{"id":5968,"date":"2015-03-31T08:00:34","date_gmt":"2015-03-31T11:00:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/?p=5968"},"modified":"2016-10-19T14:42:40","modified_gmt":"2016-10-19T17:42:40","slug":"nao-saber-trabalhar-em-equipe-nem-sempre-e-tragedia-para-a-carreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.curriculum.com.br\/blog\/carreira\/nao-saber-trabalhar-em-equipe-nem-sempre-e-tragedia-para-a-carreira\/","title":{"rendered":"N\u00e3o saber trabalhar em equipe nem sempre \u00e9 trag\u00e9dia para a carreira"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><em>\u00c9 preciso entender que o fato de trabalhar bem sozinho n\u00e3o faz de voc\u00ea autossuficiente<\/em><\/p>\n<p><strong>Por Marina Oliveira e Caio Lauer<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Sem grande solid\u00e3o, nenhum trabalho s\u00e9rio \u00e9 poss\u00edvel&#8221;. Embora essa frase tenha sido proferida por Pablo Picasso, considerado um dos maiores e mais influentes artistas do s\u00e9culo 20, o isolamento n\u00e3o se popularizou em nossa cultura. H\u00e1 algumas d\u00e9cadas, vem se disseminando a vis\u00e3o de que o ser humano n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 mais feliz ao viver em grupo, como trabalha melhor e produz mais no coletivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O &#8220;brainstorming&#8221;, como \u00e9 chamada a t\u00e9cnica de reuni\u00e3o em que os participantes exp\u00f5em livremente suas ideias, para chegar a uma solu\u00e7\u00e3o criativa, virou modelo de inspira\u00e7\u00e3o corporativa. At\u00e9 a estrutura f\u00edsica de muitas empresas mudou por conta disso. Hoje, quanto menos paredes e divis\u00f3rias existirem entre os profissionais de um setor, melhor. Assim, todos podem se ver e se comunicar facilmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, esse modelo de trabalho j\u00e1 tem sido criticado por alguns estudiosos da psicologia organizacional. Adrian Furnham, professor de psicologia da UCL (University College London), no Reino Unido, por exemplo, \u00e9 autor de in\u00fameros artigos que visam desmistificar o &#8220;brainstorming&#8221;. Ele critica o fato de muitas empresas n\u00e3o encorajarem os seus profissionais a trabalharem sozinhos, pelo menos uma parte do tempo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa discuss\u00e3o, um novo personagem do mundo corporativo ganha destaque: aquele profissional que cria mais e melhor quando est\u00e1 sozinho, em sil\u00eancio e quando n\u00e3o \u00e9 obrigado a passar cada pensamento seu pelo crivo dos outros membros da equipe. &#8220;Esse profissional funciona com o di\u00e1logo interno e n\u00e3o externo. Dentro da cabe\u00e7a dele, passa muita informa\u00e7\u00e3o, um turbilh\u00e3o de ideias&#8221;, afirma Jos\u00e9 Roberto Marques, presidente do Instituto Brasileiro de Coaching.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele n\u00e3o \u00e9 necessariamente t\u00edmido, mas introvertido. E as duas caracter\u00edsticas s\u00e3o bem diferentes. De acordo com a autora do livro &#8220;O Poder dos Quietos&#8221; (Editora Agir), Susan Cain, timidez \u00e9 o medo de receber um julgamento ruim, enquanto introvers\u00e3o \u00e9 simplesmente a prefer\u00eancia por um ambiente menos estimulante, por exemplo, com menos interfer\u00eancia de pessoas ou barulhos. Ao passo que timidez \u00e9 desconfort\u00e1vel, a introvers\u00e3o n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A pessoa pode ser extremamente soci\u00e1vel mas, na hora de criar, no trabalho, preferir atuar sozinha&#8221;, explica Kely de Paiva, coordenadora do Departamento de Ci\u00eancias Administrativas da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Equil\u00edbrio entre os extremos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Waleska Farias, especialista em gest\u00e3o de carreira e professora da FGV (Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas), todo profissional deveria ser estimulado a agir das duas maneiras, ou seja, trabalhar em grupo, mas, tamb\u00e9m, ter a liberdade de criar sozinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;\u00c9 certo que a disponibilidade para a colabora\u00e7\u00e3o e o compartilhamento de ideias no ambiente de trabalho \u00e9 um excelente recurso na hora de inovar. Mas n\u00e3o se pode ignorar a capacidade que alguns profissionais t\u00eam de, sozinhos, pensarem diferente e encontrarem novas solu\u00e7\u00f5es&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O introvertido se sair\u00e1 t\u00e3o bem no ambiente corporativo quanto o extrovertido se entender que o fato de trabalhar bem sozinho n\u00e3o faz dele algu\u00e9m autossuficiente. &#8220;Quando necess\u00e1rio, o profissional precisa se dispor a trabalhar em equipe&#8221;, diz Waleska. &#8220;Em projetos que demandam idealiza\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o, v\u00e1rias pessoas pensando juntas promovem um espectro maior de possibilidades&#8221;, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m ser\u00e1 necess\u00e1rio aprender a desistir de projetos pr\u00f3prios, vez ou outra, para incorporar ideias de outros profissionais. &#8220;Na solid\u00e3o, o profissional n\u00e3o precisa abrir m\u00e3o de alguns pensamentos. Mas atuar em um ambiente colaborativo implica em dividir a criatividade e a responsabilidade, porque todos v\u00e3o dar ideias para chegar a uma nova concep\u00e7\u00e3o&#8221;, finaliza Kely.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: Uol<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 preciso entender que o fato de trabalhar bem sozinho n\u00e3o faz de voc\u00ea autossuficiente Por Marina Oliveira e Caio Lauer &#8220;Sem grande solid\u00e3o, nenhum trabalho s\u00e9rio \u00e9 poss\u00edvel&#8221;. 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