{"id":4938,"date":"2014-10-22T08:03:30","date_gmt":"2014-10-22T11:03:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=4938"},"modified":"2016-10-14T15:29:27","modified_gmt":"2016-10-14T18:29:27","slug":"quase-um-terco-ja-sofreu-bullying-no-trabalho-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/quase-um-terco-ja-sofreu-bullying-no-trabalho-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Quase um ter\u00e7o j\u00e1 sofreu bullying no trabalho, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Segundo levantamento, um em cada cinco profissionais agredidos abandona o emprego nos EUA. Entenda como o problema se manifesta no mundo corporativo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por Claudia Gasparini<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sofrer bullying n\u00e3o \u00e9 um drama exclusivo de crian\u00e7as e adolescentes em fase escolar. O problema tamb\u00e9m atinge adultos &#8211; e est\u00e1 virando praga nos escrit\u00f3rios, segundo um novo estudo do site CareerBuilder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir de uma amostra de 3.372 profissionais nos Estados Unidos, descobriu-se que 28% j\u00e1 se sentiram v\u00edtimas de agress\u00f5es no trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mal-estar criado por essas atitudes fez com que quase um quinto (19%) deixasse seus empregos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas quando o bullying deixou os p\u00e1tios das escolas e foi invadir tamb\u00e9m os ambientes de trabalho?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Teresa Gama, diretora da consultoria Projeto RH, o conflito sempre esteve em todos os lugares. \u201cO problema \u00e9 velho, a novidade \u00e9 reconhecer que ele tamb\u00e9m acontece no meio corporativo\u201d, diz ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Teresa, o desconforto trazido pelo bullying \u00e9 um grande rival da efici\u00eancia. Isso porque vivemos um momento de grande interdepend\u00eancia no trabalho. \u201cNunca precisamos tanto de rela\u00e7\u00f5es harm\u00f4nicas para produzir bem\u201d, comenta ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Profissionais que t\u00eam amigos no trabalho, diz outro estudo, t\u00eam mais orgulho de seus empregadores e tendem a recusar outras propostas de emprego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De olho na produtividade e na lealdade de seus funcion\u00e1rios, mais empresas t\u00eam se preocupado com a qualidade das rela\u00e7\u00f5es travadas entre eles &#8211; e o bullying corporativo, afinal, entrou na pauta dos empregadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bullying sutil<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a pesquisa, as manifesta\u00e7\u00f5es de bullying mais comuns s\u00e3o receber acusa\u00e7\u00f5es por um erro que n\u00e3o se cometeu (43%), ter seus coment\u00e1rios ignorados, desqualificados ou n\u00e3o reconhecidos (41%) e ser submetido a uma pol\u00edtica diferente da praticada com os demais colegas (37%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Teresa, o bullying pode assumir formas diversas &#8211; algumas mais sutis do que outras. Viol\u00eancia verbal, piadas de mau gosto ou brincadeiras com alguma fragilidade do outro s\u00e3o exemplos de desrespeito expl\u00edcito, que pode at\u00e9 ser documentado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o problema aparece em atitudes concretas, fica mais f\u00e1cil exigir uma provid\u00eancia. \u201cVoc\u00ea consegue conversar com o agressor ou mesmo, se todas as tentativas se esgotarem, levar o problema para o gestor ou para o RH\u201d, diz Teresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMas o que acontece se rotineiramente todo mundo vai almo\u00e7ar e n\u00e3o chama voc\u00ea, por exemplo?\u201d, pergunta a diretora da Projeto RH. O profissional deixado \u00e0 margem, exclu\u00eddo das rodas de conversa, tem menos recursos para justificar uma rea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEssa \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o mais cruel, porque n\u00e3o h\u00e1 nenhuma evid\u00eancia palp\u00e1vel para mostrar que voc\u00ea est\u00e1 sendo agredido\u201d, diz Teresa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Chefes tamb\u00e9m s\u00e3o alvo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a citada pesquisa do CareerBuilder, as minorias costumam ser os alvos mais comuns do bullying nas empresas: 44% dos deficientes f\u00edsicos, 34% das mulheres e 30% dos LGBTs j\u00e1 sofreram algum tipo de agress\u00e3o no trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, o problema n\u00e3o \u00e9 exclusivo desses grupos. Profissionais com cargos de n\u00edvel gerencial, como diretores e vice-presidentes, correspondem a 27% daqueles que se disseram alvo de bullying no trabalho. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, 26% t\u00eam n\u00edvel j\u00fanior ou ocupam cargos administrativos e 21% est\u00e3o em postos operacionais ou t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Teresa Gama, da Projeto RH, o dado indica que a quest\u00e3o n\u00e3o pode ser simplificada como um abuso de poder facilitado pela hierarquia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDeve-se tamb\u00e9m pensar na situa\u00e7\u00e3o da chefe mulher, cuja autoridade muitas vezes \u00e9 questionada por quem \u00e9 machista, e que acaba tendo que lidar com algum tipo de desrespeito\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: Exame.com\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo levantamento, um em cada cinco profissionais agredidos abandona o emprego nos EUA. 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