{"id":5291,"date":"2014-11-07T07:55:04","date_gmt":"2014-11-07T10:55:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=5291"},"modified":"2016-10-14T16:10:05","modified_gmt":"2016-10-14T19:10:05","slug":"desemprego-ficou-em-68-no-2o-trimestre-mostra-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/desemprego-ficou-em-68-no-2o-trimestre-mostra-ibge\/","title":{"rendered":"Desemprego ficou em 6,8% no 2\u00ba trimestre, mostra IBGE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>No primeiro trimestre, taxa havia ficado em 7,1%. Popula\u00e7\u00e3o desocupada somou 6,8 milh\u00f5es no per\u00edodo<\/em><strong>.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por Anay Cury e Cristiane Cardoso<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No segundo trimestre, a taxa de desemprego ficou em 6,8%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, que substituir\u00e1 a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). No primeiro trimestre, taxa havia ficado em 7,1% e no segundo de 2013, em 7,4%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo indicador mostra um desemprego maior que o calculado pela PME, que fechou o segundo trimestre em 4,87%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A cada trimestre, a Pnad Continua investiga 211.334 domic\u00edlios em aproximadamente 16 mil setores censit\u00e1rios, distribu\u00eddos em cerca de 3.500 munic\u00edpios. Esta \u00e9 a quarta divulga\u00e7\u00e3o do \u00edndice. \u201c\u00c9 uma mostra bastante espalhada, tem avan\u00e7o metodol\u00f3gico bastante robusto, \u00e9 um aprimoramento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 PME\u201d, explicou Cimar Azevedo, da Coordena\u00e7\u00e3o de Trabalho e Rendimento do IBGE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa, no entanto, s\u00f3 ter\u00e1 dados completos divulgados \u2013 como dados de renda, al\u00e9m da desocupa\u00e7\u00e3o \u2013 a partir de seis de janeiro de 2015, e divulgada em fevereiro. Azevedo ressaltou que \u201cdo momento que a pesquisa come\u00e7ar a divulgar dados mensais, a PME ser\u00e1 desativada\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA Pnad Cont\u00ednua mostra igualdade em rela\u00e7\u00e3o a 2013 [no n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o] e avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro trimestre. Esse avan\u00e7o \u00e9 sazonal, teve dispensa no mercado de trabalho no come\u00e7o do ano e agora ele volta.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A popula\u00e7\u00e3o desocupada somou 6,8 milh\u00f5es no segunto trimestre deste ano, depois de atingir 7,3 milh\u00f5es no mesmo per\u00edodo de 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No 2\u00ba trimestre de 2014, as regi\u00f5es que apresentaram os maiores percentuais de pessoas trabalhando entre aquelas com idade de trabalhar foram a Centro-Oeste (61,5%) e a Sul (61,1%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o IBGE, 78,1% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada, resultado acima do verificado no segundo trimestre de 2013. Os menores percentuais foram vistos nas regi\u00f5es Norte (65,6%) e Nordeste (63,7%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os trabalhadores dom\u00e9sticos, 31,7% tinham carteira de trabalho assinada, contra 30,8% no ano passado. Os militares e servidores estatut\u00e1rios correspondiam a 69% dos empregados do setor p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na an\u00e1lise da taxa de desocupa\u00e7\u00e3o por idade, o IBGE aponta que o \u00edndice entre jovens de 18 a 24 anos de idade ficou em 15,3% &#8211; resultado visto nas cinco grandes regi\u00f5es analisadas pela pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nordeste<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No 2\u00ba trimestre de 2014, 38,9% das pessoas em idade de trabalhar foram classificadas pelo IBGE como &#8220;fora da for\u00e7a de trabalho&#8221;, ou seja, aquelas que n\u00e3o estavam trabalhando nem procurando emprego.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as regi\u00f5es pesquisadas, o Nordeste registrou o maior percentual, 43,1%, e as regi\u00f5es Centro-Oeste (34,8%) e Sul (36,2%), os menores. Na an\u00e1lise de g\u00eanero, as mulheres representavam 66,5% desse grupo de pessoas. Do total de pessoas que n\u00e3o estavam ocupadas nem desocupadas, 34% era idosa; 29,2% eram jovens com menos de 25 anos e 36,8% eram adultos, com idades de 25 a 59 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As regi\u00f5es Sul e Centro-Oeste registraram os maiores n\u00edveis de ocupa\u00e7\u00e3o no segundo trimestre, com \u00edndices de 61,1% e 61,5%, respectivamente. Na outra ponta est\u00e1 a regi\u00e3o Nordeste, cujo n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o ficou em 51,9%. No 2\u00ba trimestre, o n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o foi estimado em 68,4% para os homens e 46,4%, para as mulheres. A maior diferen\u00e7a foi vista no Norte e menor, no Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa mostrou que apenas duas regi\u00f5es que ultrapassam 50% s\u00e3o a Sul e o Centro Oeste no n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o por sexo. Para Cimar Azevedo, esse desnivelamento entre homens e mulheres n\u00e3o \u00e9 novidade. \u201cS\u00e3o aquelas mazelas da dificuldade da mulher se inserir no mercado de trabalho, ela tem jornada em casa muitas vezes, a gente sabe que existe [diferen\u00e7a] na hora da inser\u00e7\u00e3o como existe na hora de valor e rendimento.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os jovens de 25 a 39 anos, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o foi estimado em 75,8% e entre o grupo de 40 a 59 anos, em 69,4%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, ficou em 57,5% e entre os menores de idade (de 14 a 17 anos), em 16,3%. J\u00e1 entre os idosos ficou em 21,9%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PME X Pnad<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o IBGE, a diferen\u00e7a dos resultados da Pnad\u00a0 e da PME, que mostrou uma taxa menor de desemprego, os indicadores n\u00e3o s\u00e3o compar\u00e1veis. &#8220;E n\u00e3o s\u00e3o compar\u00e1veis n\u00e3o s\u00f3 por quest\u00e3o de abrang\u00eancia, mas por processo, de metodologia de amostra, de defini\u00e7\u00e3o de indicadores. A Pnad continua est\u00e1 melhor ajustada \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es internacionais do que a PME e a Pnad\u201d, explicou Azevedo. \u201cEnt\u00e3o, a gente tem diferen\u00e7a do que \u00e9 popula\u00e7\u00e3o ocupada a e desocupada entre essas pesquisas e, por isso a gente n\u00e3o pode comparar os resultados.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Azevedo, estudos est\u00e3o sendo feitos de forma que seja poss\u00edval a produ\u00e7\u00e3o de indicadores mensais para a Pnad Cont\u00ednua. &#8220;Esses estudos est\u00e3o em andamento e esses estudos v\u00e3o nortear a interrup\u00e7\u00e3o da PME. O momento que a Pnad produzir indicadores mensais \u2013 taxa de desocupa\u00e7\u00e3o, n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o e rendimento \u2013 para Brasil. A gente n\u00e3o tem data prevista, estudos est\u00e3o sendo feitos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: G1\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No primeiro trimestre, taxa havia ficado em 7,1%. Popula\u00e7\u00e3o desocupada somou 6,8 milh\u00f5es no per\u00edodo. Por Anay Cury e Cristiane Cardoso No segundo trimestre, a taxa de desemprego ficou em 6,8%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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