perde o emprego ou aceita uma posi\u00e7\u00e3o inferior, o consumo se retrai e o pa\u00eds perde na gera\u00e7\u00e3o de riqueza. Em\u00a0<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/bemestar\/blog\/longevidade-modo-de-usar\/post\/2019\/05\/16\/temos-que-aproveitar-a-mao-de-obra-mais-velha-para-financiar-a-seguridade-social.ghtml\"><strong>entrevista<\/strong><\/a>\u00a0a este blog, a economista Ana Am\u00e9lia Camarano j\u00e1 havia alertado para a inatividade dos homens entre 50 e 64 que s\u00e3o empurrados para fora do mercado, ficam \u00e0 margem da Previd\u00eancia e se veem numa situa\u00e7\u00e3o de risco social. A situa\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 pior para as mulheres, que enfrentam o preconceito de g\u00eanero e de idade. O interessante \u00e9 que, em 90% das empresas brasileiras, os gestores acreditam que os profissionais acima dos 50 demonstram maior equil\u00edbrio, mas apenas 11% delas mant\u00eam programas de contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra s\u00eanior, aponta levantamento do N\u00facleo de Estudos em Organiza\u00e7\u00f5es e Pessoas (FGV-Eaesp).<\/p>\n\n\n\n<p>No artigo, s\u00e3o listadas algumas iniciativas para dar fim ao desperd\u00edcio desse capital humano. A primeira delas \u00e9 reconhecer que a discrimina\u00e7\u00e3o existe e rever as pr\u00e1ticas de contrata\u00e7\u00e3o, para alimentar um ambiente inclusivo. H\u00e1 perguntas que s\u00f3 s\u00e3o feitas para os 50 mais, como: \u201cvoc\u00ea sabe navegar na internet?\u201d; \u201ctem boa mem\u00f3ria?\u201d; \u201c\u00e9 saud\u00e1vel e tem vida social?\u201d. Outra frente de a\u00e7\u00e3o \u00e9 derrubar estere\u00f3tipos negativos relacionados ao envelhecimento. Funcion\u00e1rios maduros tendem a ser mais engajados, diminuindo a rotatividade da m\u00e3o de obra. As empresas tamb\u00e9m deveriam investir em treinamento \u2013 sem privilegiar os jovens, como normalmente acontece \u2013 e criar hor\u00e1rios flex\u00edveis para quem quer trabalhar, mas prefere jornadas menos longas. Times multigeracionais j\u00e1 se mostraram produtivos porque h\u00e1 um interc\u00e2mbio entre as diferentes habilidades de cada faixa et\u00e1ria, com ganhos para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/bemestar\/blog\/longevidade-modo-de-usar\/post\/2022\/02\/17\/quanto-custa-o-preconceito-contra-os-trabalhadores-mais-velhos.ghtml\">G1 Globo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Cadastre ou atualize seu curr\u00edculo na Curriculum:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.curriculum.com.br\/01_10.asp\">https:\/\/www.curriculum.com.br\/01_10.asp<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos EUA, a previs\u00e3o \u00e9 de que, sem a m\u00e3o de obra madura, a perda em produtividade chegue a 3.9 trilh\u00f5es de d\u00f3lares em 2050 Na \u00faltima\u00a0edi\u00e7\u00e3o\u00a0da \u201cGenerations Today\u201d, publica\u00e7\u00e3o da Sociedade Americana para o Envelhecimento (ASA, em ingl\u00eas), o tema foi a discrimina\u00e7\u00e3o contra os trabalhadores mais velhos. 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