{"id":4822,"date":"2014-09-19T11:31:12","date_gmt":"2014-09-19T14:31:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=4822"},"modified":"2016-10-13T17:02:19","modified_gmt":"2016-10-13T20:02:19","slug":"desemprego-sobe-pela-primeira-vez-desde-2009-mostra-pnad","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/desemprego-sobe-pela-primeira-vez-desde-2009-mostra-pnad\/","title":{"rendered":"Desemprego sobe pela primeira vez desde 2009, mostra Pnad"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Mulheres ganham 73,7% do sal\u00e1rio dos homens. Trabalho de crian\u00e7as e adolescentes caiu 12,3% em um ano.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em todo o pa\u00eds, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o foi de 6,5% em 2013, o que significou aumento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 taxa de 2012, de 6,1%. A alta n\u00e3o acontecia desde 2009, ano em que a crise econ\u00f4mica mundial se agravou. Essa taxa \u00e9 a porcentagem das pessoas desocupadas (as que est\u00e3o sem trabalhar, mas buscam emprego) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas economicamente ativas, de 15 anos ou mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os n\u00fameros s\u00e3o da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) de 2013, divulgada nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O estudo investiga dados sobre popula\u00e7\u00e3o, migra\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o, trabalho, fam\u00edlias, domic\u00edlios e rendimento. Foram ouvidas 362.555 pessoas em 1.100 munic\u00edpios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presidente do IBGE, Wasm\u00e1lia Bivar, diz que, em outras pesquisas que tratam da desocupa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma tend\u00eancia de queda. &#8220;Esse aumento, a Pnad mostra \u00e9 que um aumento pontual que deve ter acontecido alguma coisa mais localizada na regi\u00e3o Norte, onde percebemos alguma coisa, e alguma coisa dentre os mais jovens. De certo modo, tem alguma indica\u00e7\u00e3o que tinha aumentado ligeiramente a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o para aquela semana pesquisa [a \u00faltima semana de setembro de 2013] que a Pnad mostra\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ela, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o continua sendo a segunda menor desde 2001, com a s\u00e9rie harmonizada da Pnad (que inclui dados de todo o pa\u00eds menos \u00e1rea rural dos estados de Roraima, Rond\u00f4nia, Acre, Amazonas, Par\u00e1 e Amap\u00e1). A menor foi em 2012. &#8220;Ainda \u00e9 uma taxa de desocupa\u00e7\u00e3o bastante baixa para o que \u00e9 o padr\u00e3o da Pnad. Acho que falar em encolhimento de mercado de trabalho meio exagero. At\u00e9 porque, o que est\u00e1 acontecendo no mercado de trabalho \u00e9 agora que voc\u00ea est\u00e1 vendo a continuidade dos movimentos que a Pnad j\u00e1 tinha mostrado\u201d, afirma Wasm\u00e1lia Bivar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O total de pessoas desocupadas foi de 6,7 milh\u00f5es em 2013, soma 7,2% maior do que em 2012. Com exce\u00e7\u00e3o do Sul, que teve redu\u00e7\u00e3o de 2,2%, em todas as regi\u00f5es houve aumento da desocupa\u00e7\u00e3o, principalmente nas regi\u00f5es Norte (alta de 17,2%) e Centro-Oeste (11%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pessoas ocupadas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A taxa de pessoas economicamente ativas (15 anos ou mais), em rela\u00e7\u00e3o ao total da popula\u00e7\u00e3o da mesma faixa et\u00e1ria, era de 65,5% em 2013, o que indica estabilidade em rela\u00e7\u00e3o a 2012, quando havia sido de 65,9%. Em compara\u00e7\u00e3o com 2008, a queda do indicador foi de 3,1 pontos percentuais. No grupo de economicamente ativas entram tanto as pessoas ocupadas quanto as desocupadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Pnad mostrou uma tend\u00eancia de menor participa\u00e7\u00e3o na for\u00e7a de trabalho de jovens entre 15 e 29 anos. Em 2012, Entre as pessoas acima de 30 anos de idade, houve eleva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A popula\u00e7\u00e3o ocupada totalizou 95,9 milh\u00f5es de pessoas em 2013, o que representou um crescimento de 0,6% na compara\u00e7\u00e3o com 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Renda m\u00e9dia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O rendimento m\u00e9dio real de todos os trabalhadores em 2013 foi estimado em R$ 1.681 por m\u00eas, valor 5,7% superior \u00e0 m\u00e9dia verificada em 2012 (R$ 1.590) e 29,3% superior \u00e0 m\u00e9dia de 2001 (R$ 1.300).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 12 anos, os trabalhadores viveram dois momentos distintos: de 2001 a 2004 houve perdas anuais na renda e, de 2005 a 2013, ganhos reais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano passado, as maiores m\u00e9dias foram registradas no Distrito Federal (R$ 3.114) e em S\u00e3o Paulo (R$ 2.083), enquanto no Cear\u00e1 (R$ 1.019), no Piau\u00ed (R$ 1.037) e em Alagoas (R$ 1.052) observaram-se as m\u00e9dias mais baixas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Homens e mulheres<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2013, as mulheres receberam, em m\u00e9dia, 73,7% do sal\u00e1rio dos homens. Em 2012, essa propor\u00e7\u00e3o era de 72,8%. O rendimento m\u00e9dio dos homens no ano passado foi de R$ 1.890 por m\u00eas e o das mulheres, R$ 1.392.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A menor diferen\u00e7a da renda m\u00e9dia por sexo foi vista no Amap\u00e1, onde as mulheres receberam 98,2% do sal\u00e1rio dos homens. A maior foi observada em Santa Catarina, onde as trabalhadoras tiveram 64,1% do ganho deles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Carteira assinada<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Formado por 36,8 milh\u00f5es de pessoas em 2013, o total de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado teve acr\u00e9scimo de 1,3 milh\u00e3o de trabalhadores em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Isso significa um aumento de 3,6% de um ano para o outro e expans\u00e3o de 9,9 pontos percentuais frente a 2001.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00famero de trabalhadores dom\u00e9sticos com carteira assinada subiu 11,38%, passando de 1,92 milh\u00e3o, em 2012, para 2,14 milh\u00f5es, no ano seguinte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dom\u00e9sticos, com e sem registro em carteira, somaram 6,43 milh\u00f5es em 2013, resultado pr\u00f3ximo do observado um ano antes, 6,44 milh\u00f5es. Houve queda de apenas 0,16%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trabalho infantil<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano passado, 486 mil crian\u00e7as de 5 a 13 anos estavam em situa\u00e7\u00e3o de trabalho infantil, sendo 333 mil meninos e 153 mil meninas. Em compara\u00e7\u00e3o com o ano passado, a queda foi de 13,36%. A maior parte dessas crian\u00e7as (63,8%) estava na agricultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A legisla\u00e7\u00e3o brasileira pro\u00edbe o trabalho de crian\u00e7as e adolescentes menores de 16 anos. Entre 14 e 16 anos \u00e9 poss\u00edvel exercer atividades remuneradas apenas na condi\u00e7\u00e3o de aprendiz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pa\u00eds tinha 3,1 milh\u00f5es de trabalhadores de 5 a 17 anos de idade no ano passado, n\u00famero 12,3% menor do que no ano anterior. Isso significa menos 438 mil crian\u00e7as e jovens nessa condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o IBGE, em termos percentuais, a queda mais relevante se deu entre crian\u00e7as de 5 a 9 anos, de 29,2%, ou seja, menos 24 mil trabalhadoras de 2012 para 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em n\u00fameros absolutos, a maior queda foi entre adolescentes de 14 a 17 anos: menos 362 mil trabalhadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ganho m\u00e9dio das pessoas entre 5 e 17 anos foi estimado em R$ 557 por m\u00eas em 2013. Elas trabalharam, em m\u00e9dia, 27 horas por semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: G1<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mulheres ganham 73,7% do sal\u00e1rio dos homens. Trabalho de crian\u00e7as e adolescentes caiu 12,3% em um ano. 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