{"id":5582,"date":"2015-01-16T10:01:10","date_gmt":"2015-01-16T13:01:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=5582"},"modified":"2016-10-14T17:39:12","modified_gmt":"2016-10-14T20:39:12","slug":"conheca-as-profissoes-que-sao-como-academia-de-ginastica-para-o-cerebro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/conheca-as-profissoes-que-sao-como-academia-de-ginastica-para-o-cerebro\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a as profiss\u00f5es que s\u00e3o como \u2018academia de gin\u00e1stica\u2019 para o c\u00e9rebro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por Renato Jakitas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se voc\u00ea acha que o trabalho est\u00e1 \u2018fritando a sua cabe\u00e7a\u2019, espere um pouco. Um estudo recentemente publicado pelo jornal Neurology identificou que profiss\u00f5es complexas e desafiadoras, al\u00e9m de n\u00e3o fazerem mal para ningu\u00e9m, ainda s\u00e3o capazes de nos deixarem mais inteligentes com o passar do tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conduzida por um grupo de cientistas da Universidade de Edimburgo, na Esc\u00f3cia, a pesquisa identificou que algumas atividades profissionais \u201cturbinam\u201d nossas conex\u00f5es neurais, preparando a mente para uma jornada mais ativa, l\u00facida e h\u00e1bil, inclusive na velhice.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, <strong>arquitetos, assistentes sociais e designers gr\u00e1ficos<\/strong>, que n\u00e3o costumam liderar as estat\u00edsticas de melhores sal\u00e1rios do mercado, operam como verdadeiras academias de gin\u00e1stica para a mente. Completam a lista os <strong>advogados, m\u00e9dicos cirurgi\u00f5es, magistrados e membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na outra ponta, trabalhos menos instigantes intelectualmente, aqueles com din\u00e2mica mais mecanizada, onde a rotina consiste em reproduzir instru\u00e7\u00f5es dadas por outros, contribuem pouco para a mente. Para chegar a essa conclus\u00e3o, os cientistas analisaram um grupo com 1.066 volunt\u00e1rios, todos nascidos em 1936 e, em sua maioria, j\u00e1 aposentados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram aplicados testes de mem\u00f3ria, rapidez de racioc\u00ednio e capacidades cognitivas gerais. Para analisarem a mem\u00f3ria, por exemplo, os estudiosos pediram que os volunt\u00e1rios repetissem informa\u00e7\u00f5es fornecidas de antem\u00e3o. Para avaliar a cogni\u00e7\u00e3o, eles tiveram de completar jogos com padr\u00f5es num\u00e9ricos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resultados. O que se viu \u00e9 que volunt\u00e1rios que trabalharam profissionalmente com an\u00e1lise e sintetiza\u00e7\u00e3o de dados, como fazem arquitetos e engenheiros civis, obt\u00eam performance superior em habilidades cognitivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Resultado semelhante \u00e9 observado com aqueles que desenvolveram tarefas complexas envolvendo outras pessoas, como instruir, negociar ou realizar mentorias. Nesse campo espec\u00edfico, destacam-se advogados, assistentes sociais, m\u00e9dicos cirurgi\u00f5es e funcion\u00e1rios que atuam envolvidos com a Justi\u00e7a (magistrados, promotores e outros).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 volunt\u00e1rios que fizeram carreira em trabalhos menos complexos, obtiveram resultados insatisfat\u00f3rios para a pesquisa. A conclus\u00e3o \u00e9 que pessoas que passaram mais tempo seguindo instru\u00e7\u00f5es dadas por outros ou copiando dados ao inv\u00e9s de manipul\u00e1-los deixaram de exercitar uma parte importante do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA conclus\u00e3o est\u00e1 em linha com a teoria que nos obriga \u2018usar ou perder\u2019 o nosso c\u00e9rebro\u201d, afirmou ao Neurology o pesquisador Alan Gow, que \u00e9 professor assistente do departamento de psicologia da Universidade de Edimburg e integrante do grupo de cientistas incumbidos da pesquisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuanto mais voc\u00ea enfrentar problemas dif\u00edceis (em sua vida profissional), \u00e9 menos prov\u00e1vel que o m\u00fasculo cognitivo decline com o passar do tempo\u201d, define.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa, contudo, n\u00e3o deixa claro como funcionam os mecanismo desencadeados com o impacto dos trabalhos complexos em nossa mente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1, entretanto, uma hip\u00f3tese: \u201ctrabalhos mentalmente mais estimulantes pode ter permitido que esses profissionais acumulassem algumas transforma\u00e7\u00f5es estruturais em seus c\u00e9rebros, como por exemplo melhores e mais r\u00e1pidas conex\u00f5es neurais\u201d, observa Alan Glow.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No futuro, esses mesmos pesquisadores querem ampliar o estudo e avaliar a rela\u00e7\u00e3o entre trabalho e as fun\u00e7\u00f5es cognitivas com volunt\u00e1rios de 73 a 76 anos. A estrat\u00e9gia \u00e9 verificar como os dados coletados agora se comportam com o passar dos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: Estad\u00e3o.com<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Renato Jakitas Se voc\u00ea acha que o trabalho est\u00e1 \u2018fritando a sua cabe\u00e7a\u2019, espere um pouco. Um estudo recentemente publicado pelo jornal Neurology identificou que profiss\u00f5es complexas e desafiadoras, al\u00e9m de n\u00e3o fazerem mal para ningu\u00e9m, ainda s\u00e3o capazes de nos deixarem mais inteligentes com o passar do tempo. 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