{"id":5878,"date":"2015-02-10T13:26:19","date_gmt":"2015-02-10T16:26:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=5878"},"modified":"2016-10-19T14:16:05","modified_gmt":"2016-10-19T17:16:05","slug":"desemprego-ficou-em-65-no-quarto-trimestre-de-2014-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/comportamento\/desemprego-ficou-em-65-no-quarto-trimestre-de-2014-diz-ibge\/","title":{"rendered":"Desemprego ficou em 6,5% no quarto trimestre de 2014, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>A m\u00e9dia anual do desemprego ficou em 6,8%, segundo Pnad Cont\u00ednua. Taxas foram menores que as registradas em per\u00edodos anteriores.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por Anay Cury e Cristiane Cardoso<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A taxa de desemprego ficou em 6,5% no quarto trimestre do ano passado, segundo dados divulgados nesta ter\u00e7a-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2014, a taxa m\u00e9dia ficou em 6,8%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (Pnad) Cont\u00ednua, que substituir\u00e1 a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). O IBGE estima que a PNAD Cont\u00ednua completa seja divulgada no dia 7 de maio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O novo indicador mostra um desemprego maior que o calculado pela PME, que terminou o ano em 4,8%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o ao terceiro trimestre, quando o desemprego ficou em 6,8%, a taxa do quarto trimestre diminuiu. No entanto, frente ao mesmo per\u00edodo de 2013, houve aumento. Naquele trimestre, o \u00edndice havia atingido 6,2%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na m\u00e9dia de 2014, a taxa tamb\u00e9m foi menor que as registradas em 2013 e 2012, quando o \u00edndice chegou a 7,1% e 7,4%, respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A cada trimestre, a PNAD Cont\u00ednua investiga 211.344 domic\u00edlios em aproximadamente 16 mil setores censit\u00e1rios, distribu\u00eddos em cerca de 3.500 munic\u00edpios&#8221;, informou Cimar Azeredo, Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No quarto trimestre, a popula\u00e7\u00e3o desocupada somou 6,5 milh\u00f5es de pessoas, abaixo das 6,7 milh\u00f5es verificadas nos tr\u00eas meses anteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cimar explicou que na compara\u00e7\u00e3o do quarto trimestre de 2014 com o mesmo trimestre do ano anterior, \u201ca gente teve aumento na popula\u00e7\u00e3o ocupada de 993 mil pessoas, mas quando se olha a popula\u00e7\u00e3o desocupada, o aumento foi de 400 mil de contigente de pessoas que estavam procurando trabalho. S\u00f3 que esse aumento da popula\u00e7\u00e3o ocupada n\u00e3o foi suficiente para derrubar a taxa, para absorver essa demanda. Aumenta a popula\u00e7\u00e3o ocupada, mas ela n\u00e3o \u00e9 o suficiente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a pesquisa, 77,7% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Na compara\u00e7\u00e3o com o 3\u00ba trimestre de 2014, houve queda de 147 mil pessoas trabalhando com carteira de trabalho assinada. No entanto, em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, h\u00e1 um saldo de 455 mil&#8221;, afirmou Cimar Azeredo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os trabalhadores dom\u00e9sticos, 32,1% tinham carteira de trabalho assinada no 4\u00ba trimestre de 2014, acima dos 31,1% registrados no mesmo trimestre do ano passado. Os militares e servidores estatut\u00e1rios correspondiam a 68,2% dos empregados do setor p\u00fablico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A gente v\u00ea que n\u00e3o tem diferen\u00e7a nenhuma praticamente de um ano para o outro. At\u00e9 porque essa n\u00e3o \u00e9 uma configura\u00e7\u00e3o que muda, a n\u00e3o ser que voc\u00ea tenha um momento de crise forte no mercado, que provoque mudan\u00e7as de um ano para o outro.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Homens, mulheres e jovens<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o IBGE, h\u00e1 uma grande diferen\u00e7a na desocupa\u00e7\u00e3o entre g\u00eaneros. Nos \u00faltimos quatro meses de 2014, a taxa foi estimada em 5,6% para os homens e 7,7% para as mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o dos jovens de 18 a 24 anos de idade ficou acima da m\u00e9dia, em 14,1%. Nos grupos de 25 a 39, o \u00edndice ficou em 6,3% e de 40 a 59 anos de idade, em 3,3%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para quem tem ensino m\u00e9dio incompleto, o desemprego atingiu 11,6%. Para o grupo de pessoas com n\u00edvel superior incompleto, a taxa foi de 6,8% &#8211; o dobro da verificada para aqueles com n\u00edvel superior completo (3,4%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Sem patr\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No 4\u00ba trimestre de 2014, a popula\u00e7\u00e3o ocupada era composta por 69,5% de empregados, 4,2% de empregadores, 23,4% de trabalhadores por conta pr\u00f3pria e 2,8% de trabalhadores familiares auxiliares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO conta pr\u00f3pria &#8211; o fato de ele estar aumentando &#8211; n\u00e3o necessariamente mostra deterioriza\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho. Precisa de outra vari\u00e1vel, que \u00e9 a vari\u00e1vel do rendimetno, que a gente n\u00e3o tem [na an\u00e1lise atual da PNAD Cont\u00ednua]. Tem de avaliar o rendimento.(\u2026) a perda de emprego com carteira assinada, voc\u00ea tem claramente queda na qualidade do emprego, tem uma s\u00e9rie de benef\u00edcios [como FGTS, seguro-desemprego] que um empregado tem que o outro n\u00e3o tem\u201d, disse Azeredo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas regi\u00f5es Norte (29,9%) e Nordeste (29,7%), o percentual de trabalhadores por conta pr\u00f3pria era superior ao observado nas outras regi\u00f5es. Na regi\u00e3o Norte ficou em 6,7% e na Nordeste, em 4,1%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Nordeste e o Norte, al\u00e9m de ter popula\u00e7\u00e3o mais jovem, tem uma popula\u00e7\u00e3o menos escolarizada. N\u00e3o \u00e9 porque tem popula\u00e7\u00e3o mais nova que voc\u00ea tem escolaridade inferior, n\u00e3o \u00e9 isso. \u00c9 quest\u00e3o de desenvolvimento da regi\u00e3o\u201d, analisou Cimar Azeredo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o IBGE, 72,8% dos empregados estavam no setor privado, 18%, no setor p\u00fablico e os demais, no servi\u00e7o dom\u00e9stico (9,3%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nem ocupadas nem desocupadas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No 4\u00ba trimestre, 39,1% das pessoas em idade de trabalhar foram classificadas como fora da for\u00e7a de trabalho, ou seja, aquelas que n\u00e3o estavam ocupadas nem desocupadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A regi\u00e3o Nordeste foi a que apresentou a maior parcela de pessoas fora da for\u00e7a de trabalho (43,1%), seguida por Centro-Oeste (35,0%) e Sul (36,4%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cimar Azeredo analisou que \u201c44% da popula\u00e7\u00e3o ocupada no Sul e no Sudeste \u00e9 formado por mulheres\u201d. De acordo com ele, h\u00e1 uma presen\u00e7a maior de homens no mercado de trabalho na regi\u00e3o Norte por \u201cconsequ\u00eancia da pr\u00f3pria regi\u00e3o. \u00c9 uma regi\u00e3o que tem propor\u00e7\u00e3o maior de homens. No Norte, voc\u00ea tem menos mulheres&#8221;, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa popula\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho era composta por mulheres (66,2%). Al\u00e9m disso, cerca de 35% da popula\u00e7\u00e3o fora da for\u00e7a de trabalho era composta por pessoas com 60 anos ou mais de idade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqueles com menos de 25 anos chegavam a 29,2% e os adultos, com idade de 25 a 59 anos, representavam 36,3%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>N\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o foi estimado em 56,9% nos \u00faltimos quatro meses do ano. N\u00e3o houve varia\u00e7\u00e3o significativa em rela\u00e7\u00e3o ao trimestre anterior, quando era 56,8%. As regi\u00f5es que apresentaram os maiores percentuais de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar foram a Centro-Oeste (61,5%) e a Sul (61,2%). No Nordeste, o n\u00edvel da ocupa\u00e7\u00e3o chegou a 52,2%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Informa\u00e7\u00f5es sobre setores<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O especialista do IBGE explicou que como a PNAD Cont\u00ednua ainda n\u00e3o apresenta dados por atividade de grupamento, a pesquisa n\u00e3o conseguiu mostrar qual o setor ou setores influenciaram a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o no quarto trimestre de 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEm algum grupamento, ele pode n\u00e3o ter mostrado, ou na maioria dos grupamentos, o desempenho n\u00e3o foi t\u00e3o favor\u00e1vel, mas afirmar se foi no com\u00e9rcio, na ind\u00fastria, nos servi\u00e7os, sem ter essa an\u00e1lise de grupamento de atividade, n\u00e3o \u00e9 possivel\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: G1\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A m\u00e9dia anual do desemprego ficou em 6,8%, segundo Pnad Cont\u00ednua. 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