{"id":3982,"date":"2014-05-30T09:44:23","date_gmt":"2014-05-30T12:44:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=3982"},"modified":"2016-11-08T16:57:51","modified_gmt":"2016-11-08T19:57:51","slug":"o-novo-emprego-desapontou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/o-novo-emprego-desapontou\/","title":{"rendered":"O novo emprego desapontou?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>O que fazer quando o trabalho dos sonhos \u00e9 uma grande decep\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por Andrea Giardino (<strong>Voc\u00ea S\/A<\/strong>)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em fevereiro, o designer americano Jordan Price conquistou fama moment\u00e2nea ao publicar em seu blog um relato de sua breve e frustrada experi\u00eancia como funcion\u00e1rio da Apple na sede da empresa, em Cupertino, na Calif\u00f3rnia. Republicado pelo site Huffington Post, o texto havia passado em abril a casa das 22 000 curtidas e dos 3 000 compartilhamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jordan revelou sua alegria por ter sido contratado e sua enorme decep\u00e7\u00e3o com o que encontrou nos bastidores da Apple. Seu chefe gritava e insultava a equipe e amea\u00e7ava Jordan. O hor\u00e1rio de expediente era longo e r\u00edgido. O excesso de reuni\u00f5es drenava a produtividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s seis meses, envergonhado por ter de desistir, Jordan limpou sua mesa, deixou uma mensagem descascando o chefe, voltou para casa e escreveu o texto. \u201cS\u00f3 sei que eu queria muito trabalhar na Apple \u2014 e agora n\u00e3o quero tanto assim\u201d, diz Jordan, nas \u00faltimas palavras de sua confiss\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desapontamento com um emprego \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o comum, em geral causada por um descompasso entre expectativa e realidade. Uma pesquisa do site Glassdor, que re\u00fane avalia\u00e7\u00f5es de empresas por funcion\u00e1rios, mostra que, de cada dez profissionais que mudaram de emprego recentemente, seis se depararam com uma rotina muito diferente da esperada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAs pessoas idealizam muito\u201d, afirma Rafael Souto, s\u00f3cio da Produtive, empresa de recoloca\u00e7\u00e3o de Porto Alegre. Veja como se precaver de decep\u00e7\u00f5es no trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O mito da empresa perfeita <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para conquistar interessados em trabalhar nelas, muitas empresas promovem a imagem de que s\u00e3o lugares incr\u00edveis. Outras s\u00e3o marcas renomadas, que se aproveitam da reputa\u00e7\u00e3o de seus produtos na capta\u00e7\u00e3o de empregados, mesmo que internamente sejam ambientes ruins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;\u00c9 natural que as empresas s\u00f3 mostrem o que t\u00eam de melhor. O problema \u00e9 que muitas vezes as regras do jogo n\u00e3o ficam claras\u201d, diz a coach Eliana Dutra, do Rio de Janeiro. \u201cUma empresa pode ser excelente para muitos, mas n\u00e3o para todos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falta de identifica\u00e7\u00e3o com a cultura<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 natural se sentir um forasteiro nos primeiros dias de um emprego novo. Falta conhecer as pessoas e os in\u00fameros c\u00f3digos informais que regem os relacionamentos corporativos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se a sensa\u00e7\u00e3o se prolongar, \u00e9 sinal de que pode faltar identifica\u00e7\u00e3o com a empresa. A\u00ed \u00e9 hora de avaliar se vale tentar uma adapta\u00e7\u00e3o, revendo alguns h\u00e1bitos e analisando se suas cren\u00e7as e seu estilo realmente s\u00e3o \u00fanicos e n\u00e3o podem ser mudados. Se a incompatibilidade for total, n\u00e3o adianta insistir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ambiente de forte press\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho sob press\u00e3o afeta in\u00fameros mercados. Pouca gente escapa dessa realidade. Encontrar nos primeiros dias um ambiente assim pode ser traum\u00e1tico, por mais que a pessoa saiba do estilo da empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conselho \u00e9 enfrentar o monstro. \u201cO profissional precisa insistir um pouco antes de desistir\u201d, diz Mara Turolla, diretora de coaching da consultoria Career Center,\u00a0 de S\u00e3o Paulo. \u201cAs decis\u00f5es devem ser mais racionais e menos por impulso.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Problemas com o chefe<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um estudo da consultoria Page Talent \u2014 que contrata estagi\u00e1rios e trainees \u2014 com 600 jovens entre 18 e 24 anos mostra que 52% n\u00e3o se preocupam em conhecer o perfil dos chefes antes de aceitar uma oferta. Tentar saber mais sobre o futuro l\u00edder ajuda a prever problemas de relacionamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No conv\u00edvio, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 evitar o confronto. Se o caso for insuport\u00e1vel, deve-se tentar mudar de \u00e1rea, considerando que pode n\u00e3o haver outro lugar na empresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Falta de qualidade de vida<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma promessa comum \u00e9 a qualidade de vida. Muitas empresas, na hora de contratar, omitem que t\u00eam um ritmo insano. A regra \u00e9 esperar at\u00e9 ter certeza de que n\u00e3o se trata de um pico passageiro de servi\u00e7o. \u201cSe os hor\u00e1rios forem mesmo loucos, tente ganhar tempo em coisas como o transporte para o trabalho\u201d, diz Mara Turolla, da Carrer Center. Se n\u00e3o for poss\u00edvel, considere sair.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trabalho chato<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo que o profissional fa\u00e7a o que gosta, encontrar\u00e1 atividades mon\u00f3tonas. A parte chata raramente \u00e9 discutida na entrevista. Descobrir uma forma leve de encarar o lado entediante do trabalho facilita o dia a dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema \u00e9 a falta de tarefas estimulantes. Uma op\u00e7\u00e3o \u00e9 tomar a iniciativa. \u201cExperimente propor um novo projeto para o chefe\u201d, diz M\u00f4nica Ramos, diretora do servi\u00e7o de transi\u00e7\u00e3o de carreiras da consultoria LHH\/DBM, de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Promessas n\u00e3o cumpridas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos profissionais reclamam que, antes de entrar, a empresa vendeu uma imagem bem diferente da pr\u00e1tica\u201d, diz Andr\u00e9 Freire, presidente da Odgers Berndtson, empresa de recrutamento de executivos de S\u00e3o Paulo. Se isso ocorrer, o jeito\u00a0 \u00e9 se virar com aquilo que est\u00e1 dispon\u00edvel e renegociar as metas com o chefe, explicando que precisa dos recursos que foram\u00a0 prometidos na entrevista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: Exame.com<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que fazer quando o trabalho dos sonhos \u00e9 uma grande decep\u00e7\u00e3o Por Andrea Giardino (Voc\u00ea S\/A) Em fevereiro, o designer americano Jordan Price conquistou fama moment\u00e2nea ao publicar em seu blog um relato de sua breve e frustrada experi\u00eancia como funcion\u00e1rio da Apple na sede da empresa, em Cupertino, na Calif\u00f3rnia. Republicado pelo site [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12547,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"inline_featured_image":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[34,89],"tags":[500],"post_folder":[],"class_list":["post-3982","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-carreira","category-comportamento","tag-o-novo-emprego-desapontou"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3982","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3982"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3982\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12548,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3982\/revisions\/12548"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12547"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3982"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3982"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3982"},{"taxonomy":"post_folder","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/post_folder?post=3982"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}