{"id":5501,"date":"2014-12-09T13:39:35","date_gmt":"2014-12-09T16:39:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=5501"},"modified":"2016-11-10T13:43:30","modified_gmt":"2016-11-10T16:43:30","slug":"desemprego-ficou-em-68-no-terceiro-trimestre-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/noticias\/desemprego-ficou-em-68-no-terceiro-trimestre-diz-ibge\/","title":{"rendered":"Desemprego ficou em 6,8% no terceiro trimestre, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>Dado faz parte da Pnad Cont\u00ednua, e mostra taxa superior \u00e0 da PME. Desemprego \u00e9 maior entre mulheres, de 8,2%.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><em>Por Cristiane Cardoso<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A taxa de desemprego ficou em 6,8% no terceiro trimestre, segundo dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). A taxa \u00e9 a mesma registrada no trimestre anterior, e ficou pouco abaixo da registrada no 3\u00ba trimestre do ano passado, de 6,9%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, que substituir\u00e1 a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). O novo indicador mostra um desemprego maior que o calculado pela PME, que fechou o terceiro trimestre em 4,93%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO n\u00famero que subiu de popula\u00e7\u00e3o ocupada (0,2%) e o n\u00famero que caiu da popula\u00e7\u00e3o desocupada (-0,9%) n\u00e3o foi suficiente para movimentar a taxa (de desemprego)\u201d, explicou Cimar Azevedo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Atraso na pesquisa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A previs\u00e3o do IBGE era que os dados completos da pesquisa \u2013 como dados de renda, al\u00e9m da desocupa\u00e7\u00e3o \u2013 fossem divulgados a partir de 6 de janeiro. No entanto, segundo Azeredo, a data n\u00e3o est\u00e1 confirmada, e ser\u00e1 avisada posteriormente. Isso porque a divulga\u00e7\u00e3o atual atrasou cerca de um m\u00eas por conta da greve dos servidores, que durou 77 dias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tipo de trabalho<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a pesquisa, a popula\u00e7\u00e3o ocupada era composta por 69,8% de empregados, 4,1% de empregadores, 23,3% de trabalhadores por conta pr\u00f3pria e 2,8% de trabalhadores familiares auxiliares. &#8220;Ao longo da s\u00e9rie hist\u00f3rica da pesquisa essa composi\u00e7\u00e3o n\u00e3o se alterou significativamente&#8221;, aponta o IBGE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Carteira assinada<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No 3\u00ba trimestre de 2014, 78,1% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada, segundo o IBGE. O percentual mostra avan\u00e7o de 1,5 ponto percentual em rela\u00e7\u00e3o ao 3\u00ba trimestre de 2013.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os trabalhadores dom\u00e9sticos, 32% tinham carteira assinada \u2013 no mesmo trimestre de 2013, essa fatia era de 29,9%. J\u00e1 os militares e servidores estatut\u00e1rios correspondiam a 68,2% dos empregados do setor p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao 3\u00ba trimestre de 2013, houve redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de trabalhadores com carteira assinada no setor privado frente ao trimestre anterior, de 227 mil.\u00a0 \u201cA s\u00e9rie hist\u00f3rica come\u00e7ou no primeiro trimestre de 2012 e \u00e9 a primeira vez que cai [emprego com carteira assinada] num trimestre em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior\u201d, diz o coordenador do IBGE<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Embora tiv\u00e9ssemos tido uma queda de 227 mil postos de trabalho no per\u00edodo recente, em um ano, a carteira de trabalho apresentou um acr\u00e9scimo de um milh\u00e3o de postos de trabalho com carteira. Isso aconteceu praticamente em todas as cinco grandes regi\u00f5es\u201d, diz Cimar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Regi\u00e3o Sudeste, esse n\u00famero caiu 192 mil. \u201cOu seja, 84% dos postos que ca\u00edram tem origem na Regi\u00e3o Sudeste. (&#8230;) Ent\u00e3o, mostra que essa queda foi mais acentuada na regi\u00e3o sudeste\u201d, disse Cimar. Ele, no entanto, afirmou que \u201cn\u00e3o consegue ter explica\u00e7\u00e3o completa porque n\u00e3o consegue identificar em que setor que est\u00e1 caindo, diferente da PME. O que acontece aqui, carteira assinada est\u00e1 caindo, e o emprego sem carteira tamb\u00e9m retraiu. Ent\u00e3o, para onde foram essas pessoas? Voc\u00ea v\u00ea que o emprego por conta pr\u00f3pria est\u00e1 subindo\u201d, apontou Cimar como uma possibilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trabalho por conta pr\u00f3pria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para explicar o crescimento de trabalhadores por conta pr\u00f3pria, Cimar afirmou que precisa ter acesso \u00e0s varia\u00e7\u00f5es do grupamento e do rendimento da popula\u00e7\u00e3o para onde essa popula\u00e7\u00e3o migrou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEst\u00e1 havendo corrente de empreendedorismo forte. O que precisa se avaliar quando os dados ficarem prontos, tendo dados completo, perceber que o rendimento do contra pr\u00f3pria est\u00e1 subindo e CPNJ est\u00e1 aumentando. Chamar isso de piora do mercado de trabalho, \u00e9 fazer avalia\u00e7\u00e3o equivocada do cen\u00e1rio. Hoje n\u00f3s n\u00e3o temos essa avalia\u00e7\u00e3o para fazer\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo curto prazo, o contingente de carteira de trabalho caiu. No ano, temos um avan\u00e7o de um milh\u00e3o de postos de trabalho no ano. O que precisa completar \u00e9 \u2018como est\u00e1 o rendimento desse cara?\u2019. No ano, o trabalhador por conta pr\u00f3pria subiu 2,5% e com carteira assinada subiu 2,9%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mulheres e homens<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 superior para as mulheres: entre elas, o desemprego ficou em 8,2%, enquanto entre os homens ficou em 5,7%. O desemprego feminino \u00e9 maior na regi\u00e3o Nordeste, onde ficou em 10,1% (ante 7,5% para os homens). J\u00e1 a menor taxa foi registrada na regi\u00e3o Sul, de 5,3%, ante 3,4% para os homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Jovens<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desemprego entre jovens de 18 a 24 anos foi estimado em 15,3%, acima da m\u00e9dia geral. Este comportamento foi verificado em todas as cinco grandes regi\u00f5es, onde a taxa oscilou entre 10,2% no Sul e 19,1% no Nordeste. J\u00e1 nos grupos de pessoas de 25 a 39 e de 40 a 59 anos de idade este indicador no pa\u00eds foi de 6,4% e 3,4%, respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ocupa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As regi\u00f5es Centro-Oeste (61,6%) e a Sul (61,1%) foram as que apresentaram os maiores n\u00edveis da ocupa\u00e7\u00e3o (percentuais de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar) e a regi\u00e3o Nordeste, o menor (51,9%). O indicador foi estimado em 68,3% para os homens e 46,3% para as mulheres. A ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 maior entre os grupos com n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o maior: cerca de um ter\u00e7o (31,9%) das pessoas sem nenhuma instru\u00e7\u00e3o estava trabalhando. J\u00e1 entre aqueles com curso superior completo, o n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o chegou a 79,7%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fora da for\u00e7a de trabalho<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De julho a setembro, 39,1% das pessoas em idade de trabalhar foram classificadas como fora da for\u00e7a de trabalho \u2013 ou seja, aquelas que n\u00e3o estavam ocupadas nem desocupadas (procurando trabalho) na semana de refer\u00eancia da pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A regi\u00e3o Nordeste apresentou o maior percentual de pessoas fora da for\u00e7a de trabalho (43,2%), e as regi\u00f5es Centro-Oeste (34,9%) e Sul (36,2%), os menores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mulheres eram maioria nessa popula\u00e7\u00e3o: 66,3% no 3\u00ba trimestre de 2014. Cerca de um ter\u00e7o (34,4%) da popula\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho era idosa (com 60 anos ou mais de idade). Aqueles com menos de 25 anos de idade eram 29,1% e os adultos (25 a 59 anos) eram 36,5%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A respeito dos jovens, o coordenador do IBGE afirmou que podem ser pessoas \u201cque podem estar estudando\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PME X Pnad<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o IBGE, a diferen\u00e7a dos resultados da Pnad\u00a0 e da PME, que mostrou uma taxa menor de desemprego, os indicadores n\u00e3o s\u00e3o compar\u00e1veis. Os dois indicadores t\u00eam diferen\u00e7as em abrang\u00eancia, processo, metodologia de amostra e defini\u00e7\u00e3o de indicadores. &#8220;A Pnad Cont\u00ednua est\u00e1 melhor ajustada \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es internacionais do que a PME e a Pnad\u201d, explicou, no m\u00eas passado, Cimar Azevedo, da Coordena\u00e7\u00e3o de Trabalho e Rendimento do IBGE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enquanto a PME pesquisa a cada m\u00eas a situa\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho em seis regi\u00f5es metropolitanas (Porto Alegre, Belo Horizonte, S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Salvador), a Pnad Cont\u00ednua mostra o cen\u00e1rio do emprego a cada tr\u00eas meses em 3.500 munic\u00edpios de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, incluindo \u00e1reas rurais, em um total de 211.344 domic\u00edlios visitados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 Pnad (anual, a antiga) pesquisa por ano 1.100 munic\u00edpios, com 147.203 entrevistas. Ela apresenta as caracter\u00edsticas demogr\u00e1ficas e socioecon\u00f4micas da popula\u00e7\u00e3o (sexo, idade, educa\u00e7\u00e3o, trabalho e rendimento, e caracter\u00edsticas dos domic\u00edlios). Com a amplia\u00e7\u00e3o da pesquisa sobre emprego para as \u00e1reas rurais, segundo o instituto, a Pnad Cont\u00ednua vai oferecer resultados in\u00e9ditos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: G1\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dado faz parte da Pnad Cont\u00ednua, e mostra taxa superior \u00e0 da PME. Desemprego \u00e9 maior entre mulheres, de 8,2%. Por Cristiane Cardoso A taxa de desemprego ficou em 6,8% no terceiro trimestre, segundo dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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