{"id":4579,"date":"2014-09-02T09:48:34","date_gmt":"2014-09-02T12:48:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=4579"},"modified":"2016-10-13T17:15:44","modified_gmt":"2016-10-13T20:15:44","slug":"profissionais-dizem-que-conciliam-redes-sociais-e-trabalho-mas-que-colegas-nao-conseguem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/profissionais-dizem-que-conciliam-redes-sociais-e-trabalho-mas-que-colegas-nao-conseguem\/","title":{"rendered":"Profissionais dizem que conciliam redes sociais e trabalho. Mas que colegas n\u00e3o conseguem"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<i>Pesquisa mostra que 70% se sentem capazes de manter a produtividade, mas que, para 71%, o resto da equipe perde o foco<\/i><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Acessar redes sociais e e-mails para fins pessoais durante o expediente \u00e9 algo comum nas empresas atualmente. Diante disso, os gestores t\u00eam buscado formas equilibradas para permitir o acesso a essas ferramentas, sem que ele prejudique o rendimento dos funcion\u00e1rios. Mas muito poucos t\u00eam seguran\u00e7a em afirmar qual seria o melhor caminho a seguir. A discuss\u00e3o est\u00e1 lan\u00e7ada: quais os limites para o uso dessas ferramentas e at\u00e9 que ponto elas prejudicam ou potencializam a efici\u00eancia dos funcion\u00e1rios?<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Enquanto alguns profissionais acreditam conseguir conciliar o uso dessas ferramentas com o trabalho, boa parte considera que o h\u00e1bito influi negativamente no foco, n\u00e3o deveria ser autorizado e, em alguns casos, at\u00e9 poderia ser considerado motivo de demiss\u00e3o. \u00c9 o que revela pesquisa de opini\u00e3o elaborada pela coach executiva Eva Hirsch Pontes em parceria com Cristina Panela Planejamento e Pesquisa e a Ag\u00eancia LeadPix, com 1.200 profissionais de diferentes estados.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Um primeiro aspecto que a pesquisa buscou entender foi se o uso das redes sociais interferia na produtividade durante o expediente. A grande maioria dos entrevistados (70%) afirma que consegue harmonizar o tempo entre a navega\u00e7\u00e3o e as atividades profissionais. No entanto, apesar de garantirem que s\u00e3o capazes de conciliar o uso das redes sociais com sua atividade profissional, a opini\u00e3o dos entrevistados \u00e9 diferente em rela\u00e7\u00e3o ao uso da ferramenta pelos colegas de trabalho. Para 71% deles, os outros membros da equipe que checam as redes perdem a concentra\u00e7\u00e3o e o rendimento durante o expediente.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Segundo Cristina Panella, doutora em sociologia e especialista em intelig\u00eancia e tecnologia do conhecimento, utilizar perguntas sobre o comportamento do pr\u00f3prio entrevistado e como ele avalia o mesmo h\u00e1bito quando adotado por pessoas pr\u00f3ximas \u00e9 uma t\u00e9cnica comum em pesquisa e demonstra, em certos casos, contradi\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">\u2014 \u00c9 corriqueiro que os indiv\u00edduos minimizem as consequ\u00eancias da pr\u00f3pria atitude, nesse caso a queda da produtividade e concentra\u00e7\u00e3o, mas visualizem nos colegas o reflexo negativo desse comportamento. Ou seja, os n\u00fameros relativos \u00e0 conduta alheia costumam ser muito mais pr\u00f3ximos da realidade efetiva do que o autodeclarado.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Apesar de acreditar que o acesso a redes sociais n\u00e3o prejudica a rotina de trabalho, quase metade dos respondentes (45%) admite que as novas tecnologias atrapalham a concentra\u00e7\u00e3o. De acordo com a coach executiva Eva Hirsch Pontes, \u00e9 necess\u00e1rio ter um equil\u00edbrio no uso das redes sociais e da internet para que o excesso de informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o se torne vil\u00e3o do foco e da produtividade.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">\u2014 Temos o h\u00e1bito de minimizar o efeito dos acesso \u00e0s redes sociais sobre nossa capacidade de nos mantermos focados. Olhada de forma isolada, a quest\u00e3o sobre redes sociais pode confirmar a tend\u00eancia a acreditar que o fato de termos nossa concentra\u00e7\u00e3o interrompida n\u00e3o prejudica nossa produtividade. Este \u00e9 um engano s\u00e9rio \u2014 alerta, acrescentando que v\u00e1rios estudos demonstram que, ao sermos interrompidos, nossos c\u00e9rebros precisam de um tempo para retomar o racioc\u00ednio que vinha sendo desenvolvido. \u2014 Essa fragmenta\u00e7\u00e3o de nossa capacidade de racioc\u00ednio tem v\u00e1rios efeitos sobre nossa produtividade: por exemplo, levarmos mais tempo para concluir tarefas ou fazermos an\u00e1lises superficiais de quest\u00f5es complexas.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Wiliam Kerniski, s\u00f3cio da LeadPix, ag\u00eancia de marketing digital respons\u00e1vel pela operacionaliza\u00e7\u00e3o da pesquisa, pondera que h\u00e1 casos em que as redes sociais e os e-mails pessoais podem ser ferramentas ben\u00e9ficas e produzir, inclusive, aumento da produtividade de alguns profissionais:<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">\u2014 O bom uso das redes sociais e e-mails pode acelerar os resultados, melhorar e corrigir falhas nos processos e dar dinamismo \u00e0s atividades. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que o networking, atrav\u00e9s dos meios digitais, contribui para identificar oportunidades de neg\u00f3cios. O perigo est\u00e1 na falta de discernimento, que pode levar \u00e0 dispers\u00e3o e \u00e0 queda de rendimento no trabalho.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Cristina, por sua vez, indica outros aspectos que v\u00eam pouco a pouco sendo mais valorizados pelas organiza\u00e7\u00f5es quanto ao uso das redes sociais e e-mails pessoais. Segundo ela, pode ser interessante para a empresa que v\u00e1rios de seus colaboradores atuem como embaixadores da marca em seus perfis sociais. E liberar o acesso ao e-mail pessoal tamb\u00e9m tem se mostrado uma estrat\u00e9gia \u00fatil para evitar um volume de dados muito pesado ou desnecess\u00e1rio na rede corporativa, completa.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\"><b>Empresas optam por posturas mais tolerantes<\/b><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Os dados da pesquisa mostram ainda que muitas organiza\u00e7\u00f5es j\u00e1 percebem que proibir o uso dessas ferramentas n\u00e3o \u00e9 o caminho e adotam posturas mais tolerantes. No entanto, o acesso ainda \u00e9 restrito para 39% dos entrevistados, que navegam nas redes sociais apenas em hor\u00e1rios estipulados pela empresa. O acesso durante todo o expediente \u00e9 permitido para 32% dos funcion\u00e1rios e 28% dos respondentes dizem que checar as redes \u00e9 liberado para apenas uma parte dos empregados. E a restri\u00e7\u00e3o do acesso por cargos n\u00e3o agrada: 45% opinam que redes sociais e e-mail pessoal deveriam ser autorizados para todos os funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">E se proibir n\u00e3o \u00e9 o caminho, o levantamento aponta que vigiar tamb\u00e9m parece n\u00e3o ser a melhor atitude. A possibilidade de estar sendo monitorado faz com que 43% evitem checar e-mail pessoal e redes sociais durante o expediente, pois n\u00e3o se sentem confort\u00e1veis com o risco de ser pego. Pouco mais da metade dos entrevistados (51%) garante que consegue separar as atividades pessoais e profissionais e, portanto, acredita que o que escreve n\u00e3o compromete a empresa. E apenas 5% acabam trocando mensagens em que podem se expor demais.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\">Ainda que as pr\u00f3prias empresas estejam adotando a pr\u00e1tica, em vista dos benef\u00edcios que elas podem gerar, para 29% dos respondentes o uso das redes sociais e e-mail pessoal n\u00e3o deveria ser autorizado e at\u00e9 poderia se tornar motivo de demiss\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\"><a name=\"_GoBack\"><\/a>A pesquisa foi realizada junto a 1.200 pessoas de diferentes estados brasileiros (678 mulheres e 509 homens), em janeiro de 2014, por meio de um question\u00e1rio via web. Participaram da pesquisa apenas os indiv\u00edduos que declararam idade entre 21 e 70 anos (a maioria -379- tinha entre 41 e 50 anos), que estivessem inseridos no mercado de trabalho na \u00e9poca em que a entrevista foi realizada. O estado de S\u00e3o Paulo foi o que apresentou o maior n\u00famero de respondentes (389), num total de 741 profissionais na Regi\u00e3o Sudeste. Participaram do levantamento 133 pessoas no Nordeste, 96 no Centro-Oeste e 75 na Regi\u00e3o Norte.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: justify;\" align=\"JUSTIFY\"><b>Fonte: O Globo <\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0Pesquisa mostra que 70% se sentem capazes de manter a produtividade, mas que, para 71%, o resto da equipe perde o foco Acessar redes sociais e e-mails para fins pessoais durante o expediente \u00e9 algo comum nas empresas atualmente. 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