{"id":4804,"date":"2014-09-18T09:28:08","date_gmt":"2014-09-18T12:28:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=4804"},"modified":"2016-08-25T12:09:32","modified_gmt":"2016-08-25T15:09:32","slug":"como-fazer-networking-sem-culpa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/como-fazer-networking-sem-culpa\/","title":{"rendered":"Como fazer networking sem culpa"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Fundamental para a carreira, o cultivo da rede de contatos \u00e9 motivo de desconforto para muitos profissionais. Aprenda a tirar o peso dessa atividade<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sorriso falso, afinidade for\u00e7ada e conversas mornas fazem parte do estranho ri\u00adtual\u00ad profissional: o networking. Para muita gente, esse protocolo contraria a natureza e significa um gasto de energia pessoal \u2014 ainda que a import\u00e2ncia de cultivar a rede de contatos para a carreira seja conhecida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma pesquisa da escola de neg\u00f3cios da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, investigou por que muitas pessoas se sentem culpadas ao se aproximar de colegas, chefes ou clientes por interesse profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPor quest\u00f5es de moralidade, a aproxima\u00e7\u00e3o com segundas inten\u00e7\u00f5es leva o indiv\u00edduo a se sentir mal e a questionar as pr\u00f3prias atitudes\u201d, diz Francesca Gino, professora da escola de neg\u00f3cios de Harvard e autora da pesquisa. A quest\u00e3o \u00e9 como superar esse mal-estar e criar uma rede sem traumas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sentimento ruim ocorre porque o prop\u00f3sito de quem inicia o net\u00adworking, que \u00e9 conseguir uma vantagem no futuro, n\u00e3o fica expl\u00edcito para o interlocutor. \u201cSe o profissional sentir que a outra parte tamb\u00e9m se beneficiar\u00e1 desse relacionamento, provavelmente sentir\u00e1 menos culpa\u201d, afirma Francesca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de poder, o remorso tamb\u00e9m \u00e9 menor, j\u00e1 que, por estar em est\u00e1gios mais avan\u00e7ados da carreira, sentem-se independentes e capazes de alcan\u00e7ar objetivos sem ajuda. Tamb\u00e9m se percebem com mais capacidade de retribuir favores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Parte do peso psicol\u00f3gico de se beneficiar por meio do networking se origina da conota\u00e7\u00e3o negativa do termo \u201cQI\u201d, o \u201cquem indica\u201d, que no senso comum d\u00e1 a entender que o indicado s\u00f3 teria chegado a determinada posi\u00e7\u00e3o por ter costas quentes. Trata-se de um tra\u00e7o cultural pesado num pa\u00eds em que os casos de nepotismo no setor p\u00fablico ainda s\u00e3o frequentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a vis\u00e3o n\u00e3o condiz com a realidade do mercado. \u201cAs empresas s\u00e3o muito competitivas e n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para contratar pessoas incompetentes s\u00f3 porque s\u00e3o amigas de algu\u00e9m\u201d, diz Rafael Souto, presidente da consultoria de recoloca\u00e7\u00e3o Produtive, que tem sede em Porto Alegre. Mesmo indicados, os candidatos passam por processos de avalia\u00e7\u00e3o que incluem testes e entrevistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 dois anos, quando tentava mudar de emprego, o pernambucano Lourivaldo Nascimento, de 28 anos, assistente comercial da Ticket, empresa de benef\u00edcios de S\u00e3o Paulo, usou sua rede para ser indicado ao cargo que ocupa hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi preterido numa primeira tentativa e acabou contratado na segunda. \u201cTive medo de os colegas acharem que eu s\u00f3 estaria l\u00e1 porque fui recomendado, mas o fato de eu n\u00e3o ter sido o primeiro no processo excluiu essa possibilidade e melhorou minha autoestima.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para eliminar a culpa, o profissional deve entender que o networking consiste numa troca. N\u00e3o \u00e9 apenas um escambo de favores pontuais, mas um interc\u00e2mbio duradouro de informa\u00e7\u00f5es. Por isso, o bom networking \u00e9 uma pr\u00e1tica di\u00e1ria, e n\u00e3o uma a\u00e7\u00e3o feita quando a luz vermelha acende. Visto dessa maneira, o cultivo da rede de contatos se torna uma rela\u00e7\u00e3o ben\u00e9fica para todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por Cibele Reschke | Fonte: Exame Voc\u00ea S\/A<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fundamental para a carreira, o cultivo da rede de contatos \u00e9 motivo de desconforto para muitos profissionais. Aprenda a tirar o peso dessa atividade Sorriso falso, afinidade for\u00e7ada e conversas mornas fazem parte do estranho ri\u00adtual\u00ad profissional: o networking. 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