{"id":4223,"date":"2014-07-02T12:02:20","date_gmt":"2014-07-02T15:02:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=4223"},"modified":"2016-10-13T15:40:10","modified_gmt":"2016-10-13T18:40:10","slug":"o-que-todo-chefe-deveria-fazer-mas-bem-poucos-fazem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/o-que-todo-chefe-deveria-fazer-mas-bem-poucos-fazem\/","title":{"rendered":"O que todo chefe deveria fazer mas (bem) poucos fazem"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Quase metade dos chefes acha que d\u00e1 aten\u00e7\u00e3o a suas equipes, mas pesquisa mostra que, na pr\u00e1tica, subordinados n\u00e3o se sentem ouvidos pelos seus gestores<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por Camila Pati<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMuitos problemas poderiam ser evitados se os chefes dessem mais abertura para a equipe falar\u201d. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 da coach executiva Eva Hirsch Pontes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com ela, gestores, em geral, n\u00e3o consideram que seja necess\u00e1rio ouvir melhor seus subordinados, muito embora esta seja uma compet\u00eancia essencial ligada \u00e0 habilidade de comunica\u00e7\u00e3o, qualidade preponderante para quem ocupa cargo de gest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recente pesquisa comandada por Eva, em parceria com Cristina Panella e a ag\u00eancia LeadPix, comprova a neglig\u00eancia dos chefes no que diz respeito \u00e0 boa comunica\u00e7\u00e3o com a equipe. Dados mostram que 41% dos gestores dizem dedicar muita aten\u00e7\u00e3o aos seus funcion\u00e1rios, mas apenas 9% dos colaboradores concordam com seus chefes neste quesito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Questionados sobre como se sentiriam caso o chefe dedicasse mais aten\u00e7\u00e3o, 43% dos subordinados afirmam que se sentiriam mais valorizados; 40% ficariam mais motivados e 35%, mais confiantes. O levantamento contou com a participa\u00e7\u00e3o de 1.200 profissionais de cargos de lideran\u00e7a e colaboradores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falta aos chefes, diz Eva, desenvolver o que ela chama de escuta emp\u00e1tica, ou seja, um mecanismo que realmente abra espa\u00e7o para intera\u00e7\u00e3o com a equipe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E o primeiro passo \u00e9 dar voz para as pessoas e entender as vari\u00e1veis do seu lado da equa\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 ampliar o olhar para incluir o outro. Empatia \u00e9 ir para o lugar do outro sem se perder de si mesmo\u201d, diz Eva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Eva, chefes que desenvolvem a escuta emp\u00e1tica, que d\u00e3o aten\u00e7\u00e3o efetiva para suas equipes, ganham o respeito e a confian\u00e7a de seus subordinados. \u201cS\u00f3 influencia quem tem empatia\u201d, diz Eva. E, explica a coach, tr\u00eas s\u00e3o os pilares fundamentais da escuta emp\u00e1tica:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>1. Reconhecimento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira etapa \u00e9 ouvir o que o outro tem a dizer. Mas n\u00e3o s\u00f3. \u00c9 classificada como a fase de reconhecimento j\u00e1 que cabe ao l\u00edder reconhecer os sentimentos e motiva\u00e7\u00f5es e frustra\u00e7\u00f5es que est\u00e3o em jogo a partir do discurso do seu subordinado. A express\u00e3o corporal e facial tamb\u00e9m pode dar ind\u00edcios importantes a respeito do estado de esp\u00edrito do funcion\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>2. Processamento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s a fase de reconhecimento, as informa\u00e7\u00f5es \u201ccoletadas\u201d devem ser processadas. \u201cPara entender o que a pessoa est\u00e1 querendo dizer, a primeira coisa \u00e9 suspender o julgamento\u201d, diz Eva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 que cada um se comporta de acordo com o seu pr\u00f3prio sistema de cren\u00e7as e valores. E \u00e9 nesse ponto que entra em cena a empatia. Qual \u00e9 a import\u00e2ncia da demanda para aquela pessoa que a faz? O que a motiva? A resposta pode ser bem diferente para cada um dos membros da equipe.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>3. Resposta<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 ent\u00e3o, \u00e9 hora de dar a resposta. Que fique claro que n\u00e3o se trata de o chefe concordar com o pedido ou a coloca\u00e7\u00e3o do subordinado. Mas, sim, de construir uma resposta que mostre a ele que foi ouvido e entendido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resumir em t\u00f3picos pontos de acordo e de desacordo, principais mensagens da conversa e at\u00e9 pontuar sugest\u00f5es para responder \u00e0s demandas s\u00e3o a\u00e7\u00f5es que confirmam para a equipe que o chefe realmente a escutou. Explicar por que foi tomada outra decis\u00e3o \u00e9 essencial caso a demanda do subordinado n\u00e3o tenha sido atendida, segundo Eva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: Exame.com\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase metade dos chefes acha que d\u00e1 aten\u00e7\u00e3o a suas equipes, mas pesquisa mostra que, na pr\u00e1tica, subordinados n\u00e3o se sentem ouvidos pelos seus gestores Por Camila Pati \u201cMuitos problemas poderiam ser evitados se os chefes dessem mais abertura para a equipe falar\u201d. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 da coach executiva Eva Hirsch Pontes. 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