{"id":5712,"date":"2015-01-29T08:00:32","date_gmt":"2015-01-29T11:00:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=5712"},"modified":"2016-10-14T16:45:02","modified_gmt":"2016-10-14T19:45:02","slug":"chorar-no-trabalho-ainda-pega-mal-mas-a-tendencia-e-que-isso-mude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/chorar-no-trabalho-ainda-pega-mal-mas-a-tendencia-e-que-isso-mude\/","title":{"rendered":"Chorar no trabalho ainda pega mal, mas a tend\u00eancia \u00e9 que isso mude"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por Thais Carvalho Diniz<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por mais que pare\u00e7a coisa do passado, e as empresas queiram reafirmar essa ideia, chorar no ambiente de trabalho ainda \u00e9 malvisto por colegas e pela chefia. Segundo Marcia Luz, especialista em comportamento e administra\u00e7\u00e3o de recursos humanos, ainda existe um tabu sobre o assunto, que deveria ser visto como uma manifesta\u00e7\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o natural, assim como o riso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo assim, ainda h\u00e1 quem veja o profissional que chora como uma pessoa fraca, desequilibrada ou que n\u00e3o est\u00e1 sendo capaz de lidar com suas tarefas di\u00e1rias, sem nem sequer considerar que o motivo das l\u00e1grimas pode ser estritamente pessoal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Deixar sentimentos aparentes pode ser considerado descontrole, mas, na minha opini\u00e3o, um pouco de emo\u00e7\u00e3o mostra sinceridade e aproxima a equipe&#8221;, afirma Marcia Luz, que tamb\u00e9m \u00e9 autora do livro &#8220;Agora \u00c9 pra Valer! &#8211; A Verdadeira Hist\u00f3ria de Quem Passou de Chefe dos Outros a L\u00edder de Si Mesmo&#8221; (DVS Editora).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;O riso costuma n\u00e3o incomodar ningu\u00e9m. Com o choro acontece o inverso&#8221;. Mas, para ela, sempre que for algo pontual, n\u00e3o deve ser visto como problema. &#8220;O excesso de choro incomoda como o de risada. Afinal, ningu\u00e9m gosta daquele colega que faz piada de tudo, n\u00e3o \u00e9 mesmo?&#8221;, pergunta a especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Alba Duarte, diretora da ABRH-RJ (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro), o ambiente de trabalho \u00e9 um reflexo da nossa sociedade e, por isso, ainda encontramos dificuldade para entender e respeitar quando nos deparamos com algu\u00e9m aos prantos. Dentro e fora das empresas, as pessoas, normalmente, se sentem constrangidas ao ver uma pessoa chorando, ainda mais se n\u00e3o tiverem intimidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Temos espa\u00e7os tidos como determinados para chorar. Se voc\u00ea v\u00ea algu\u00e9m chorando na pra\u00e7a de alimenta\u00e7\u00e3o de um shopping, por exemplo, por mais que n\u00e3o conhe\u00e7a aquela pessoa, vai se incomodar. Isso acontece porque a situa\u00e7\u00e3o deixa o outro vulner\u00e1vel&#8221;, diz Alba. &#8220;Aceitar o choro n\u00e3o \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o do ambiente de trabalho, mas, sim, entender que \u00e9 algo normal&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, ao encontrar um colega nessa situa\u00e7\u00e3o, procure agir com a naturalidade e n\u00e3o ignore-o. &#8220;\u00c9 esperado que a raz\u00e3o prevale\u00e7a no trabalho, por\u00e9m, somos humanos e demonstrar compaix\u00e3o n\u00e3o far\u00e1 mal nenhum&#8221;, afirma Sylvia Ign\u00e1cio, coordenadora do curso de Gest\u00e3o de RH da Universidade Anhembi Morumbi, de S\u00e3o Paulo. Ela diz, tamb\u00e9m, que se a pessoa que encontra algu\u00e9m chorando for o l\u00edder, \u00e9 papel dele avaliar o que est\u00e1 acontecendo, principalmente se a crise estiver ligada ao trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso seja voc\u00ea quem est\u00e1 sentindo que n\u00e3o poder\u00e1 segurar as l\u00e1grimas em um momento dif\u00edcil, o conselho de Sylvia \u00e9 respirar fundo e tentar manter a calma. &#8220;O melhor a ser feito ainda \u00e9 pedir licen\u00e7a e retirar-se do local para beber um copo de \u00e1gua e recuperar o f\u00f4lego&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A coordenadora do N\u00facleo de Estudos e Pesquisas em Gest\u00e3o da Qualidade de Vida no Trabalho da USP (Universidade de S\u00e3o Paulo), Ana Cristina Limongi-Fran\u00e7a, acredita que derramar l\u00e1grimas em p\u00fablico ainda \u00e9 motivo para infantilizar o profissional. Por\u00e9m, a especialista alerta para os preju\u00edzos que o choro reprimido pode causar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Quando voc\u00ea segura o choro, seja por qual motivo for, somatiza aqueles sentimentos e, de alguma forma, aquilo ter\u00e1 de ser colocado para fora. Muitas vezes, se manifesta como uma dor de cabe\u00e7a. Tamb\u00e9m pode se transformar em doen\u00e7as comuns do estresse, como queda de cabelo, herpes, gastrite etc.&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do preconceito ainda predominante nos locais de trabalho, Marcia afirma que ter o dom\u00ednio das emo\u00e7\u00f5es tem sido cada vez mais valorizado em processos seletivos. &#8220;Essa caracter\u00edstica, chamada de intelig\u00eancia emocional, \u00e9 mais estimada at\u00e9 do que a cognitiva, j\u00e1 que voc\u00ea pode treinar uma pessoa capacitada que n\u00e3o tem experi\u00eancia. Mas se um profissional n\u00e3o consegue se relacionar com os demais, o problema \u00e9 mais dif\u00edcil de ser resolvido&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A psic\u00f3loga fala, ainda, que, quando voc\u00ea se emociona, n\u00e3o deve ter sua imagem ligada a algo ruim. Somos seres humanos e, por isso, \u00e9 praticamente imposs\u00edvel n\u00e3o demonstrar rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Felizmente, desvincular o seu papel corporativo do pessoal \u00e9 uma ideia ultrapassada, e o conceito de que somos uma pessoa s\u00f3 j\u00e1 est\u00e1 mais disseminado entre os gestores. Isso deve fazer com que mais profissionais compreendam que demonstrar emo\u00e7\u00f5es \u00e9 inevit\u00e1vel e n\u00e3o desmerece uma trajet\u00f3ria profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Os problemas de casa v\u00e3o te acompanhar no trabalho e vice-versa. N\u00e3o d\u00e1 para separar. Quando aceitamos isso, conseguimos viver muito melhor em ambas as \u00e1reas da vida&#8221;, finaliza Marcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: Uol<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Thais Carvalho Diniz Por mais que pare\u00e7a coisa do passado, e as empresas queiram reafirmar essa ideia, chorar no ambiente de trabalho ainda \u00e9 malvisto por colegas e pela chefia. 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